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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Grupos de Reisado se apresentarão às 18h do dia 6 na Reitoria

Sandro Botticelli, (1475), 00000262-Z
Apresentação do Menino Jesus (Botticelli)




Cores, ritmo e muita alegria. É o que prometem os Brincantes do Cordão do Caroá, projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará, que se apresentam dia 6 de janeiro, às 18h, nos jardins da Reitoria, na tradicional Festa de Reis. Este ano a festa contará com a participação do Reisado SESC Nossa Senhora da Saúde, Boi Ceará (do Mestre Zé Pio), Brincantes do Mercado Velho, e de dois convidados de Juazeiro do Norte: Reisado São Miguel, do Mestre Valdir, e Reisado do Mestre Cicinho.  

Com 10 anos de atividades pautadas na preservação da cultura popular, o Cordão do Caroá tem em sua composição seis estudantes de graduação (Educação Musical, Pedagogia e Sociologia). Elementos da contemporaneidade vêm juntar-se às manifestações tradicionais, enriquecendo as apresentações. O Cordão constrói uma nova linguagem de difusão artística das culturas de tradição oral. Sua inserção na cultura popular motivou o mestre do reisado, Paulo Henrique Leitão, a aprofundar os estudos no tema e a escrever a dissertação de mestrado "A história das práticas culturais e educativas no reisado do Congo em Juazeiro do Norte", defendida, em setembro, na Faculdade de Educação da UFC. 

O Cordão do Caroá iniciou sua programação natalina dia 24, com um cortejo intitulado “O Reisado seguindo a estrela”. A concentração aconteceu ao lado da Reitoria. Depois, o grupo percorreu as principais ruas do Benfica. No dia 26 de dezembro, deu continuidade à programação com a atividade “O Reisado anuncia o nascimento do Menino Deus”. Dia 6 de janeiro, o grupo encerra o ciclo de apresentações natalinas. 
(Fonte: Paulo Henrique Leitão, mestre dos Brincantes Cordão do Caroá - Fone: (85) 8886.9671)
-- 
Universidade Federal do Ceará - UFC
Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional 
(85) 3366.7331 / 3366.7330

La Traviatta diz que a vida significa celebração



La Traviatta é Ópera em três atos de Giusepe Verdi, baseada em Damas das Carmélias, de Alexandre Dumas. Por diferentes razões foi um fracasso na sua estreia em 1853, em Veneza. A culpa recaiu nos cantores, principalmente. Bom, aqui o primeiro solo. É um convite à bebida, que e comentado pelo coro: "Libimiamo ne' lieti calici". A atmosfera não passa  a ideia do hedonismo, mas da confraternização e da alegria. Saúde.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Richard Avedon é o fotógrafo das estrelas de Hollywood


Cole Porter, N.Y., 1950 by Richard Avedon
Cole Porter, N.Y., 1950 by Richard Avedon
Richard Avedon teve um relacionamento duradouro com artistas, a exemplo de Cole Porter, retratado em 1950, para a revista Theatre Arts, dois anos depois de Kiss Me, Kate. Seu portfólio de Fotografia, destacado pela revista New Yorker, inclui Shophia Loren (1966), Marlon Brando e Frank Sinatra (1955), Elisabeth Taylor (1958), Montgomery Clift (ambos em 1958), Judy Galard, em 1963. Boa parte de sua obra teve a ajuda da Roleiflex. Os artistas do cinema, da música, dança foram, ao longo de sua carreira, os seus temas favoritos

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Bonita por fora e oca por dentro. A Escola do Ancuri é um castelo de fantasia



Foto: Thiago Gaspar
O fechamento da  Escola de Música do Ancuri- EMA, localizada na Região Metropolitana de Fortaleza, próximo ao município de Itaitinga, poderia ser representado como uma vitória da desarmonia entre sonho e realidade. Afinal, todos seus benefícios, concepção de formar músicos para orquestras sinfônicas resultaram num melancólico prédio, bonito por fora e oco por dentro. A Escola já foi referência na formação de crianças e jovens instrumentistas. Fundada no ano de 1985, por iniciativa do frei maranhense Wilson Fernandes, a instituição já abrigou simultaneamente 260 alunos. Mas, desde o primeiro semestre de 2005, as atividades, incluindo a orquestra sinfônica, estão paralisadas por falta de verba.Nas palavras da minha colega Karla Camila, esrevendo em outubro para o Diário do Nordeste, a " estrutura mais parece um castelo dos tempo medievais e sua fachada em vermelho, chama atenção de quem passa por ali. Hoje, as portas do casarão de três andares estão fechadas, e as salas de aula deram lugar a um depósito de material de construção improvisado", afirma. 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A arte é o que América Latina tem de melhor para oferecer


