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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Devemos agir como se tudo dependesse de nós e esperar como se tudo dependesse de Deus



"Agir como se tudo dependesse de nós e esperar como se tudo dependesse de Deus". A máxima de Santo Inácio norteia uma das mais românticas missões dos jesuítas, junto aos índios guarani, ao Sul do Brasil. A ideia, forjada no Livro dos Atos dos Apóstolos, onde a comunhão dos bens e da partilha fraterna se antecedia, inclusive, ao Manifesto Comunista de Marx e Engels, fez com que o escritor Antônio Calado, em seu romance Quarup comparasse ao sonho de se formar de maneira pioneira a primeira República Comunista Cristã. The Mission, a Missão, fala sobre a tentativa dos padres da Companhia de Jesus, ordem religiosa fundada por Inácio de Loyola,  de não apenas evangelizar, mas formar um microcosmo de igualdade e sociedade espelhada na espiritualidade cristã e, tal como um espelho, que refletisse o modelo para outras sociedades. Aqui a trilha sonora de Ennio Morricone, que é também encantadora e extramente envolvente.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Primeiro mapa da cidade está em exibição permanente no Museu do Ceará


Mapa
Upload feito originalmente por marcus peixoto
Primeiro mapa de Fortaleza, concebido ainda no período colonial, não ilembra mesmo que remotamente a cidade atual, com seus mais de 2,5 milhões de habitantes. Desde a sua origem, houve uma preocupação com seu planejamento, fazendo com que ainda hoje exiba um traçado harmônico, conforme a topografia plana..
Com isso, mesmo com uma frota gigantesca de automóveis (só no Ceará, o Detran estima cerca de 4 mil novos veículos por mês, e uma migração que não ´para de crescer, ainda faz lembrar, nas palavras do brilhante de jornalismo  professor Augustinho Gósson, uma cidade de brinquedo, tsingela e aconchegante, tal é a impressão que dá quando se sobrevoa o seu perímetro central.
O mapa se encontra em exibição permanente no Museu do Ceará.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Podem voar mundos, morrer astros, que tu és como Deus. Princípio e fim

Reprodução



Florbela Espanca escreveu:

Fanatismo
Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !


Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !


"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !


E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."


Livro de Soror Saudade (1923)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Uma dica de lazer: visitar o Parque Nacional de Ubajara


O Bondinho
Upload feito originalmente por marcus peixoto
A variedade da paisagem do Ceará nos oferece prazeres distintos. Esse é o caso do Parque Nacional de Ubajara, na Serra da Ibiapaba, a 330 de Fortaleza, tendo como principal via de acesso a BR-222, passando por Sobral, na Região Norte. A gruta é sua principal atração. situada em uma depressão de 535 metros à qual se chega mediante um bondinho. Guias contratados pelo Ibama nos oferece informações sobre a formação rochosa,que em  cada galeria faz surgir, ao acender dos refletores instalados no interior da caverna, imagens fantásticas formados pelas rochas.
Mas uma sensação de satisfação à parte é contemplar a imensa floresta de mata atlântica ainda preservada no parque. Nesse período chuvoso, as cachoeiras são mais intensas e oferece um espetáculo de harmonia com a natureza. O bondinho começa a funcionar às 10 horas da manhã,  Existe uma trilha que requer um certo preparo físico e demora entre 1.5 e 2 horas em ser percorrida, que passa pelas cachoeiras se destina à entrada da gruta.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Os ensinamentos do efêmero e do duradouro no nosso cotidiano



Foto: Marcus Peixoto
  O ensinamento irrefutável da vida se dá a partir da compreensão do estreito fosso entre o efêmero e o duradouro. As folhas, assim como as penas das aves e assim como o nosso corpo  vão mudando com o tempo. No entanto, há aqueles que acreditam na alma. É uma entidade misteriosa que fascina alguns e é desprezada por muitos outros.
A alma é aquela que ainda une gerações, gostos, percepções, saberes e gostos pelo viver. Embora a consciência de família ocorra muitas vezes como estratégia de sobrevivência, não podemos imaginar a resistência da família, apesar de todo a crueza e o materialismo atuais, e do respeito pelos seres sem o amor, sem a alma.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Com os seus nus e juventude, Renoir é o pintor da alegria


As Banhistas (1885) Museu do Louvre

As Banhistas, de Renoir,  que fazem parte de uma série, levou três anos para ser concluída. Fernando Pernes, crítico de arte e assessor cultural do Conselho de Administração da Fundação de Serralves escreveu:

"Renoir é um artista que faz muito bem uma abertura à modernidade. O fantasma de Rubens paira em toda a obra dele, nomeadamente sempre que a nudez feminina é assumida. Renoir transporta a memória rubensiana para uma actualidade." De que forma? "No Rubens, a nudez feminina tinha a ver com a mitologia antiga, [as figuras nuas] eram musas. Com Renoir, é a rapariga do quotidiano, a nudez juvenil." O que se liga a outra característica deste impressionista: "É um pintor da alegria. Um pintor da luminosidade, do lirismo, da 'joie de vivre'. A nudez, nele, é transformada numa festividade."

