É do mundo exterior que o conhecimento precisa vir a nós, pela leitura, audição e contemplação. Wendy Beckett
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quinta-feira, 7 de junho de 2012
Chega à 6ª edição o Passo de Arte Norte e Nordeste
Pelo sexto ano seguido Fortaleza recebe cerca de 1500 bailarinos para a edição regional de uma das mais tradicionais e conceituadas competições de dança do país. É o Passo de Arte Norte e Nordeste, que acontece de 13 a 17 de junho (quarta a domingo) no Centro de Convenções do Ceará. Os concorrentes de nove estados disputam prêmios em dinheiro, troféus, vagas para a 20ª competição internacional Passo de Arte, que acontecerá em julho na cidade de Indaiatuba/SP, e indicações de solistas e conjuntos para o Youth America Grand Prix Brasil 2012 (YAGP Brasil), que acontecerá em setembro na cidade de Santos/SP. Deste, sairão os representantes brasileiros para o YAGP de Nova Iorque, que em 2013 reunirá bailarinos de vários países.
Realizado pelo Instituto Passo de Arte, de São Paulo, revela talentos de diversas regiões do país e alcança também Paraguai e Uruguai. É um organismo vivo, uma rede de competições e eventos credenciados que atuam ao longo do ano, conectando bailarinos, estudantes, profissionais e escolas de dança.
Além da etapa nacional, o Passo de Arte realiza etapas regionais no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e a etapa Norte e Nordeste, que acontece anualmente em Fortaleza. As regionais classificam os participantes por categorias especÍficas, onde os trabalhos são agrupados por modalidades e avaliados por uma comissão julgadora qualificada.
Este ano quase 1500 bailarinos participam do evento, sendo 22 de escolas do Ceará e de mais oito estados: Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, São Paulo e Santa Catarina. Eles vêm em busca da Premiação de R$ 4 mil reais, ofertados ao melhor bailarino, a melhor bailarina, o melhor grupo e o melhor coreógrafo, além das classificações por gêneros e modalidades. Em Fortaleza o júri será composto por Toshie Kobayahi (SP), Ady Addor (SP), Edy Wilson (SP), Marluce Medeiros (RJ) e Ivo Alcântara (SP).
Com uma programação dedicada às diversas vertentes da dança, a noite de abertura será dedicada às variações e solos clássicos com a participação de mais de 200 jovens. Nos demais dias haverá espaço para outros gêneros de dança. Além da competição em categorias diversas, haverá aulas no palco com professores convidados.
Fonte: Assessoria de imprensa
sábado, 5 de maio de 2012
Os Simpsons imitam com graça as trapalhadas e o ridículo coloniais
Enquanto não chegam os novos episódios de Os Simpsons no Brasil, aqui nos contentamos, e até de forma prazeirosa, com as reprises. Há, de fato, graça ao rever antigas temporadas, porque vamos percebendo detalhes e peculiaridades nos textos que ainda não havíamos visto antes. Mal ou bem comparando com os filmes de Chaplin, sempre estamos rindo e, sobretudo, percebendo coisas novas, mesmo assistindo repetidamente seus filmes.
Um desses episódios aconteceu esta semana transmitido pela Fox, com o título "Monólogos da Rainha". Bart encontra uma cédula de mil doláres. Movido pela ética de sua mãe, Marge, e a irmã Lisa, tentam encontrar aquele que perdeu a nota. Então, é feito um museu para a contemplação do dinheiro, no qual é arrecadado mais de 3 mil dólares. Com essa soma, Bart financia uma viagem da família a Londres, a fim de oferecer umas merecidas férias para sua sempre dedicada mãe.
O episódio é permeado com os estereótipos comuns da série ácida, sarcástica, politicamente incorreta (mas com limites), e versando no pedaço d'asno, como se diria de Dom Sebastião (ainda vou falar sobre isso aqui) do Homer Simpsons, a dona de casa exemplar Magie, a estudiosa Lisa, o canalha menor Bart e a enigmática Maggie.
O fato é que chegam a Londres, com Simpsons com camisa havaiana e lembrando para um formal cavalheiro inglês, que seu povo deve gratidão aos norte-americanos por salvá-los no Vietnã e por repartir as prostitutas norte-americanas (Divine Brown), com o ator inglês Hugh Grant.
Aqui merece uma pausa para uma reflexão. Qual é o preço dessa aliança incondiação entre ingleses e americanos, que tiveram o apoio americano ianque na Guerra das Malvinas, uma aventura cara naquela época, e mais ainda para manter a permanência britânica naquele País nos dias de hoje, em tempos de depressão e crise econômica? A resposta seria o apoio inglês, com todas as vantagens dos campos de petróleo, na invasão ao Iraque?
Mas vamos às partes engraçadas. Os monólogos da Rainha acontecem porque se realiza uma profecia em todas as viagens da família Simpsons ao exeterior, como a prisão de Holmer. Neste caso, porque colide com a carruagem real, onde estava sendo transportada a Rainha Elisabeth. Holmer é perdoado pela sua realeza, com a condição de levar de volta para a América a cantora Madonna, "embalada", num tapete.
Neste episódio, temos referências às duas nações mais destestadas ou odiadas, pelo menos, nos último quatro séculos em quase todo mundo. A Inglaterra no passado, dona de um império onde o sol nunca se ponha) e, na atualidade, os Estados Unidos, capazes dos maiores golpes de estado no terceiro mundo, a total falta de regras e modos para impor seus domínios e a falta de fairplay, qundo sai perdedor (vide os casos Vietnã e Cuba).