Venus  - Fernando Botero
Vênus, de Fernando Botero


Deu na Folha de São Paulo de hoje: Exposição das Américas, do Museu de Boston, relega a segundo plano pintura contemporância das Américas Central e Sul. Esse é um exemplo de subaproveitamento, citado pelo jornal, após a reabertura do Museu, onde esteve fechado por 11 anos e foram gastos cerca de US$ 350 milhões numa reforma. Trata-se da Vênus, do colombiano Fernando Botero, que ficou sumido em corredores laterais. A matéria também mostra as ausências de nomes brasileiros e mexicanos, e uma atenção maior para a expressão artística pré-colombiana.
Todos perdem com isso. À essa altura, poucas pessoas deveriam desconhecer, sobretudo os mais cultos, que são os grandes pintores, literatos, poetas, teatrólogos que temos de melhor para oferecer. Falo da antigas e ex- olônias portuguesas e espanholas, que pela influência humanística dos padres católicos, ainda envoltos com os temores da inquisição, supervalorizaram as artes, em detrimento das ciencias. Eis porque ainda nos dias de hoje são tão raros os nossos físicos, químicos, matemáticos, dentre os mais destacados no mundo.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Thiago de Melo e Os Estatutos do Homem


Os Estatutos do Homem
(Acto Institucional Permanente)
Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade. Agora vale a vida e, de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único:
O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens estão livres do jugo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura de palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías, e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da claridade, e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor sempre foi e será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia tenha no homem o sinal de seu suor. Mas que sobretudo tenha sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa, qualquer hora da vida, uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que por isso é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado nem proibido, tudo será permitido, inclusive brincar com os rinocerontes e caminhar pelas tardes com uma imensa begônia na lapela. Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do dia que chegou.
Artigo Final
Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.
Poesia de Thiago de Mello, Santiago do Chile, Abril de 1964

sábado, 25 de dezembro de 2010

Agora é hora de repousar, porque amanhã vamos dominar o mundo




Pink e o Cérebro foram personagens de um desenho animado na década de 1990. Um rato, criado em laboratório, usa toda a sua inteligência na tentativa de dominar o mundo. Seu melhor amigo é o idiota do Pink, que hora atrapalha os planos do parceiro, hora é até o seu salvador.
O desenho mostrava para as crianças a figura de um dominador sem escrúpulos. Pior do que Maquiavel: os fins são tão venais quanto os meios. Contudo, também aborda sobre a dupla protagonista e o melhor amigo, a exemplo do que acontece em Batman e Robin, Sherlock Holmes e Dr. Watson...
O melhor amigo, também conhecido  por "escada", vive para servir, enquanto que o outro para ser servido. O desenho era muito engraçado e não vejo mais no Cartoon Network, embora ensinasse as crianças, de um modo cruel, que os inteligentes, astutos e perversos, são os artistas principais. Os tolos, emotivos e fracos são os coadjuvantes.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Garota ganha de presente um príncipe de seu padrinho mago



O Quebra-Nozes é um dos três bailados compostos por Tchaikovsky. Conta a história de uma menina que se apaixona por um presente, um quebra-nozes com aparência humana. Num mundo envolto pela magia e a fantasia, sonha com um mundo hostil e, ao mesmo, vencido pelo seu amado, que aparece como um soldado.
Clara, a protagonista, é recompensada pelos seus belos sentimentos. Claro que existem bailados e bailados, mas esse encanta pela composição,  a coreografia e a eficiência masculina, que é, de fato, segurar as bailarinas. Essas sim oferecem os mais encantadores momentos.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O verbo entrou no tempo, nasceu Emmanuel: O Deus Conosco