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

No Candomblé mostramos festivamente a nossa personalidade

O Candomblé ganhou maior atenção de intelecutais brasileiros e estrangeiros, a partir da obra de Jorge Amado, como afirma o etnólogo frânces Pierre Verger. Ele percebia essa manifestação religiosa como uma ferramenta importante que auxiliou o negro a vencer a baixa alta estima, resquício da herança escrava, e também uma maneira eficiente de se enfrentar os problemas da vida. A entrevista foi concedida ao jornal O Globo, na festa de seus 90 anos. O texto completo pode ser localizado no site: http://www.pierreverger.org/




O candomblé é muito importante do ponto de vista da psicanálise, com uma grande vantagem. Na psicanálise há o psicodrama, as pessoas são levadas a representar publicamente o que está escondido em sua personalidade, mostrar seu lado mais vergonhoso. Isso é horrível. No candomblé é o  contrário, isso ocorre em clima de festa, a gente pode mostrar o que é e ser admirado, porque afinal de contas não é a pessoa que está fazendo ou dizendo aquelas coisas, é o orixá.
Mesmo para as pessoas que não têm origem africana, o candomblé é importante, porque permite  que elas sejam elas mesmas, em vez de adotar uma forma de viver que nada tem a ver com sua natureza. Há uma coisa muito interessante no candomblé: em princípio, um orixá é um antepassado da família, que às vezes se apodera da pessoa, em então ela cai no santo , com se diz , sem fingir, numa possessão verdadeira. Quem não tem sangue africano, como eu, infelizmente não é possuído pelo orixá. Há um caso único, que noa sei explicar, de uma pessoa sem raízes africanas que pe possuída pelo santo. É uma francesa Giselle Cossard, que é mãe de santo de um terreiro muito respeitado, nos arredores do Rio. Há pessoas sem sangue africano que também caem no santo, entram em transe. Mas é um transe de expressão, e não de possessão.  O orixá é uma espécie de arquétipo do comportamento da gente. Quando se apossa de uma pessoa, ela revela o que está em seu inconsciente, passa a exprimir sua personalidade verdadeira.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Então me fale sobre o nada. Gostaria de ter um relato completo sobre o nada



Cenas da vida (Short Cuts, 1993) é mais um clássico do cinema assinado por Robert Altman. A película tem três horas de duração e se distribui por oito histórias, que mostram o cotidiano de mulheres, maridos, amantes e pessoas comuns de Los Angeles. Essa cena revela um casal que remoe fatos passados, em que perguntas e respostas parecem não ter mais sentido para uma vida amorosa. Veja o link:http://www.script-o-rama.com/movie_scripts/s/short-cuts-script-transcript-altman.html
Why are they always naked?            
Why does naked make it art?              
- Did you make me a drink?
- It's in the blender.
               
It smells strong                  
I'm gonna have some wine.                 
- Is that what you're wearing?
- Yes.
           
I thought we were cooking out
                  
Stuart's bringing fish, remember?
                  
Well, if it's just a barbecue,
why are you getting dressed up? 
                  
- This isn't dressed up.
- I'm not changing.
                  
She'll probably dress up
                  
- Are you competing?
- Competing with who?                  
Claire, honey.
We're talking about Claire.
                  
- Are you completing with Claire?
- For whatw              
What women compete for, I guess. 
                 
- Do you think he's attractive?
- Who? 
                  
- The husband.
- Stuart is.
                  
He's the kind of guy
women find attractive, isn't he?

                  (...)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Para a Time, Jacques Barzun é o maior intelectual da América

Arquivo: NewDawn.jpg
Pintura de Jacques Barzun de 1959




Jacques Barzun, um dos mais eruditos críticos de cultura e arte, está vivo, aos 104 anos. Ele é  francês e naturalizado norte-americano. Incrivelmente, teve uma produção complexa, com mais de 40 livros lançados, ao longo de sete décadas, até sua aposentadoria da Universidade de Columbia, aos 87 anos. Abordava desde assuntos relacionados às artes, principalmente Pintura e música clássica, ainda com os de  Medicina, Psiquiatria, e até temas mais populares, como investigação policial e fantasmas. Quando a revista ,Time publicou uma reportagem sobre os "Intelectuais da América", a capa - como notou a New Yorker, não trazia Edmond Wilson, Lionel Trilling, Sidney Hook ou Mark Van Doren, mas sim um homem que não havia nascido nos Estados Unidos.  Por muito tempo vivia na cidade de San Antonio, no Texas, com sua mulher Marguerite. Ele percebeu o peso da idade, quando obstruiu sua capacidade de percepção. Certa vez, comentou que "A velhice é como aprender uma nova profissão. E não uma qualquer  de sua própria escolha"