No entanto, são duas nações, em estilos diferentes, que com seus desenhos animados,os musicais, cinema, teatro,literatura e o futebol, nos entretêm como ninguém e torna a vida menos amarga. São países que deixariam o mundo mais triste se não fossem suas trapalhadas reais e na ficção. Também não podem ser responsabilizados por toda maldade. São apenas os remanescentes do colonialismo. Talvez a nova temporada de Simpsons não seja tão engraçada, mas o telespectador brasileiro sempre se diverte com a série nas suas histórias mais antigas, quer na televisão aberta, quer na TV por assinatura.
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terça-feira, 1 de maio de 2012
O trabalho do beija flor, entre a beleza das alturas e a feiura terrestre
Maio é o mês que o céu fica mais bonito. Essa é uma das frases que ouvi há muito tempo, passei a admitir, depois a negar e, por fim, a ser indiferente. Retomo, há uma grande coincidência: hoje está mais bonito. Em tempos quando há poucas chuvas, pelo dia, o celeste firmamento é sempre muito intenso, as nuvens realçam a brancura. À noite, a admiração das estrelas não é menos encantadora. As estrelas parecem brilhar mais, principalmente quando a gente se encontra num lugar com parca ou nenhuma energia elétrica. Na maior parte de nossa vígilia, no entanto, está tudo azul lá em cima. Daí que vem uma reflexão, os homens foram concebidos para contemplar os astros, numa demonstração do imenso poder do criador ou esses existem para a admiração humana, ser mais querido, pois dotado de consciência e alma?
Não obstante todas as indagações que o período do ano nos suscita, o certo é há beleza nas alturas, enquanto que aqui embaixo não apenas a feiura nos cerca, como a própria capacidade de uso da inteligência humana para a auto destruição e para aviltante convivência social. Síria e a destruição dos últimos povos que falam aramaico, a língua de Jesus Cristo, Sarkozi e seu pacto com Gadaffi, que depois iniciou o bombadeiro com a autorização de Obama, Cia e marines que enlamam a glória norte americana com prostitutas da Colômbia e do Brasil, respectivamente, a ética e a moral furadas de Demóstenes Torres, o poder do contraventor Cachoeira, a grande epidemia que grassa o Ceará, mais de 800 homicídios nos quatro primeiro meses do ano (sendo boa parte tendo como vítimas adolescentes)... Precisa falar mais?
É claro que temos que manter a esperança, contemplar o lado bom da vida, enaltecer aqueles que constróem o dia de hoje e do amanhã com a poesia, com os sentimentos mais puros, e com a valentia dos heróis. Como disse para uma imaginária amiga minha, vou continuar neste blog fazendo o trabalho do beija flor: beijando a flor, não importando se esta se sente ou não beijada. Feliz mês mariano.
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sábado, 10 de março de 2012
América do Sul vai às compras no mercado internacional de armas (final)
Há povos que são como os animais. Os latinos, por exemplo, assemelham-se às raposas. Por não serem providos de força superior, usam ardis para capturar suas presas. Chegam a fingir mortas. São assim os italianos, espanhois, franceses e os portugueses, e as pessoas de suas antigas colônias. Já os anglo saxônicos, não. Como são muito fortes, os norte-americanos, ingleses e alemães não precisam de simulações e fingimentos. Usam a robustez para se sobrepor na cadeia alimentar. Esses são os leões.
Essa introdução é para dizer porque o general Figueiredo, então chefe do Comando Militar da Amazônia (hoje na reserva), dizia que uma das formas de se defender dos ataques de uma força de maior vigor seria as forças terrestres adotarem a estratégia da guerra de guerrilhas. Deu certo no Vietnã, na Baía dos Porcos, em Cuba, porque incita o patriotismo e faz com que a população em número bem maior subjulgue o invasor.
Ele chegou a lembrar o Iraque, fazendo algumas comparações na reportagem Fronteiras Ameaçadas, publicada pelo Diário do Nordeste em 2004. Os ataques terroristas resultaram em caos e não há como dizer que o desfecho da guerra foi positivo para os iraquianos.
O fato é que a guerrilha, tão apregoada pelo PC do B, que chegou a adotá-la no Araguaia durante os Anos de Chumbo, é vista como uma forma rudimentar e desesperada e não está à altura do aparato tecnológico que os países detêm, formados por raposas e leões. O Brasil tem que se armar. Tem que investir em planejamento para longo prazo e, sobretudo, a curto prazo, como é o caso da aviação.
Mas aqui há uma polêmica. Quais os aviões mais confiáveis, os da Boeing dos Leões, os mesmos que rejeitaram as aeronaves da Embraer, ou as raposas dos Rafalis franceses, que produzem gente com o mesmo tecido de Jérome Valcker, que esnoba, insulta e pensa que tudo se resolve com um ardiloso e arrependido pedido de desculpas?
O deputado federal Chico Lopes, do PC do B, conversando, ontem, comigo na Praia do Futuro, durante o aniversário do secretário João Ricardo do Procon, acredita ainda que a opção mais viável são os caças franceses, porque há um compromisso de transferência de tecnologia. Entende que o Ministro da Defesa deveria ser o Aldo Rebelo, porque o partido sempre apoiaria as forças armadas mais fortes e com maior investimento em pesquisa. Ele defende melhores soldos. "Sabe quanto ganha um general com um céu e todas as estrelas em cada ombro?" Indagou-me. "Ganha R$ 15 mil Esse é o Exército mais barato do mundo", afirmou o parlamentar. Por tanto, entende que não se deveria economizar dinheiro para se chegar aos fins em defesa da soberania nacional.