HOMILIA DO SANTO PADRE JOÃO PAULO II
Natal, 24 de Dezembro de 2002

1. «Dum medium silentium omnia... - Quando um profundo silêncio envolvia todas as coisas e a noite estava no meio do seu curso, a vossa Palavra omnipotente, Senhor, desceu do seu trono real» (Ant. ao Magn. 26 de Dezembro).
Nesta Santa Noite cumpre-se a antiga promessa: o tempo de espera terminou, e a Virgem dá à luz o Messias.
Jesus nasce para a humanidade que vai em busca de liberdade e de paz; nasce para cada homem oprimido pelo pecado, necessitado de salvação e sedento de esperança.
Ao clamor incessante dos povos: Vem, Senhor, salvai-nos!, Deus responde nesta noite: a sua eterna Palavra de amor assumiu a nossa carne mortal. «Sermo tuus, Domine, a regalibus sedibus venit». O Verbo entrou no tempo: nasceu o Emanuel, o Deus connosco.
Nas catedrais e nas basílicas, como nas mais pequenas e longínquas igrejas de todos os recantos do mundo, eleva-se comovido o cântico dos cristãos: «Hoje nasceu para nós o Salvador» (Sal. resp.).
2. Maria «deu à luz o seu filho primogénito; envolveu-O em panos e recostou-O numa manjedoira» (Lc 2,7)
Eis o ícone do Natal: um frágil recém-nascido, que as mãos de uma mulher protegem com pobres panos e depõe na manjedoira.
Quem pode pensar que aquele pequeno ser humano é o «Filho do Altíssimo» (Lc 1,32)? Somente Ela, a Mãe, conhece a verdade e conserva o seu mistério.
Nesta noite, nós também podemos ‘passar' através do seu olhar, para reconhecer neste Menino o rosto humano de Deus. Para nós também, homens do terceiro milénio, é possível encontrar Cristo e contemplá-Lo com os olhos de Maria.
A noite de Natal torna-se então escola de fé e de vida.
3. Na segunda Leitura, há pouco proclamada, o apóstolo Paulo nos ajuda a compreender o evento-Cristo, que celebramos nesta noite de luz. Ele escreve: «Manifestou-se a graça de Deus, que nos traz a salvação para todos os homens» (Tit 2,11).
A «graça de Deus que manifestou-se» em Jesus é o seu amor misericordioso, que preside a inteira história da salvação e a guia em direcção à sua definitiva realização. A revelação de Deus «na humildade da natureza humana» (Prefácio do Advento I) constitui a antecipação, na terra, da sua «manifestação» gloriosa no fim dos tempos (cf Tit 2,13).
Mais: o acontecimento histórico que estamos vivendo no mistério é o "caminho" que nos é oferecido para poder encontrar a Cristo glorioso. De facto, com a sua Encarnação, Jesus «nos ensina - como observa o Apóstolo - a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos e a viver com ponderação, justiça e piedade, no mundo presente, enquanto aguardamos a ditosa esperança» (Tit 2,12-13).
Ó Natal do Senhor, que inspirastes Santos de todos os tempos!
Penso, entre outros, em São Bernardo e nas suas elevações espirituais diante das cenas comovedoras do presépio; penso em São Francisco de Assis, idealizador da primeira animação "ao vivo" do mistério da Noite Santa; penso em Santa Teresa do Menino Jesus, que diante da orgulhosa consciência moderna voltou a propor, com o seu "pequeno caminho", o autêntico espírito do Natal.
4. «Achareis um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoira» (Lc 2,12).
O Menino jaz na pobreza duma manjedoira: este é o sinal de Deus. Passam os séculos e os milénios, mas o sinal permanece, e vale também para nós, homens e mulheres do terceiro milénio. É sinal de esperança para a inteira família humana; sinal de paz para os que sofrem por causa de todo género de conflito; sinal de libertação para os pobres e oprimidos; sinal de misericórdia para quem se encerra no círculo vicioso do pecado; sinal de amor e de consolação para quem se sente só e abandonado.
Sinal pequeno e frágil, humilde e silencioso, mas rico do poder de Deus, que por amor fez-se homem.
5. Senhor Jesus, nós nos aproximamos,
com os pastores, do vosso presépio
para Vos contemplar envolto em panos
e reclinado na manjedoira.
Ó Menino de Belém,
Vos adoramos em silêncio com Maria,
vossa Mãe sempre Virgem.
A Vós glória e louvor nos séculos,
divino Salvador do mundo! Amen.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Portugal convoca resistência ao imperialismo britânico