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Antigos e rijos carvalhos são desrenraizados em nós pela ação da doença


Literatura : Texto de Virginia Woolf sobre estar doente:



Considerando como a doença é comum, como é tremenda a mudança espiritual que traz, como é espantoso quando as luzes da saúde se apagam, as regiões por descobrir que se revelam, que extensões desoladas e desertos da alma uma ligeira gripe nos faz ver, que precipícios e relvados pontilhados de flores brilhantes uma pequena subida de temperatura expõe, que antigos e rijos carvalhos são desenraizados em nós pela acção da doença, como nos afundamos no poço da morte e sentimos as águas da aniquilação fecharem-se acima da cabeça e acordamos julgando estar na presença de anjos e harpas quando tiramos um dente, vimos à superfície na cadeira do dentista e confundimos o seu «bocheche... bocheche» com saudação da divindade debruçada no chão do céu para nos dar as boas-vindas - quando pensamos nisto, como tantas vezes somos forçados a pensar, torna-se realmente estranho que a doença não tenha arranjado um lugar, juntamente com o amor, as batalhas e o ciúme, por entre os principais temas da literatura. 

Virginia Woolf, in "Acerca de Estar Doente"



Ministério da Defesa ainda mantém clima de formigueiro



Sistema de monitoramento de satélite do Brasil Pelo MD
 Há evidente processo de fritura do ministro da Defesa Nelson Jobim. A suspensão da compra dos caças, reuniões da presidente Dilma, a portas fechadas com o comandante da Aeronáutica e as críticas pela nomeação de José Jenoíno, ainda envolvido no escândalo do Mensalão, são terrenos minados para a travessia de uma nova gestão.
 A questão Jenoíno não diz respeito tanto ao mensalão, mas é contra a lógica de que Aldo Rebelo, então deputado federal pelo PC do B, já foi preterido do Ministério, porque se temia uma politização das Forças Armadas no primeiro governo Lula. Tem uma relação com prestígio interno e isso começa a ser questionado no ministro da Defesa, que até agora tem passado mais tempo no Cargo: desde junho de 2007. Os anteriores Elcio Alvares, Geraldo Magela da Cruz Quintão, José Viegas Filho, José Alencar e Valdir Pires, não passaram mais de dois anos.
Isso leva a crer que não basta a presidente Dilma gostar. As Forças Armadas precisam também. E gostaram de José Alencar, porque era vice-presidente, e Nelson Jobim, que foi ministro do STF e desde a sua posse vinha prometendo mundos e fundos para Exército, Marinha e Aeronáutica.
Os demais foram tratados desde o desdém à sabotagem explicita. Elcio era alijado, porque se queria um militar da reserva. Geraldo teve problemas com aviões da FAB utilizados por civis. José Viegas, casado com a design peruana Erica Stckholm, então com36 anos, bonita e desenvolta nas reuniões sociais, causava desconfortos com as distintas senhoras dos generais. O estopim foi uma carta do comandante do Exército fazendo apologia ao militarismo à moda antiga.
Mas ninguém foi mais vítima do complô de caserna e do desprezo do que Valdir Pires, durante a crise dos controladores. Ou seja, a permanência de Nelson Jobim vai depender,especialmente, do apoio do alto comando militar.

Serviço: O Ministério da Defesa é o órgão do Governo Federal responsável pela direção superior das Forças Armadas, constituídas pelos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Sua principal missão é manter a soberania nacional e a integridade territorial, bem como estabelecer políticas ligadas à defesa e segurança do País, como a Política de Defesa Nacional (PDN).

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Moda de Armani atravessa o tempo sendo uma das preferidas do mundo elegante

O estilista Giorgio Armani, conhecido como o Imperador de Milão, nasceu em 11 de julho de 1934, na cidade de Piacenza, no norte da Itália (ao sul de Milão). A paixão pela moda não se manifestou cedo e o jovem italiano chegou a cursar dois anos de medicina na Universidade de Milão antes de aceitar o trabalho de vitrinista na renomada loja de departamentos La Rinascente, em Milão, aos 20 anos. Sua irmã mais nova, Rosanna Armani, que trabalhava como modelo, o introduziu no restrito círculo da moda italiana da época e, a partir daí, seu currículo ganhou conteúdo graças a trabalhos como assistente, por nove anos, de Nino Cerruti. Em 1970, iniciou sua carreira como Free-Lancer no mundo da moda, encorajado pelo seu grande amigo Sergio Galeotti, desenhando e costurando para inúmeras grifes, inclusive Emanuel Ungaro. http://www.armani.com/