Concordo. Com relação aos caças, penso diferente. Acho que o obstáculo na compra dos aviões da Embraer era só o pretexto que faltava para o Brasil tender para os Rafalis. No livre mercado, a compra é para o fornecedor que vende o melhor produto e o mais barato. Se o Congresso Norte-americano é protecionista e está preocupado com o emprego dos seus nativos, por que os nossos políticos não passam a adotar igual conduta? Mas não. Estão preocupados com o caixa dois, com os mensalões, com a partilha de cargos ou então a presidente Dilma não terá a base aliada que tanto precisa. No caso dos franceses, quem garante que haverá tansferência de tecnologia? Vão criar cobras para poder picá-los? Vão nos aparelhar de tecnologia para que roubemos depois seus potenciais clientes? Prefiro acreditar nos leões. Os vários milhões de dólares que se ganhariam com a venda dos aviões brasileiros (com tecnologia norte americana) são uma economia de palitinhos, no âmbito da macro economia, comparada com o que se enconomizaria com os caríssimos produtos da Dassault e, vale à pena ressaltar, somente adquiridos até agora pela Índia.
Toda a América do Sul está indo às compras por armas e o mercado mais promissor são os EUA. Não devemos sentir melindres por isso. A Embraer continuará sendo uma empresa forte e não lhe faltará mercado. Não deixaremos de vender produtos de alta tecnologia, porque o Brasil se emepenhou para isso. Esse é o caso do agronegócio. O nosso país não esconde o know how de produzir grãos fartamente nos trópicos, graças as pesquisas da Embrapa, mas é aqui que temos terras, água e o clima tropical. Não vamos deixar de vender petróleo obtido em águas profundas. Esse manejo é totalmente made in Brazil e contamos com uma receita federal e um sistema eleitoral que nos destacam no mundo moderno.
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América do Sul vai às compras no mercado internacional de armas (I Parte)
Há duas verdades inquestionáveis. Uma é a estabilidade deste lado do hemisfério, que permite séculos seguidos de paz e quase nenhuma preocupação como os vizinhos. A última guerra que o Brasil se envolveu foi a do Paraguai, que durou de 1864 a 1870. Outra assertiva é que o tamanho tem importância e conta sim. A dimensão territorial brasileira praticamente inviabiliza uma invasão, assim como a história demonstrou com outros países gigantes, como os Estados Unidos, Rússia, Canadá e China.
Contudo, os observadores dos serviços de inteligência não têm deixado passar o crescente interesse por armas na América do Sul. O Chile possui, hoje, uma das melhores marinhas do Continente e sua eficiência na Antártida garantiu a sobrevivência de muitos marinheiros brasileiros, após o incêndio na Estação Antártica Comandante Ferraz, no dia 25 passado. Seu preparo, no entanto, é específico para situações de conflitos.
No lado da Amazônia, existem a Colômbia, que não poupou recursos para modernizar suas Forças Armadas e, com isso, incitar que situação parecida acontecesse com a Venezuela. Em 2004, escrevi um caderno especial para o Diário do Nordeste, com o título Fronteiras Ameaçadas, que revelei a existência de um contigente militar de apenas 934 homens para vigiar a área fronteiriça. De lá para cá, a Colômbia já bombardeou território equatoriano e expandiu ainda mais as bases norte-americanas, ainda na gestão de Barack Obama.
Não digo que o Brasil não fez nada e, muito menos, que não deve fazer. O fato de não ter havido conflitos até agora não significa que não terá. É impossível imaginar que um militar brasileiro seja fadado a cumprir toda uma carreira sem se envolver sequer num conflito real (aqui não vale mencionar missões de paz). Nos Estados Unidos, um militar não passa dois anos que não seja mobilizado para o campo de batalha, seja onde for.
O tamanho do Brasil também não é motivo para que deixe suas fronteiras desguarnecidas, porque a invasão colombiana, especialmente motivada pelo narcotráfico ainda é a mais séria ameaça à nossa soberania pelo lado oriental, mesmo as Farcs não sendo tão medonhas como propagavam há oito anos. O que não entendo, e isso será o tema de minha reflexão amanhã, é porque o País não aproveita este momento superavitario de sua economia e investe da indústria de defesa e segurança nacional, expandindo o mercado de trabalho e assegurando a integridade de nossas inestimáveis fortunas, particularmente na Amazônia Azul, onde há as maiores reservas petrolíferas na camada do pré-sal. Não digo que essas ações não estejam sendo executadas, mas não consigo me convercer do contrário: de que essas se apresentam incipientes diante das urgentes demandas, decorrentes da riqueza e do poder, que se refletem no fato de alçarmos o sexto lugar entre as economias mundiais.
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sábado, 21 de janeiro de 2012
Jericoacoara, Amazônia e Brasil sonham com a grandeza de Darcy Ribeiro
"Ninguém me ama, ninguém me quer/Ninguém me chama de Baudelaire". Essa é a referência ao cantor Antônio Maria, que diante do sucesso de "Ninguém me ama", resolveu parodiar a si mesmo. Evoco essas lembranças, que constam do livro Crônicas do Fim de Milênio, de Antônio Calado, para falar de estrangeiros que adoram o Brasil, às vezes muito mais do que os brasileiros impermeáveis à grandeza, às vezes odiando e amando. Esse último caso é o meu amigo francês Pierre, casado com uma nativa de Jericoacoara. Ele se diz um cidadão do mundo e vive de eventuais serviços como fotógrafo e tradutor. É deslumbrado com a beleza paradisíaca daquela praia, considerada não sei por quem como um das 10 mais bonitas do mundo.
No entanto, passou a se queixar de seus infortúnios, quando o encontrei em Fortaleza. É que sua mulher está grávida de dois meses e não quer ter um parto normal. A alternativa de uma cirurgia cesariana está sendo comprometida porque não há como pagar um plano de saúde, pelo menos até o nascimento do filho (a). Pierre tem uma péssima imagem do serviço de saúde pública no Brasil e, em particular, no Ceará. "Nem na França da I Guerra Mundial havia algo parecido", disse-me.