Já faz algum tempo que os jogos internacionais do Brasil, bem como as Copa do Mundo, foram oportunidades muito mais para ouvir hinos de outros países, do que propriamente manter interesse pelo futebol, automobilismo e outros. É impressionante como esses símbolos nacionais e da pátria provocam reações tão intensas, tanto no coletivo, quanto no individual. Exemplo de comoção memorável foi o choro do jogador Jong Tae-Se da Coréia do Norte, durante a execução do hino de seu País na Copa realizada na África do Sul.
Daí, que de vez em quando pretendo postar hinos que nos façam pensar sobre seus respectivos países. Mesmo quando não existem letra, a musicalidade teve uma concepção quase sempre na luta, na manutenção de seus territórios e de sua cultura particular.
O hino português não fica por menos, em vista da nossa latinidade. Aconteceu em meio a uma disputa territorial com a Inglaterra na África, em que Portugal corajosamente convoca o povo às armas.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Verger revelou um mundo mágico e pleno de dignidade dos povos africanos

Foto de Pierre Verger (by Consciência Negra)


















Grande composição de Pierre Fantubi Verger, etnólogo francês. Faz parte de sua experiência profissional como fotógrafo, com destaque para a cultura negra. Na foto, a aristrocracia tribal é destacada sob um gigantesco Baobá, árvore cultuada para ritos de iniciação.
Pierre Verger aportou na Bahia, onde foi se encantando pelo Candomblé  por conferir dignidade aos descendentes de escravos. Lá percebeu que as relações raciais eram as mais fáceis até então conhecida, não obstante sua vasta experiência como viajante do mundo. Para ele, Xangô, Iemanjá, Oxossi, entidades conhecidas como orixás, não eram somente nomes de prédios da Capital baiana, como motivo de orgulho para os negros.
Frequentava os terreiros mais tradicionais de Salvador, embora dissesse que não tinha religião por temperamento. No entanto, sua obra, incluindo fotografias, audivisuais e um livro sobre fitoterápicos ,deram importante contribuição para o estudo da cultura afro-brasileira.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Ferreira Gullar lê o poema que fez para Clarice Lispector



Ferreira Gullart, o velho índio saído do Maranhão, está celebrando seus 80 anos, com exposições e saraus no Rio de Janeiro. Nesse vídeo, lê uma poesia que fez para a morte de Clarice Lispector. Poeta, dramaturgo, tradutor e crítico de artes plásticas, é um dos maiores expoentes da poesia nacional contemporânea, sendo uma referência da poesia engajada

sábado, 18 de dezembro de 2010

Outro painel retrata a Guerra


Painel a Guerra de Cândido Portinari.  A obra é de meados da década de 50. Há quem queira tirar partido político da iniciativa, no ponto de vista do destaque no Brasil na promoção da paz mundial, em que a obra foi  precursora de todas iniciativas atuais. Tirando a conversa mole, lamentamos que nesse País seja tudo tão longe e nada  nos facilita contemplar as manifestações artísticas mais importantes.