Richard Gere ensina como se vestir bem sempre

Julian Kaye  é um dos gigolô mais bem por  pagos por mulheres sofisticadas, ricas e entediadas. Mas quando ele se envolve com Michelle Stratton, a esposa de um político, acaba sendo acusado do assassinato de outra cliente. Notório no entanto é o figurino de Giorgio Armani. O filme é de 1980 e passados mais de 30 anos ainda detém o bom gosto e elegância da alfaiataria, os tecidos, texturas, tons e sobretons. Enquanto Richard Gere transformou-se como pessoa (é místico, na atualidade) e na expressão física, o design é atual

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Que sol me torna mais absurdo e subversivo? Pergunta Camus

Albert Camus: Reprodução


Trecho do livro o Estrangeiro, de Albert Camus, com tradução em espanhol
Al cabo de un momento volví hacia la playa y me puse a caminar. 
   Persistía el mismo resplandor rojo. Sobre  la arena el mar jadeaba con la respiración rápida y ahogada de las olas pequeñas. Caminaba lentamente hacia las rocas y sentía que la frente se me hinchaba bajo el sol. Todo aquel calor pesaba sobre mí y se oponía a mi avance. Y cada vez que sentía el poderoso soplo cálido sobre el rostro, apretaba los dientes, cerraba los puños en los bolsillos del pantalón, me ponía tenso todo entero para vencer al sol y a la opaca embriaguez que se derramaba sobre mí. Las mandíbulas se me crispaban ante cada espada de luz surgida de la arena, de la conchilla blanqueada o de un fragmento de vidrio. Caminé largo tiempo. Veía desde lejos la pequeña masa oscura de la roca rodeada de un halo deslumbrante por la luz y el polvo del mar. Pensaba en el fresco manantial que nacía detrás de la roca. Tenía deseos de oír de nuevo el nmurmullo del agua, deseos de huir del sol, del esfuerzo y de los llantos de mujer, deseos, en fin, de alcanzar la sombra y su reposo. Pero cuando estuve más cerca vi que el individuo de Raimundo había vuelto.
   Estaba solo. Reposaba sobre la espalda, con las manos bajo la nuca, la frente en la sombra de la roca, todo el cuerpo al sol. El albornoz humeaba en el calor. Quedé un poco sorprendido. Para mí era un asunto concluido y había llegado allí sin pensarlo.  No bien me vio, se incorporó un poco y puso la mano en el bolsillo. Yo, naturalmente empuñé el revólver de Raimundo en mi chaqueta. Entonces se dejó caer de nuevo hacia atrás, pero sin retirar la mano del bolsillo. Estaba bastante lejos de él, a una decena de metros. Adivinaba su mirada por instantes entre los párpados entornados. Pero más a menudo su imagen danzaba delante de mis ojos en el aire inflamado. El ruido de las olas parecía aun más perezoso, más inmóvil que a
mediodía. Era el mismo sol, la misma luz sobre la misma arena que se prolongaba aquí. Hacía ya dos horas que el día no avanzaba, dos horas que había echado el ancla en un océano de metal hirviente. En el horizonte pasó un pequeño navío y hube de adivinar de reojo la mancha oscura porque no había cesado de mirar al árabe.   Pensé que me bastaba dar media vuelta y todo quedaría concluido. Pero toda una playa vibrante
de sol apretábase detrás de mí. Di algunos pasos hacia el manantial. El árabe no se movió. A pesar de todo, estaba todavía bastante lejos. Parecía reírse, quizá por el efecto de las sombras sobre el rostro. Esperé. El ardor del sol me  llegaba hasta las mejillas y sentí las gotas de sudor amontonárseme en las cejas. Era el mismo sol del día en que había enterrado a mamá y, como entonces, sobre todo me dolían la frente y todas las venas juntas bajo la piel. Impelido por este ardor que no podía soportar más, hice un movimiento hacia adelante. Sabía que era estúpido, que no iba a librarme del sol desplazándome un paso. Pero di un paso, un solo paso hacia adelante. Y esta vez, sin levantarse, el árabe sacó el cuchillo y me lo mostró bajo el sol. La luz se inyectó en el acero y era como una larga hoja centelleante que me alcanzara en la frente. En el mismo instante el sudor amontonado en las cejas corrió de golpe sobre mis párpados y los recubrió con un velo tibio y espeso. Tenía los ojos ciegos detrás de esta cortina de lágrimas y de sal. No sentía más que los címbalos del sol sobre la frente e, indiscutiblemente, la refulgente lámina surgida del cuchillo, siempre delante de mí. La espada ardiente me roía las cejas y me penetraba en los ojos doloridos. Entonces todo vaciló. El mar cargó un soplo espeso y ardiente. Me pareció que el cielo se abría en toda su extensión para dejar que lloviera fuego. Todo mi ser se distendió y crispé la mano sobre el revólver. El gatillo cedió, toqué el vientre pulido de la culata y allí, con el ruido seco y ensordecedor, todo comenzó. Sacudí el sudor y el sol. Comprendí que había destruido el equilibrio del día, el silencio excepcional de una playa en  la que había sido feliz. Entonces, tiré aún cuatro veces sobre un cuerpo inerte en el que las balas se hundían sin que se notara. Y era como cuatro breves golpes que- daba en la puerta de la desgracia.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O desgaste físico e sofrimento emocional da maior pintora mexicana