Outro apaixonado é o romeno Nissim, há 20 anos no Brasil. Ele vende pedaços de bolo e pequenos copos de café em paradas de ônibus intermunicipais. Conta que é matemático e foi professor durante muitos anos em seu País. O mais curioso na sua personalidade é a forma como ele me olhou, certa vez, fitando bem nos olhos, quase encostando a testa com testa como assim fez o sargento dos fuzileiros navais com o recruta Pyle, no filme Full Metal Jacket (Nascido para matar, de Stanley Kubrick). Tudo isso porque ousei desdenhar da sua teoria de que a Amazônia é o Éden da Humanidade, comprovando dessa maneira a existência de Deus. Afirma que sua teoria se baseia na Geografia, na Matemática e na Numeorologia. Nissim garante que se eu lhe desse ouvidos teria um furo de reportagem e ganharia notoriedade internacional. Sou cético, mas não vou matá-lo como fez Pyle.
Considero o Brasil com condições reais de apresentar uma nova civilização, mas que deve esperar pelo menos 20 anos para oferecer serviços que não frustrem ou enojem Pierre e não levem meu amigo romeno à loucura.
Procuro pensar como Darcy Ribeiro, falando sobre o Brasil, no discurso de Petit Trianon, que o País é "uma romanidade tardia, tropical e mestiça. Uma nova Roma, melhor, porque racialmente lavada em sangue índio, em sangue negro. Culturalmente plasmada pela fusão do saber e das emoções de nossas três matrizes; iluminda pela pela experiência milenar dos índios para a vida no trópico; espiritualizada pelo senso musical e pela religiosidade do negro".
No entanto, passou a se queixar de seus infortúnios, quando o encontrei em Fortaleza. É que sua mulher está grávida de dois meses e não quer ter um parto normal. A alternativa de uma cirurgia cesariana está sendo comprometida porque não há como pagar um plano de saúde, pelo menos até o nascimento do filho (a). Pierre tem uma péssima imagem do serviço de saúde pública no Brasil e, em particular, no Ceará. "Nem na França da I Guerra Mundial havia algo parecido", disse-me.
Outro apaixonado é o romeno Nissim, há 20 anos no Brasil. Ele vende pedaços de bolo e pequenos copos de café em paradas de ônibus intermunicipais. Conta que é matemático e foi professor durante muitos anos em seu País. O mais curioso na sua personalidade é a forma como ele me olhou, certa vez, fitando bem nos olhos, quase encostando a testa com testa como assim fez o sargento dos fuzileiros navais com o recruta Pyle, no filme Full Metal Jacket (Nascido para matar, de Stanley Kubrick). Tudo isso porque ousei desdenhar da sua teoria de que a Amazônia é o Éden da Humanidade, comprovando dessa maneira a existência de Deus. Afirma que sua teoria se baseia na Geografia, na Matemática e na Numeorologia. Nissim garante que se eu lhe desse ouvidos teria um furo de reportagem e ganharia notoriedade internacional. Sou cético, mas não vou matá-lo como fez Pyle.
Considero o Brasil com condições reais de apresentar uma nova civilização, mas que deve esperar pelo menos 20 anos para oferecer serviços que não frustrem ou enojem Pierre e não levem meu amigo romeno à loucura.
Procuro pensar como Darcy Ribeiro, falando sobre o Brasil, no discurso de Petit Trianon, que o País é "uma romanidade tardia, tropical e mestiça. Uma nova Roma, melhor, porque racialmente lavada em sangue índio, em sangue negro. Culturalmente plasmada pela fusão do saber e das emoções de nossas três matrizes; iluminda pela pela experiência milenar dos índios para a vida no trópico; espiritualizada pelo senso musical e pela religiosidade do negro".
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Compra de caças poderá ainda não sair no começo de 2012
A crise econômica que graça pela Europa e já respinga nos países emergentes e a piora nas relações comerciais Brasil e Estados Unidos são as principais causas para que o País ainda no começo do próximo ano não se defina pela renovação da frota de aviões militares. Desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, vêm-se avaliando as propostas de compra de caças da francesa Dassault Aviation, da americana Boeing e da sueca Saab, numa operação milionária.
Que será necessária uma renovação urgente, ninguém tem dúvida. Afinal, não podemos assistir aos caças remanscentes terem o mesmo fim do avião presidencial conhecido como "Sucatinha" que foi aposentado esta semana, após transportar sete presidentes em 34 anos de voo. A aeronave ficará exposta no Museu Aeroespacial. Foram mais de 27 mil horas de voo e estava fora de operação desde 2010.
Se não fossem as implicâncias e o protecionismo norte americano, respectivamente, para a transferência de tecnologia e a expansão dos negócios da Embraer nos Estados Unidos, certamente já estaria definida a escolha pelos F-18. Mais viáveis pelo preço e pelas vantagens bélicas sobre o Rafale, etc. O problema de transferência de tecnologia não deveria ser posto de forma tão inflexível pelo Brasil, porque infelizmente possui limitações de engenheiros e nenhum País negociará transferência sabendo que o País será um competidor no mercado. Além disso, o Ministério da Defesa não trabalha apenas com caças para a estratégia da segurança nacional. Marinha e Exército têm prioridades que se somam as Aeronáutica.
No entanto, o bom senso ainda aponta para os aviões norte-americanos e sobre esses deverá recair a preferência da presidente Dilma Rouseff. Alguém dúvida que há algum país melhor do que os Estados Unidos no comércio de armas?
Júlio Verne, no livro da Terra à Lua, reconhecia o engenho ianque: "No que os americanos ultrapassaram singularmente os europeus foi na ciência da balística. Não que as suas armas atingissem mais alto grau de perfeição, mas porque ofereceram dimensões inusitadas, tendo, por conseqüência, alcances desconhecidos até então. No que respeita a tiros rascantes ou de rajada, os ingleses, os franceses e os prussianos nada mais tinham a aprender; mas os seus canhões, os seus obuses, os seus morteiros não passavam de pistolas de bolso comparados com os formidávei engenhos bélicos da artilharia americana. Isto não deve espantar ninguém: os ianques, esses primeiros mecânicos do Mundo, são engenheiros, como os italianos são músicos e os alemães metafísicos - de nascença".