Paineis de Portinari estão no Brasil com estreia no Teatro Municipal do RJ

Painel retrata a Paz

Começa na próxima segunda-feira, dia 20 a exibição dos paineis Guerra e Paz, de Cândido Portinari, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Como um quebra-cabeça, eles foram desmontados da sede da ONU, em Nova York, e serão mostrados, além do Rio, em São Paulo e Brasília . O Ceará está fora do circuito. Também será exibido em cidades da Europa, devendo retornar para os Estados Unidos em 2013.
A obra narra o a tragédia da guerra e os alentos e alegrias nos tempos de paz. Possuem 10 metros de largura e 14 de altura, o equivalente a um prédio de cinco andares, cada um.
Cândido Portinari (1903-1962), pintor brasileño descendiente de italianos, figura influyente dentro de la creación de un estilo indiscutiblemente brasileño.
Nació en Brodosqui. En 1918 llegó a Río de Janeiro, donde estudió en la Escuela Nacional de Bellas Artes. Obtuvo una beca en 1928 que le permitió viajar por Europa, donde descubrió la pintura al fresco. A su regreso a Brasil abandonó su anterior academicismo para comenzar a observar y pintar la vida cotidiana de su país, en un estilo que armonizaba la abstracción europea con los paisajes y gentes brasileñas, como en El Morro (1933) o Café (1935). Los temas regionalistas, en los que basa gran parte de su producción, se plasman a través de un dibujo armonioso y vivo colorido.
Portinari gozó de éxito y reconocimiento durante su vida. Entre sus encargos destacan los murales para el edificio de las Naciones Unidas de Nueva York, para la Biblioteca del Congreso de Washington y para el Ministerio de Educación y Cultura en Río de Janeiro.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ópera fascina pela maturidade de Verdi, afirma conde de Harewood


Mario Lanza interpreta aqui o Duque de Mântua, na peça Rigoletto, de Verdi. Trata-se de um homem libidinoso, que numa numa das suas escapadas acaba seduzindo a filha de Rigoletto, bufão e alcoviteiro. Nesta ária celebra a volubilidade das mulheres, tornando-se uma das mais populares.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Carlos Emílio: A crise do capitalismo está apenas no seu início


Por acaso, estive hoje com o romancista cearense Carlos Emílio Correa Lima. Eu e o autor de Cachoeiras das Eras, entre outros romances, conversamos durante uma viagem de ônibus sobre os pintores  Humberto Magalhães e Hermógenes (irmãos), Literatura e Religião. Ficamos ainda todos sem entender a morte repentina de Humberto, que nos seus últimos anos morou sozinho numa casa de praia em Barra Nova, em Cascavel, no litoral Leste.
Sobre literatura, Carlos Emílio diz que tanto vale dizer que a realidade é mais criativa do que a ficção do que quanto a ficção é mais criativa do que a realidade. Não há limites para o absurdo. Existem sim padrões estabelecidos por uma elite que norteiam os caminhos da arte. Na sua opinião, a internet é uma nova religião, com suas normas e estabelecimento de um novo saber. "Religião é conhecimento. Hoje, o conhecimento não está mais com a igreja, mas sim nas redes", comentou.
Para ele, a crise do capitalismo está apenas no seu começo. O fim está para acontecer, à medida que as grandes corporações e instituições financeiras não aguentarem mais as pressões. Assim é uma conversa com Carlos Emílio: ficamos na contemplação de uma cachoeira de sentenças de todas as eras, não importam se fazem ou não sentido. O escritor trabalha com efeitos de frases, como se buscasse uma melodia.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Longa jornada com Kant, Maquiavel, Buda e vento no rosto

Stock Image


Fico feliz em saber que Zen e a Arte de Manutenção de Bicicletas,  de Robert M. Pirsig, permanece sendo um best-seller. depois de ser rejeitado por 121 editoras, estando marcado no livro do Guinness. Li este livro em 1984.  Pai pilotando e filho na garupa atravessam costa a costa dos Estados Unidos numa motocicleta. Enquanto a viagem transcorre, a obra, narrada em primeira pessoa, tenta conciliar questões básicas de manutenção do veículo, numa longa viagem de férias, como também se debruçar questões filosóficas básicas entre Aristóteles e Platão.
Fernando Gabeira também leu e disse que, desde então, não conseguia mais sequer ver um ventilador quebrado em sua casa. Pirsing nos ensina a ser elementar numa longa viagem, que tipo de roupa se deve usar na estrada, os produtos de higiene e primeiros socorros e peças e ferramentas utilizadas para os serviços mecânicos.
A aventura caminha num emaranhando de citações, em que se fala de Kant e Buda. O Ocidente, o Oriente e a qualidade são palavras elementares do livro, muito repetidas e com reflexões complementares. Seria o equivalente a se divulgar pelo twitter uma viagem. Não é bacana? Mas isso foi em 1975.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Easy é a estrela de um mundo movido pela perversão e a caridade