Museum Kunstkabinett
Eu e meus papagaios (1941) é um auto retrato da pintora mexicana Frida Kahlo, em que  resume seu olhar, a técnica e o conteúdo de toda a sua obra. Artista polêmica, pansexual, como se diz, morreu aos 47 anos em 1950, provavelmente de complicações de pneumonia. Ela morreu na mesma casa onde nasceu, em Coyoacán, distrito da Cidade do México, e nos seus últimos anos pintou com a ajuda de um espelho e sobre uma cama, tal era seu sofrimento físico. Foi amante de Leon Trotsky e inúmeras mulheres. Seus casos aconteceram, antes, durante e depois de seu casamento com  Diego Rivera e foi considerada como grande pintora de sua época inclusive melhor que  os surrealistas, exceto Salvador Dali. Sua Pintura também é a grande ausente do Museu de Arte Americana, de Chicaco, nos EUA, onde estão de fora vários pintores do Continente,  recentemente reaberto, após passar 14 anos por uma reforma.

sábado, 15 de janeiro de 2011

E Lucevan le Stelle é cantada por Cavaradossi, perdido em recordações por Tosca


 Tosca, de Puccini, é uma Ópera em três atos, que teve sua estreia em Roma, em 1990. E Lucevan le Stelle apresenta  uma ária de grande beleza, no último ato, onde se destaca a frase o doce baci, o languide carezze. Aqui temos Bruno Stéfano, um tenor cearense e colega jornalista. A apresentação acontece na Igreja do Cristo Rei. Interessante notar que se abandona uma regra de etiqueta adotada por países ocidentais em não aplaudir apresentações artísticas num templo religioso. Os contatos do Bruno para apresentação são o telefone 4141.4645 e o site http://www.brunostefano.com.br/

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Age de tal modo que o ato se torne a base de uma lei universal

Kant (Reprodução)

Fiquei surpreso com o interesse dos chineses por Immanuel Kant (1724-1804) e não muito menos com a admiração de Umberto Eco, ao ter testemunhado tal episódio. Hoje, há muito pouco interesse em sua obra, mesmo em círculos intelectuais, pelo menos entre os mais céticos e os menos preocupados com assuntos da moral e da ética. Em outras palavras, ele nunca foi pop.
Na verdade, citar Kant, na década de 1980, quando estudante de Filosofia no Seminário da Prainha, tinha ares de boçalidade. A professora de Antropologia da Filosofia, no entanto, repetia e enfatizava o imperativo categórico da moral kantiana: age sempre de tal forma que os princípios que norteiam a vontade possam se transformar na base de uma lei universal. Isso seria mais ou menos dizer: não faça aos outros aquilo que não quer que  façam consigo. Eis mais uma razão para se fazer uma crítica ao autor da Crítica da razão pura: é quimérico.  Como a China e, sobretudo, os Estados Unidos iriam admitir tais relações com seus interlocutores internacionais?
Kant é apontado por Betrand Russell (Prêmio Nobel 1950) como o filósofo que vislumbrou um Norte, não visível na filosofia de Hume. Ele deu sequência a uma lógica tradicional para se debater sobre a questão ética, que até então não havia sido resolvida de uma outra maneira,  senão à luz da fé. Assim, prossegue um outro problema de simpatia. Ele afirma que nossas ações não devem ser elogiadas por graduações. Traduzindo mais uma vez: ajudar um vizinho em dificuldade não é tão notável quanto fazera mesma caridade por uma pessoa totalmente odiosa. "Quem os executa é a boa vontade, a única considerada incondicionalmente boa". Afora a fragilidade, os próprios questionamentos são inspiradores, porque segue um princípio da razão pura, que devemos reconhecer que Kant estava realmente certo.

As Categorias Kantianas:

1. Quantidade
unidade
pluralidade
totalidade
2.Qualidade
realidade
negação
limitação
3.Relação
Substância e acidente
causalidade e efeito
reciprocidade
4.Modalidade
possibilidade - impossibilidade
existência - não existência
necessidade - contigência

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Vila das Artes abre inscrições para Oficina de Iniciação à Dança