Então, como um expert em defesa nacional já afirmou num blog especializado> "se queremos carros compraremos dos alemães. Se o caso for queijo, dos franceses. Mas se as necessidades são as armas, então os compradores naturais são os norte americanos". Simples assim.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
O ressentimento e ódio também se imortalizam na fotografia
Christiano Câmara me ensinou que a fotografia acabou com a morte. De certo modo, há imagens que se imortalizam, muito mais do que na pintura, uma vez sujeita a manipulações por parte dos poderosos, que faziam com seus retratos oficiais. Pessoas feias, como Dom João VI, apareciam garbosa e bonitas nos quadros. Dizem que o rei fugido para o Brasil era muito mais feio do que aparece nas gravuras etc.
No entanto, temos aqui um flagrante da década de 1950, na Carolina do Norte, fotografia de Elliott Ervitt. Mostra os tempos da segregação racial nos Estados Unidos, antes da luta pelos direitos civis, tendo à frente Martin Luther King.
É bem verdade que o Brasil nunca teve grandes líderes negros como Luther King, Samora Machel, Nelson Mandela ou até mesmo o poeta comunista Agostinho Neto. Também não chegamos ao extremo do apartheid. Na fotografia, há uma distinção entre bebedouros para brancos e negros. Não obstante ambos equipamentos serem obsoletos para os dias de hoje, é evidente que há qualidade melhor oferecida para o grupo caucasiano.
Por esse motivo, elogiamos o retrato feito pelo filme sem manipulação (embora não seja contra o photoshop) como arte. Elogiamos o Brasil, por ser um País mestiço e, que apesar de todo o racismo introvertido, não chegamos à raia do ódio e do ressentimento. Esses não se apagam. São eternos e se imortalizam como na fotografia.
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sábado, 15 de outubro de 2011
Sistema de Bibliotecas Públicas lança cadastro nacional
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC), através do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), iniciou a convocação das Bibliotecas de todo o país para se cadastrarem no novo Cadastro Nacional de Bibliotecas do Brasil, projeto realizado em conjunto com o Sistema Nacional de Informação e Indicadores Culturais (SNIIC).
O objetivo do cadastro é mapear de maneira abrangente todas as bibliotecas existentes no país, sejam elas públicas, comunitárias, escolares, universitárias, ou especializadas, levantando dados sobre a relação institucional, público, acervo, serviços, infraestrutura e gestão.
O novo cadastramento, agora online, estará aberto para consulta de cidadãos, instituições públicas ou privadas, e, principalmente, para governos municipais e estaduais, oferecendo informações atualizadas para o desenvolvimento de políticas locais de acesso à leitura e à informação e terá um importante papel na construção de redes locais de bibliotecas.
“Uma vez cadastrada, a biblioteca disponibiliza todos os dados online. O cidadão poderá saber qual a biblioteca pública mais próximas da sua casa, seu horário de funcionamento e os serviços que ela oferece. Já os governos municipais podem mapear os equipamentos culturais com o objetivo de nortear seus investimentos no setor. É, sem sombra de dúvida, um importante sistema público de gestão da cultura”, afirma Elisa Machado, Coordenadora Geral do SNBP.
Outra novidade do novo cadastro em relação ao anterior é que, com a nova plataforma, o SNBP, assim como os órgãos governamentais responsáveis pelos investimentos em bibliotecas no país, poderão cruzar os dados com outras bases de dados socioeconomicas e culturais, como o IBGE, por exemplo. É possível, neste sentido, descobrir quais são as bibliotecas públicas existentes nas regiões de menor IDH, ou mesmo as que estão localizadas em zonas rurais, ribeirinhas, urbanas entre outras do país. Será possível identificar as bibliotecas que atuam com comunidades específicas, tais como quilombolas, indígenas, de imigrantes por exemplo. “Com base nestas informações, teremos uma forma mais clara de avaliação para investimentos de recursos em bibliotecas públicas e comunitárias, assim como em ações do Programa Livro e Leitura”, avalia.
Como o novo sistema foi pensado para facilitar a inclusão de dados, Elisa acredita que haverá uma alta taxa de participação das bibliotecas país afora. Segundo a Coordenadora Geral do SNBP, as Bibliotecas públicas, escolares, universitárias e especializadas dever ser cadastradas pelos órgãos públicos ou privados aos quais estão vinculadas, a partir do CNPJ da instituição. Já as bibliotecas comunitárias e os pontos de leitura poderão ser cadastrados a partir do CNPJ da instituição mantenedora, ou pelo CPF do responsável pela biblioteca/ponto de leitura.
“O importante é que criamos um sistema de fácil acesso a todos, com explicações passo a passo para cada item exigido. Isso assegura uma maior precisão das informações que serão postadas pelos responsáveis”, afirma.
Para inserir seus dados as bibliotecas públicas, escolares, universitárias e especializadas devem ser cadastradas pelos órgãos públicos, ou privados aos quais estão vinculadas, a partir do CNPJ da instituição. Já as bibliotecas comunitárias e os pontos de leitura poderão ser cadastrados a partir do CNPJ da instituição mantenedora, ou pelo CPF do responsável pela biblioteca/ponto de leitura.