No domingo passado fiz um comentário sobre o filme Taxi Driver, quando omiti duas informações importantes. A primeira que se trata de uma produção de 1976 e a última é que foi dirigido por Martin Scorsese. A data detém relevância porque ainda estava muito recente o Vietnã e os protestos nos Estados Unidos formavam uma demanda por arte e entretenimento, que aprofundasse o tema, quer no absurdo do conflito, com mais de 10 mil quilômetros de distância, quer pelos danos pessoais, assim vivido pelo Travis Bickle.
O diretor Martin Scorsese optou pelo drama introspectivo, ainda não totalmente liberto das garras da indústria do Cinema, como talvez não tenha sido o seu desejo real. Seja como for, o produto final é fascinante, onde ainda se inclui Easy (Jodie Foster), a prostituta adolescente, que mexe com os brios do paladino de Niro. O casal protagoniza um mundo movido pela perversão e a compaixão. O bom mocismo retardatário de Travis (de Niro) vai formando ondas de obsessões e destruições.
O monólogo diante do espelho é delirante. Ele não precisa de ninguém e seus inimigos, ou alvos, estão espalhados pelo pequeno compartimento, onde fixa fotografia de candidato a presidente. Mas quem disse que seria fácil retornar de uma guerra e achar que tudo se encaixaria? William Wyler já nos havia mostrado sofrimento semelhante em os Melhores Anos de Nossas Vidas, de 1946, sobre os deslocados da II Guerra Mundial. Agora, ficamos no aguardo sobre que novidades falarão os veteranos do Iraque e Afeganistão

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Clarice diz que não sabe voar com os pés no chão



Poesia de Clarice Lispector:

EU ADORO VOAR

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. 
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. 
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. 
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! 
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. 
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: 
- E daí? EU ADORO VOAR!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Solidão e guerra causam tormentos destrutivos em Taxi Drive



You talkin´ to me? You talking´to me? You talkn to me? then who the hell else do you think you talikn to?  Cena belíssima, apesar de violenta,  do Cinema norte-americano. Taxi Driver, vencedor de Cannes, traz Robert de Niro, num marcante papel de ex-combatente de guerra no Vietnã, que tenta a  reintengração social, sendo motorista de táxi.
o filme também é estelado por  Jodie Foster, ainda adolescente. Daí iniciaria uma carreira de sucesso como atriz e diretora. O filme fala sobre o deslocado de guerra, numa safra que incluiu ainda De volta para casa e O Franco Atirador. 

sábado, 11 de dezembro de 2010

Entardecer de verão na praia do Sul requer elegância

Tarde de Verão na praia de Skagen - Kroyer Severin Pedro

Duas mulheres encontram um mundo totalmente à parte para conversar. Elas estão elegantemente vestidas e tudo concorre para que não haja vestígios de stress: o azul do mar, as tonalidades das roupas, a praia deserta. Mas quem sabe sobre o mundo feminino? Pintura impressionista de Peter Severin Kröyer (1893-1900). Pintor Norueguês, concebeu "Entardecer de verão na praia do Sul" aproveitando seus desejos e inclinação pelo uso da luz. Fez isso com marinhas, encontros familiares ao ar livre e até mesmo seu auto-retrato.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Handel dá alma ao instrumento musical



Georg Friedrich Händel (1685-1759), compositor alemán, aunque nacionalizado británico. Fue uno de los más grandes compositores de la última etapa barroca.