A Vila das Artes está com inscrições abertas para a Oficina de Iniciação à Dança Contemporânea de 10 a 31 de janeiro, com a coreógrafa e dançarina Eliana Madeira. O curso é direcionado aos jovens (a partir de 15 anos) e adultos interessados em ter contato com o universo da dança contemporânea através da prática em dança e da apreciação de obras coreográficas.
As aulas são gratuitas e acontecem de 7 a 23 de fevereiro (segundas e quartas) na Vila das Artes, das 17h às 20h. A oficina será dividida em dois momentos: o primeiro destinado à aula prática de dança e o segundo às exibições comentadas de obras que ilustram as principais correntes estéticas da dança cênica no século XX.    
Os alunos terão contato com o trabalho de consciência corporal a partir das funções básicas do corpo e seu movimento. Também participarão de jogos de improvisação, com o intuito de buscar uma configuração rítmica e espacial.
Eliana Madeira é dançarina contemporânea e coreógrafa. Graduada em  Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Pesquisa e Pedagogia do Movimento Humano/Elementarer Tanz-Maja Lex, pela Escola Superior Alemã de Esporte de Colônia, (Alemanha). Foi dançarina no Grupo Maja Lex (Colônia – Alemanha) e professora para formação corporal na Escola Superior Alemã de Esporte de Colônia. Nos anos 80 introduziu a Dança Contemporânea em Fortaleza. Atualmente é professora de Análise do Movimento no Curso Técnico em Dança, realizado através da parceria entre o Senac/CE e a Secretaria da Cultura do Ceará.
 
Serviço: Inscrições para Oficina de Iniciação à Dança Contemporânea de 10 a 31 de janeiro de 2011, das 9h às 19h na Vila das Artes, Rua 24 de Maio, 1221, Centro. Informações 3252-1444 ou 3105-1410. Grátis

sábado, 8 de janeiro de 2011

Em busca do transcendental ao subir a Escadaria do Céu


Escadaria do Céu
Upload feito originalmente por marcus peixoto
É muito natural esta época, quando um novo ano se inicia, voltar os sentidos para o sobrenatural. Em Viçosa do Ceará, difícil não perceber essa ligação entre o terreno e o espiritual através da Escadaria do Céu, que dá acesso a uma capela com o mesmo nome.
Para chegar a pé até o alto é preciso vencer os 334 degraus que dão acesso ao santuário.
Para Bachelard, a escada é o símbolo por excelência da ascensão e da valorização, ligando-se à simbólica da verticalidade. Mas ela indica uma ascensão gradual e uma via de comunicação em sentido duplo entre diferentes níveis. Quando se trata de valor, observou Bachelard, todo progresso é concebido como uma subida; toda elevação se descreve por uma curva que vai de baixo para cima. A verticalidade seria a linha do qualitativo e da elevação; a horizontalidade, a linha do quantitativo e da superfície. A altura seria a dimensão de um ser visto do exterior. Na arte, a escada aparece como o suporte imaginário da ascensão espiritual.
Ela é também o símbolo das permutas e das idas e vindas entre o céu e a terra.

Como a vida é bela, como a vida é louca


Upload feito originalmente por Martha MGR
A CANÇÃO DA VIDA

A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio...
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí...
como um salso chorando
na beira do rio...
(Como a vida é bela! como a vida é louca!)

Mario Quintana (Esconderijos do Tempo)

Mãos que fugiram da suprema purificação, dos possíveis suicídios


O Defunto 

Poema de Pedro Nava



Quando morto estiver meu corpo,
Evitem os inúteis disfarces,
Os disfarces com que os vivos,
Só por piedade consigo,
Procuram apagar no Morto
O grande castigo da Morte.

Não quero caixão de verniz
Nem os ramalhetes distintos,
Os superfinos candelabros 


E as discretas decorações.

Quero a morte com mau-gosto!

Dêem-me coroas de pano,
Angustiosas flores de pano,
Enormes coroas maciças,
Como enorme salva-vidas,
Com fitas negras pendentes.

E descubram bem minha cara:
Que a vejam bem os amigos.
Que não a esqueçam os amigos
Que ela ponha nos seus espíritos
A incerteza, o pavor, o pasmo.
E a cada um leve bem nítida
A idéia da própria morte.

Descubram bem esta cara!

Descubram bem estas mãos
Não se esqueçam destas mãos!
Meus amigos, olhem as mãos!
Onde andaram, que fizeram,
Em que sexos demoraram
Seus sabidos quirodáctilos?

Foram nelas esboçados
Todos os gestos malditos:
Até os furtos fracassados
E interrompidos assassinatos.

- Meus amigos! olhem as mãos
Que mentiram às vossas mãos...
Não se esqueçam! Elas fugiram
Da suprema purificação
Dos possíveis suicídios.

- Meus amigos, olhem as mãos!
As minhas e as vossas mãos!

Descubram bem minhas mãos!

Descubram todo o meu corpo.
Exibam todo o meu corpo,
E até mesmo do meu corpo
As partes excomungadas,
As sujas partes sem perdão.
- Meus amigos, olhem as partes...
Fujam das partes,
Das punitivas, malditas partes...

Eu quero a morte nua e crua,
Terrífica e habitual,
Com o seu velório habitual.

- Ah! o seu velório habitual!

Não me envolvam em lençol:
A franciscana humildade
Bem sabeis que não se casa
Com meu amor da Carne,
Com meu apego ao Mundo.