É importante realçar que apenas as Bibliotecas que estiverem com os dados atualizados no Cadastro Nacional de Bibliotecas do Brasil estarão em condição de participar dos programas de modernização e atualização de acervos, coordenada pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
Fonte: Fábio Diegues
21 3095-3803 ou 9658-7871
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Ex-traficante abre jornal no Complexo do Alemão e quer criar biblioteca
Ele sequer terminou o quarto ano do ensino fundamental, mas no tempo em que ficou detido se dedicou à leitura de matérias e aprendeu a lidar com computadores. Cerca de sete anos depois, Ramos voltou à comunidade, fez um curso de empreendedorismo no próprio morro e se tornou editor-chefe do jornal Plantador Fiel, que circula na região e tem tiragem mensal entre cinco mil a oito mil exemplares.
O jornal foi aberto logo após o término do curso, ocasião em que Ramos, ao expor seu trabalho em uma feira de negócios, ganhou o terceiro lugar com o seu projeto – o jornal - e uma proposta de patrocínio de uma grande empresa de cosméticos.
Hoje, aos 25 anos, Ramos espera que a nova geração do Complexo do Alemão descubra na própria comunidade o que ele aprendeu no período em que esteve recluso: a paixão pela leitura. “Estou planejando criar uma biblioteca na comunidade, mas ainda não tem nada concreto.”
De acordo com o portal R7, a estratégia de distribuição do jornal no Alemão, foi planejada por Ramos. Ele conta com a ajuda dos 600 mototaxistas que circulam pelas vielas do bairro para distribuir os exemplares. Segundo ele, há mais de 500 assinantes do Plantador Fiel dentro da comunidade.
Fonte: Comunique-se
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Imprensa usa dois pesos e duas medidas para abordar o terrorismo
De acordo com a senadora, "Os Cinco", como passaram a ser conhecidos, foram presos nos EUA depois de investigar e denunciar atentados contra Cuba arquitetados por grupos anticastristas sediados em Miami.
Vanessa Grazziotin informou que existe um movimento internacional pela libertação dos cubanos. Segundo ela, dez ganhadores do Prêmio Nobel já se somaram aos pedidos de soltura dos Cinco, além da Anistia Internacional e parlamentos de diversas nações.
A senadora pediu o apoio dos parlamentares, da população e do governo brasileiros em prol do movimento de libertação, que ela chamou de causa humanitária. Grazziotin também se solidarizou com a população americana pela passagem dos dez anos do atentado ao World Trade Center, em Nova York. Entretanto, ela afirmou que
os Estados Unidos já cometeram, nas últimas décadas, diversos atos que também podem ser considerados terroristas.
O pronunciamento aconteceu um dia depois da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) realizarem a palestra Terrorismo e Novas Mídias, apresentada pelo professor de Comunicação da Universidade de Haifa, Israel, Gabriel Weimann.
Weimann defende que as redes sociais são usadas largamente para recrutar e treinar novos membros para as ações terroristas, por meio de campanhas de marketing digital específico. Se o alvo é selecionar crianças, são usados recursos lúdicos para atraí-las.
O professor monitora 5,8 mil sites de militantes de movimentos terroristas e é autor de diversas publicações voltadas para esse segmento, como o livro Terror on the internet: the new Arena, the new challenges (ainda sem tradução para o português).
Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) existem "formas diferentes de terrorismo", embora a imprensa tenha criado o estigma de que o terrorismo tem que ser de origem mulçulmana e árabe. Ele lembrou a queda de um avião com um delegação de atletas cubanos em meados da década de 70 por terroristas venezuelanos, que hoje se encontram em liberdade nos Estados Unidos. Na ocasião morreram cerca de 70 pessoas. "Não importam se morre um ou mais. O terrorismo tem que ser condenado de todas as formas", afirmou.
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domingo, 11 de setembro de 2011
Vidas e custos incalculáveis são sentidos hoje após uma década de 11/09
![]() |
| Livingston Johns (1972) |
Hoje é um dia de derramamento de lágrimas e de grande pesar para os moradores de Nova York. Em 11 de setembro de 2001, ocorria o maior atentado terrorista da história. Somente no ataque ao World Trade Center, houve 2.749 mortos, mas os custos para a década em torno do terror podem ser contabilizados em muito mais do que em milhares de mortos e trilhões de dólares, gastos em guerras contínuas no Afeganistão e no Iraque, além do investimento na segurança interna dos Estados Unidos.
Muito além do sofrimento, a revista New Yorker preparou na semana passada uma coletânea nostálgica de fotografias da área onde antes se instalaram as Torres Gêmeas, com fotos, dentre outros, de Adolph Wittenman (1886), Robert L. Bracklow (1900), Berenice Abbott (1936) e Jack Delano (1941).
Não obstante aquelas que marcaram a dor, o sofrimento e o desespero dos mortos, o destaque da revista foram para as fotografias em preto e branco, que mostram uma metrópole avançando no tempo, com expressões banais do cotidiano. As imagens foram recolhidas de vários arquivos históricos de Nova York. Acima, uma vista aérea do WTC em construção. A coletânea pode ser acessada pelo link: http://www.newyorker.com/online/blogs/photobooth/2011/09/before-the-world-trade-center.html#ixzz1XeDHDjtE
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Mostra debate literatura e cultura na América Latina
Terá início quinta-feira (1º) ciclo de filmes sobre a cultura andina, em comemoração ao centenário de nascimento do antropólogo e escritor José María Arguedas, evento promovido pelo Grupo de Estudos de Literatura, Tradução e suas Teorias (Geltte), vinculado ao Departamento de Letras Estrangeiras da Universidade Federal do Ceará. A projeção das películas será na Biblioteca Municipal Dolor Barreira (Av. da Universidade, 2572 – Benfica), sempre a partir das 18h30min.
O evento, que promoverá ainda leitura comentada de um conto de Arguedas, coincide com os cem anos de redescoberta da cidade de Machu Picchu, no Peru. Confira a programação completa no Portal da UFC (www.ufc.br). É gratuito e não há necessidade de inscrição.