Nació el 23 de febrero de 1685 en Halle, Alemania, en el seno de una familia sin tradición musical. No obstante, su talento se manifestó de tal manera que, antes de cumplir los diez años, comenzó a recibir, de un organista local, las únicas clases a las que asistió en toda su vida. Aunque su primer trabajo, a los 17 años, fue como organista de iglesia en Halle, sus gustos musicales no correspondían con ese cargo. En 1703 se trasladó a Hamburgo, el centro operístico de Alemania por aquel entonces. Fue allí donde, en 1704, compuso su primera ópera, Almira, que obtuvo gran éxito al año siguiente. Poco más tarde, insistiendo en su deseo de conseguir prestigio como compositor de ópera, marchó a Italia. Su primera parada fue en Florencia y en la primavera de 1707 viajó a Roma, donde disfrutó del mecenazgo tanto de la nobleza como del clero. En Italia compuso óperas, oratorios y pequeñas cantatas profanas. Su estancia en Italia finalizó con el éxito de su quinta ópera, Agrippina (1709), estrenada en Venecia.
Händel evitó las rigurosas técnicas contrapuntísticas de su compatriota y contemporáneo Johann Sebastian Bach y basó su música en estructuras sencillas, de acuerdo con sus creencias estilísticas. No obstante, la obra de ambos compositores refleja la época en que vivieron. Tras ellos, la ópera tomó un camino diferente y los géneros favoritos del barroco, como la sonata para trío y el concerto grosso, se abandonaron durante mucho tiempo. El desarrollo de la orquesta sinfónica y del pianoforte permitió investigar materias que se habían descartado en el periodo barroco. A pesar de todo, la influencia de ambos compositores no descansa en ejemplos específicos. El legado de Händel se basa en la fuerza dramática y la belleza lírica de su música. Sus óperas abarcan desde los esquemas rígidos y convencionales hasta un tratamiento más flexible y dramático de los recitativos, ariosos, arias y coros. Su habilidad para construir grandes escenas en torno a un sólo personaje la desarrollaron compositores como Wolfgang Amadeus Mozart y el italiano Gioacchino Rossini en sus scenas dramáticas. La herencia más importante de Händel es, sin duda, la creación del oratorio dramático, alejado de las tradiciones operísticas existentes y llevado a término por su imaginación creativa. Los oratorios del austriaco Joseph Haydn y del alemán Felix Mendelssohn están influidos en gran medida por los de Händel. Fue uno de los primeros compositores de quien se escribió una biografía (1760), que tuvo celebraciones por el centenario de su nacimiento y cuya música se publicó en su totalidad (cuarenta volúmenes, 1787-1797). Ludwig van Beethoven alabó estas publicaciones. A pesar de que hoy día, al igual que durante el siglo XIX, se conoce a Händel por obras como El Mesías y Música acuática, cada vez más se intenta mostrar el resto de sus composiciones, especialmente las óperas. Su genio musical merece ser recordado en toda su amplitud.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sociólogo Emir Sader é o convidado do Tópicos Utópicos

O sociólogo e cientista político Emir Simão Sader falará sobre “Os caminhos do Brasil em Nuestra América”, em debate marcado para o dia 11 de dezembro, às 14h, no teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Ele é o convidado para a 4ª edição do Projeto Tópicos Utópicos, iniciativa da Prefeitura Municipal de Fortaleza. A Universidade Federal do Ceará é uma das parceiras do projeto, assim como a Comissão de Participação Popular (PMF), a Secretaria de Cultura (PMF), a Editora Boitempo e a Escola Nacional Florestan Fernandes.
O projeto pretende referenciar Fortaleza como polo de reflexão sobre política, economia, cultura, meio ambiente, dentre outros temas. Emir Sader refletirá sobre em que medida o neoliberalismo permanece hegemônico, ao analisar a natureza dos atuais governos latino-americanos, com destaque para o brasileiro.
Fonte: Coordenação de Formação da Comissão de Participação Popular da Prefeitura Municipal de Fortaleza - (fone: 85 3452 2110)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Surf mexe com emoções e toca os corações no próximo dia 16

Natinho Rodrigues


Minhas homenagens a Rafaela Bahia e Israel Rodrigues, respectivamente, líderes das escolas de surf Aldeia Surf e Çun-Huê, que organizam para o próximo dia 16 o Natal Solidário, voltado para crianças e adolescentes da comunidade dos Cocos, residente em área de risco. O dia promete tocar com emoções e mexer corações. Haverá mini-competições de surf, atividades recreativas e espirituais.
O evento acontece, na Barraca seu Cesário, ao lado do hotel Vila Galé, na Praia do Futuro, de 9 às 125 horas. E fica ainda no aguardo, também, de doações como brinquedos, para que a festa se torne mais bonita.
Através das escolas, a Praia do Futuro, que na mídia vem aparecendo muito mais pelo enfoque na criminalidade, não obstante todo o seu potencial para o turismo, torna-se palco do resgate da auto-estima, da alegria e solidariedade entre seus moradores.