Eu quero ir de casimira:
De jaquetão com debrum,
Calça listrada, plastron...
E os mais altos colarinhos.

Dêem-me um terno de Ministro
Ou roupa nova de noivo...
E assim solene e sinistro,
Quero ser um tal defunto,
Um morto tão acabado,
Tão aflitivo e pungente,
Que sua lembrança envenene
O que resta aos amigos
De vida sem minha vida.
- Meus amigos, lembrem de mim.
Se não de mim, deste morto,
Deste pobre terrível morto
Que vai se deitar para sempre
Calçando sapatos novos!

Que se vai como se vão
Os penetras escorraçados,
As prostitutas recusadas,
Os amantes despedidos,
Como os que saem enxotados
E tornariam sem brio
A qualquer gesto de chamada.

Meus amigos, tenham pena,
Senão do morto, ao menos
Dos dois sapatos do morto!
Dos seus incríveis, patéticos
Sapatos pretos de verniz.
Olhem bem estes sapatos,
E olhai os vossos também.
 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Soldado e toureiro disputam amor da cigana



O barítono teve muita sorte com Carmen. A ária mais bonita para voz masculina não foi, dessa vez, para o tenor. Fala do garbo de um heroi, Escamilo, que disputa com José o amor da cigana. A canção empolga e envolve os cantores, que no refrão dizem em coro: "Toréador, en garde". É um dos trechos de Ópera, que se tornou uma da mais populares. Carmen é cômica e trágica. Enfim, uma obra de arte de Bizet.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Desaparecidos políticos são um fato histórico, afirma general

Foto: Marcus Peixoto
Em 1969, o general José Elito Carvalho Siqueira, novo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) tinha 23 anos  e era aspirante a Oficial. Ele faz parte da nova geração de generais que não tiveram nenhuma relação direta com os "Anos de Chumbo", período associado ao regime militar instalado em 1964. Eis porque mantém uma indiferença ao clamor daqueles que sobreviveram e lamentam a perda de seus filhos e entes queridos e não vêem a constituição de um tribunal justo para punir os excessos dos militares. Claro que não poderia surpreender a declaração do general, que é uma ressonância de todo o conjunto das Forças Armadas. 
Elito, que comandou as forças de paz na Onu, no Haiti, em 2006, é contrário a esse tribunal. Disse que vai manter a Abin da forma como se encontra e a próxima entrevista deverá ser ainda mais curta.
O general norte-americano Norman Scharzkopf, que comandou as forças de coalização na Guerra do Golfo, não foi nada diplomático com o jornalista brasileiro Lucas Mendes ao ser indagado sobre os excessos de guerra. "Se você tivesse alguma coisa entre as orelhas não faria essa pergunta", afirmou Scharzkopf. Essa é uma formação autoritária e totalmente desprovida de brilho de oratória para um militar, ao contrário do seu desempenho no front. 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Vila Artes promove curso de dança de salão


Tango: Dilvulgação
A Vila das Artes abre inscrição para o curso de Dança de Salão, uma das formas mais tradicionais de dança e uma boa opção para quem quer começar a movimentar o corpo. As inscrições vão até o dia 14 e devem ser feitas na secretaria da Vila das Artes (Rua 24 de Maio, 1221, Centro), das 9h às 19h.

O curso é gratuito e terá orientação dos professores Neiliane Filipe e Aurélio Lobo, nas terças e quintas de 18 a 24 de janeiro, das 17h às 18h15, na sala de dança da Vila. As aulas têm como objetivo desenvolver ferramentas corporais para a prática da dança a dois. A partir do trabalho com gêneros como o samba de gafieira, a salsa e o tango, os professores pretendem abordar questões técnicas e procedimentos específicos como a condução na dança, o comportamento em ambientes de baile e mudanças que ocorrem quando a dança de salão é concebida para os palcos.

O curso é oferecido pela Escola Pública de Dança, espaço da Vila das Artes, equipamento da Prefeitura de Fortaleza, que propõe ações voltadas à formação e ao aperfeiçoamento técnico, artístico e teórico em dança cênica. Informações pelo 3252-1444 ou 3105-1402.

Serviço
Inscrições para curso de Dança de Salão de 3 a 14 de janeiro de 2011, das 9h às 19h, na secretaria da Vila das Artes, Rua 24 de Maio, 1221, centro. Informações 3252-1444 ou 3105-1410. Grátis.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Museu do Centro de Turismo é reformado, mas faltam guias para atender os visitantes