Fonte: Profª Roseli Cunha, coordenadora do Geltte, do Departamento de Letras Estrangeiras da UFC - (fone: 85 3366 7611 / 3366 7612)
Fonte: UFC
sábado, 25 de junho de 2011
América do Sul e narcotráfico passam a ser prioridade para os Estados Unidos

Com a retirada das tropas do Afeganistão e, de forma gradual, no Iraque, a Líbia é alvo prioritário da Otan e dos EUA. No entanto, não se pode deixar de notar as recentes mobilizações na América do Sul, onde já se apontam para uma ação mais ostensiva dos órgãos de inteligência e contra inteligência. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), através de um oficial da contra inteligência ,havia se pronunciado que a guerra do Iraque fez com que os Estados Unidos deixassem "de lado" essa parte do hemisfério, pelo menos no governo Bush.
No entanto, vamos notar alguns acontecimentos recentes. O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, finalizou na sexta-feira passada sua visita à Colômbia, após acompanhar o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que assinou a Lei de Segurança Cidadã.
No entanto, vamos notar alguns acontecimentos recentes. O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, finalizou na sexta-feira passada sua visita à Colômbia, após acompanhar o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que assinou a Lei de Segurança Cidadã.
Na capital colombiana, Jobim e Rivera anunciaram o início de projetos de fortalecimento na zona de fronteira comum para proteger os recursos naturais, a biodiversidade e os povoados situados na fronteira.
A ideia é iniciar a negociação de um plano binacional de segurança fronteiriça que garanta que nesses 1.645 quilômetros de fronteira entre Colômbia e Brasil se tenha as melhores condições de segurança.
A ideia é iniciar a negociação de um plano binacional de segurança fronteiriça que garanta que nesses 1.645 quilômetros de fronteira entre Colômbia e Brasil se tenha as melhores condições de segurança.
No Site da CIA, o Brasil é apontado como o segundo maior consumidor de cocaína e o maior produtor da maconha. Dentre os problemas verificados no País, aponta a necessidade de erradicação dos plantios da maconha, bem como maior fiscalização na lavagem de dinheiro. O Brasil é visto como entreposto para o tráfico internacional.
Ainda na semana passada, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse achar preocupante o quadro mostrado pelo relatório da ONU sobre o avanço do tráfico de drogas no Brasil e no exterior. O ministro afirmou que o problema atinge todos os países e não apenas um país ou região específica. O relatório aponta o aumento de volume de cocaína apreendida no Brasil e também a multiplicação por dez do número de pessoas presas na Europa com carregamentos de drogas depois de passar pelo território brasileiro.
Pelo levantamento do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), em 2009 foram apreendidas 24 toneladas de cocaína em território brasileiro. O número é três vezes maior que as 8 toneladas apreendidas em 2004. O relatório informa ainda que, em 2009, a Europa apreendeu 1,5 tonelada de cocaína que estava em poder de traficantes que passaram pelo Brasil antes de viajar para a Europa. O número é mais de quatro vezes maior que o volume da cocaína de mesma origem apreendida em 2005 em aeroportos e portos da Europa.
Não que essa história toda sirva de pretexto para uma intervenção militar na Região, embora suas bases na Colômbia e Paraguai, continuarão se expandindo na administração do presidente democrata Barak Obama.
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sábado, 18 de junho de 2011
O Brasil entra na marcha revolucionária para inspirar um grande livro

- Mas o senhor não pode ser favorável à publicação de pornografia.
Era um homem de televisão já idoso e de olhos azuis e frios, como hoje notaria o ex presidente Lula
- Claro, sou a favor de que se publique...
- O senhor é a favor da pornografia?
- Eu disse que sou a favor da publicação da pornografia...
- Mas qual a diferença? quer dizer, entre ser a favor da publicação de pornografia e ser a favor da pornografia?
- Se eu, pessoalmente, gosto de pornografia ou deixo de gostar, é uma coisa absolutamente sem importância. A liberdade de publicar qualquer coisa está garantida pela Constituição.
O diálogo aconteceu em 1979, em entrevista concedida pelo escritor norte-americano Gore Vidal, a um canal televisivo daquele País
É um diálogo atual se lembrarmos que argumentos parecidos foram utilizados na quarta-feira passada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, ao votar sobre a constitucionalidade ou não da Marcha da Maconha. O relator da matéria, ministro Celso Melo, afirmou que o ato era expressão concreta do exercício legítimo da liberdade de reunião. Não se tratava de apologia, mas da garantia do direito de expressão.
Não haverá mais repressão e nem assim se coibirá os viciados e os traficantes, porque a ideia que prevalece é que a maconha é apenas uma etapa para coisas piores.
Enquanto isso, fortalecerão os movimentos populares, as grandes marchas, a necessidade de se fazer revolução. Também lembrando Jean-Paul Sartre, quando esteve no Rio de Janeiro no final da década de 1960, o Brasil não merecia um livro porque aqui nunca houve de fato uma revolução.
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
Era uma vez uma rica floresta
Tirando as savanas de Roraima, a floresta amazônica é, sobretudo, os seus rios e a vegetação que margeia e se aprofunda por quilômetros e quilômetros de selva e igarapés. As nuvens quase sempre são escuras, prenunciando temporais, que caindo na mata escura e fechada, às vezes nem chegam a tocar o chão.
É comum ver a comunidade do entorno, quer seja na parte brasileira ou na estrangeira da Amazônia, extraindo óleos de alfavaca, muirapuama, catuaba e cubiu (apenas para citar alguns). De certo modo, não há mais segredos e todos podem tirar da floresta as formas de prevenção e tratamento das doenças.
O calor é constante, mesmo em dias chuvosos, principalmente para aqueles que vem de regiões temperadas ou termicamente aliviadas pela brisa marinha.