Telefones para contato: Rafaela: (85) 8813.6157
                                    Israel: (85) 8896.1226

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MAUC inaugura exposição de xilogravuras de Sebastião de Paula

Clique para Ampliar

O Museu de Arte da UFC (MAUC) promove, na próxima quarta-feira (8), às 19h, coquetel de abertura da exposição “Piracema”, com xilogravuras do artista cearense Sebastião de Paula. A mostra fica aberta a visitação até 14 de janeiro de 2011. Sebastião de Paula nasceu no município de Morada Nova, em 1961. Possui graduação em Música pela Universidade Estadual do Ceará, mas firmou-se como artista plástico, especialmente nos campos da gravura em metal e da xilogravura. Já participou de mostras nacionais no Paraná, Pará, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo, além de ter exposto suas obras na França, Estados Unidos, Espanha, Alemanha, Eslovênia, Portugal e Cuba. O MAUC fica na Av. da Universidade, 2854 – Benfica.
 
Fonte: MAUC - (Fone: (85) 3366.7481)


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domingo, 5 de dezembro de 2010

Proust não encerrou as buscas pelo tempo perdido (Final)



Swann comparava sua amante Odete a Vênus, de Sandro Botticelli, era o máximo que obtinha, na pintura, como referencial da beleza e encantamento femininos. Esse é mais um exemplo do refinamento de Proust, que nos seus sete livros da obra Em Busca do Tempo Perdido, nos vai passando a sensação  de ver quadros, escutar sonatas e se deliciar com a elegante culinária francesa.
Após concluir o sétimo livro, o Tempo Redescoberto, em que mostra não haver nenhum valor estético na perversão, fiquei com uma sensação de que já havia lido a última obra prima. Difícil imaginar ler sete livros, mais ainda escrevê-los, principalmente com tanto zelo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Proust não encerrou as buscas pelo tempo perdido (I Parte)




Escrito por Marcel Proust, No Caminho de Swann:

Há uma bela qualidade de silêncio, não é? - disse-me ele. - As corações feridos, como o meu, um romancista que lerás mais tarde julga que só convém a sombra e o silêncio. Olha, meu filho, chega na vida uma hora, de que ainda está muito longe, em que os olhos não toleram mais que uma luz, a que uma linda noite como esta prepara e a destila na escuridão, em que os ouvidos já não podem escutar outra música a não ser a que executa o luar na flauta do silêncio

Tradução: Mário Quintana, Editora Globo (1983)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Rubinstein se personifica e personifica Chopin em Barcarolle




Prácticamente todas las composiciones de Chopin son para piano. Aunque expatriado, siempre fue leal a Polonia, un país desgarrado por las guerras; sus mazurcas reflejan los ritmos y melodías del folclore polaco y las polonesas están marcadas por el espíritu heroico de su patria. La influencia que sobre él ejerció el compositor de ópera italiano Vincenzo Bellini también se puede apreciar en sus melodías. Las baladas, scherzos y estudios (cada uno de ellos centrado en un problema técnico específico) son muestra de su amplísima obra para piano solo. Su música, romántica y lírica, se caracteriza por las dulces y originales melodías, las refinadas armonías, los ritmos delicados y la belleza poética. Influyó notablemente sobre otros autores, como el pianista y compositor húngaro Franz Liszt y el compositor francés Claude Debussy. Sus obras publicadas incluyen 55 mazurcas, 27 estudios, 24 preludios, 19 nocturnos, 13 polonesas y 3 sonatas para piano. Entre sus otras obras destacan el Concierto nº 1 en mi menor, opus 11 y el Concierto nº 2 en fa menor para piano y orquesta, opus 21 (en el que se aprecia la influencia, tanto en su forma como en la melodía, de los conciertos para piano de Johann Nepomuk Hummel), así como una Sonata en sol menor para violonchelo y piano, opus 65 y Diecisiete canciones polacas, opus 74.
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