Ex votos do Museu Popular
Um dos mais tradicionais equipamentos turísticos do Centro de Fortaleza, o Centro de Turismo, padece de uma desatenção primária: a falta de guias. Embora tenha sido reformado em março do ano, passado, o equipamento também conhecido como Emcetur, não conseguiu recuperar o Museu de Minerologia e o de Artes Populares (tendo como acervo peças como os ex-votos), único mantido no prédio,  não é  bem explicados ao público pela falta de guia.
        Desde o início das atividades como centro turístico, em 1973, essa foi a primeira reforma no prédio. A construção de 1866, que no século XIX abrigou a Cadeia Pública, foi tombada pelo patrimônio histórico estadual em 1982.
               O local, onde funcionam 105 lojas que comercializam e promovem o artesanato e culinária cearenses, recebeu novas estruturas elétricas, hidráulicas, de refrigeração, banheiros, restaurante, lanchonete e quiosque. Também foi instalado um elevador panorâmico e trocadas a pintura e o piso, agora de pedra colonial.
        No pavimento térreo do bloco central, cuja área é de 2.834,94 m², a reforma incluiu as lojas e a instalação do elevador panorâmico. Já o andar superior, recebeu melhorias na diretoria e sala de reuniões, no almoxarifado e nas salas de guias turísticos. O bloco sul, com 752,55 m², contará com estacionamento para 42 veículos, além da reforma das lojas e jardins, ganhará um novo playground.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Do Maas ao Memel, Do Etsch ao Belt, Alemanha acima de tudo



O Hino da Alemanha foi escrito em 1841 por August Heinrich Hoffmann Von Fallersleben, sobre uma melodia da peça Quarteto para o Imperador, composta por Joseph Haydn, em 1797. Conhecida como música dos Alemães, foi concebida para ser o Hino da Áustria. Seu caráter  é marcial e inflama as pessoas para o nacionalismo, de que a Alemanha está acima de tudo. Durante o regime Nazista teve um caráter mais marcial, repercutindo no fato de que a Constituição de 1949 não a reconheceu como hino. Haydn foi autor de sinfonias, óperas, operetas, missas, concertos, músicas de câmaras e para danças. O reconhecimento para Hino Nacional da Alemanhã somente aconteceu em 1952.
Alemanha, Alemanha acima de tudo
Acima de tudo no mundo,
Quando sempre, na defesa e resistência
Fica unida fraternalmente,
Do Maas ao Memel
Do Etsch ao Belt
Alemanha, Alemanha acima de tudo
Acima de tudo no mundo.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Fotografia que vale por milhões e milhões de palavras



Foto by Henri Cartier-Bresson
A imagem deve ter o máximo de informações, com o máximo de compreensão de todos os sentimentos, aproveitando um único momento, aquelde em que o fotógrafo prende a respiração. É de lá que saem retratos do cotidiano, artistas, jornalísticas. Aqui,  diferença de gerações, com seus modos de vestir e comportamentos, é um dos temas do fotógrafo francês Henri-Cartier Bresson.
Henri Cartier-Bresson (1908-2004), fotógrafo francés, miembro fundador de la prestigiosa agencia Magnum. Testigo de excepción del siglo XX, su cámara inmortalizó algunos de los rostros más emblemáticos de su época, como Pablo Picasso o Albert Camus, así como toda la grandeza de los pequeños momentos: era un maestro del ‘instante’.

Nació en Chanteloup el 22 de agosto de 1908 y se educó en el Liceo Condorcet de París. A partir de 1930 se dedicó a la fotografía, a pesar de que su primera pasión, que nunca abandonó por completo, había sido la  pintura. Desde entonces, comenzó a viajar con frecuencia y sus fotografías aparecieron publicadas en periódicos, revistas y libros. También se expusieron en diferentes museos y galerías de arte. Una de las particularidades de su técnica fotográfica es que jamás recortaba los negativos, el positivo lo obtenía directamente de toda la imagen, sin encuadrar ni recortar nada. Sabía componer con rigor, observaba los gestos, las yuxtaposiciones de elementos y disparaba en el preciso momento en el que todo ello creaba un conjunto armonioso, lo que él definía como el ‘instante decisivo’.
Durante la II Guerra Mundial el artista estuvo 35 meses encarcelado en los campos alemanes de prisioneros. Después de tres intentos de huida, escapó a París y trabajó para la resistencia francesa. Realizó fotos sobre la ocupación y retirada alemanas. En 1945 dirigió, para la oficina de información bélica de Estados Unidos, el documental Le retour (El retorno). Dos años después organizó una exhibición de sus fotos en el Museo de Arte Moderno de Nueva York (MOMA). El mismo año fundó con Robert Capa y otros fotógrafos la agencia Magnum. Bajo los auspicios de ella, Cartier-Bresson empezó a viajar y a dedicarse al reportaje en diversos países: India, China, antigua Unión Soviética, Canadá, Cuba, México y España. En 1955, por invitación del Museo del Louvre de París, fue el primer fotógrafo que expuso su obra allí. Algunas de sus colecciones fotográficas publicadas son: The Decisive Moment (1952), The World of Henri Cartier-Bresson (1968) y Henri Cartier-Bresson (1980). En sus últimos años volvió a la práctica del dibujo. Falleció el 2 de agosto de 2004, en Francia.
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