A selva já não é intransponível, embora muitos mistérios sejam mantidos, porque a diversidade e a riqueza de seus dotes são motivos de cobiça internacional. Eis porque é tão vulnerável e hoje tão largada.
É comum ver a comunidade do entorno, quer seja na parte brasileira ou na estrangeira da Amazônia, extraindo óleos de alfavaca, muirapuama, catuaba e cubiu (apenas para citar alguns). De certo modo, não há mais segredos e todos podem tirar da floresta as formas de prevenção e tratamento das doenças.
O calor é constante, mesmo em dias chuvosos, principalmente para aqueles que vem de regiões temperadas ou termicamente aliviadas pela brisa marinha.
A selva já não é intransponível, embora muitos mistérios sejam mantidos, porque a diversidade e a riqueza de seus dotes são motivos de cobiça internacional. Eis porque é tão vulnerável e hoje tão largada.
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terça-feira, 1 de março de 2011
Lançamento do premiado Ciclovida no Brasil acontece dia 2, na Vila das Artes

A Vila das Artes convida para o lançamento do premiado documentário Ciclovida (ou Lifecycle) produzido pelos irmãos americanos Matt Feinstein e Loren Feinstein com colaborações de ativistas brasileiros após uma viagem de bicicleta pela América Latina que durou 5 anos.
O grupo documentou a dominação dos agrocombustíveis no campo e o deslocamento de milhões de pequenos agricultores e comunidades indígenas, na garupa de um grupo de pequenos agricultores cearenses que atravessou o continente da América do Sul de bicicleta, percorrendo mais de oito mil quilômetros, para incentivar o plantio de sementes naturais. O documentário constata que cultivos e matas nativas estão sendo substituídos por desertos verdes de monoculturas transgênicas onde, nem planta ou animal, podem sobreviver aos agrotóxicos.
Ciclovida foi escolhido o melhor documentário na categoria conservação do Green Screen Environmental Festival Film/2010 e selecionado para o Blue Planet Film Festival em Los Angeles, EUA e Byron Bay Film Festival na Austrália.
Lançamento no Brasil: Quarta - feira, 2 de março, de 2011
Horário: às 19h
Na Vila das Artes, Rua 24 de Maio, 1221, Centro. Informações pelo (85) 3252-1444 - mailto:email%3Ainfo@ciclovida.org. Veja o trailer http://www.ciclovida.org/
Horário: às 19h
Na Vila das Artes, Rua 24 de Maio, 1221, Centro. Informações pelo (85) 3252-1444 - mailto:email%3Ainfo@ciclovida.org. Veja o trailer http://www.ciclovida.org/
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Portugal convoca resistência ao imperialismo britânico
Já faz algum tempo que os jogos internacionais do Brasil, bem como as Copa do Mundo, foram oportunidades muito mais para ouvir hinos de outros países, do que propriamente manter interesse pelo futebol, automobilismo e outros. É impressionante como esses símbolos nacionais e da pátria provocam reações tão intensas, tanto no coletivo, quanto no individual. Exemplo de comoção memorável foi o choro do jogador Jong Tae-Se da Coréia do Norte, durante a execução do hino de seu País na Copa realizada na África do Sul.
Daí, que de vez em quando pretendo postar hinos que nos façam pensar sobre seus respectivos países. Mesmo quando não existem letra, a musicalidade teve uma concepção quase sempre na luta, na manutenção de seus territórios e de sua cultura particular.
O hino português não fica por menos, em vista da nossa latinidade. Aconteceu em meio a uma disputa territorial com a Inglaterra na África, em que Portugal corajosamente convoca o povo às armas.
sábado, 25 de setembro de 2010
Colômbia quer fim das Farcs, para-militares e da intervenção dos EUA
Os Estados Unidos estão comemorando a morte de Mono Jojoy, líder guerrilheiro das Farc. No entanto, quando tudo conspirava para o ressentimento, ódio e a vingança, apareceu um sentimento de resgatar a esperança de homens e mulheres vítimas da violência decorrente de conflitos armados na Colômbia, que se arrastam há meio século. Para tanto, foi criada uma estratégia de sobrevivêrncia alicerçada na arte, promoção da cultura e na manifestação do carinho entre os povos sofridos daquele país.
Essa é a proposta de Haidy Duque, criadora da organização Taller de Vida, que atua na recuperação psicológica de populações abaladas pela opressão de narcotraficantes e pela agressividade das Farcs na Colômbia.
Haidy concebeu a organização a partir de sua experiência pessoal, quando assistiu ao assassinato de seu pai, em abril de 1988, por grupos de para-militares. No primeiro momento, conforme disse, foi tomada pelos sentimentos de ódio e vingança, mas percebeu que, ao seu redor, havia outras vítimas da violência de grupos armados, e entendeu que "era chegado o momento de levantar a cabeça e fazer algo e reconstruir a esperança", afirmou.
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| Haide Duque - Foto: Marcus Peixoto |
Hayde é uma das vozes na Colômbia que se opõe contra a presença de bases norte-americanas no País e tem sido uma defensora para a criação de uma lei, que já está tramitando no Congresso local, para manter uma assistência especial para as vítimas da violência. Por conta da militância, ela foi ameaçada de morte e somente pôde residir em Bogotá, capital da Colômbia, após sua causa ser defendida por grupos internacionais de defesa dos direitos humanos.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
Esquadrilha da Fumaça
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| Força Aérea Brasileira |
A apresentação da Esquadrilha da Fumaça, uma unidade da Força Aérea Brasileira, foi a grande sensação do desfile de 7 de Setembro, dia comemorativo da Independência do Brasil, em Brasília. A formação "Espelho", composto por seis aeronaves é uma performance somente executada pelos pelos pilotos nacionais.
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