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terça-feira, 26 de junho de 2012

Editora premia melhores fotografias íbero-americanas

Foto: Joan Colom

Com o objetivo de incentivar e difundir a fotografia ibero-americana, a Editorial RM irá premiar um fotógrafo com a publicação de um fotolivro. As inscrições vão até 29 de junho. Além de ter seu livro publicado com tiragem de mil exemplares, o ganhador terá a publicação distribuída mundialmente pela editora. “A distribuição em larga escala é uma peça fundamental do concurso, que tem como objetivo projetar internacionalmente novos trabalhos ibero-americanos”, afirma Claudi Carreras, um dos jurados do prêmio.

“Desde a publicação de Fotolivros latino-americanos há um interesse crescente em publicações deste gênero. Estamos vivendo um momento decisivo, e a ideia de fotolivro parece ainda não estar muito difundida. O livro de Horacio Fernández é essencial para deixar claro que um fotolivro é diferente de um livro com fotos”, acrescenta Carreras.

Em suas duas últimas edições, o concurso se restringiu aos países da América Latina, mas desta ve z também podem se inscrever fotógrafos residentes na Espanha e em Portugal. O concurso é direcionado a fotógrafos profissionais, estudantes de fotografia e amadores.

Mais informações podem ser obtidas no blog:
www.editorialrm.com/noticias/CATRM20121.pdf

terça-feira, 19 de junho de 2012

Violência calma e destrutiva sai dos excluídos da América


A New Yorker publicou este mês coletânea de fotografias de Joseph Rodriguez, que tem como tema central a violência implícita e explicita em várias partes do mundo. Nesta fotografia, ele mostra porto riquenho Chivo ensinando a sua filha como preparar  uma pistola calibre 32. A mãe observa e sorri. A cena aconteceu na manhã seguinte quando uma gangue rival tentou matá-lo pela quarta vez. O fato se deu , em Los Angeles, Califórnia, 1993.
O inusitado na fotografia está numa cenal que vai além da banalização da violência. Na verdade, há uma relação de contradições, como a da família aparente harmoniosa, mas tensa. A inocência infantil e o excesso de armas e munições espalhadas pelo chão. Na revista, outras fotografias são mostradas sempre considerando os grupos escluídos na sociedade, como negros, latinos e desempregados.
Há amargura e desesperança, mas ao mesmo tempo uma denúncia de que os excluídos têm  eloquência da indiferença ativa e passiva.
 "Meu objetivo é chegar ao cerne da violência na América", afirmou Rodriguez ao New Yorker.  "Não apenas a violência física contra o outro, mas a violência que destroem as famílias a violência do desemprego, a violência de nosso sistema educacional, e a violência da segregação e isolamento".

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Exposição de fotografias mostra passado e presente de Tauá

Será inaugurada logo mais as 20h, no Museu Regional dos Inhamuns, a exposição fotográfica que conta a história da evolução da cidade de Tauá, intitulada "Transformações da Urbe", com patrocínio do Banco do Nordeste e Governo do Estado do Ceará através da secretaria de Estado da Cultura e realização da Fundação Bernardo Feitosa (FBF) que comemora "20 Anos".
A Exposição em cartaz é uma consequência do trabalho de pesquisa da presidente da Fundação maria Dolores de Andrade Feitosa, Antônio Alves Bezerra e Maria Salete Vale Farias (curadora da Exposição), que retrata o Município de Tauá de ontem e de hoje, que deu origem a um álbum que dá o seu testemunho na evolução da cidade, contada através dos textos de Antônio Alves Bezerra com ilustração das fotos de Jonas Marque e Francisco Aluísio de Assis (Preto e branco) e de Jorge de Moura (Coloridas).
Essas fotografias têm o mérito de proporcionar um estudo real da evolução da cidade de Tauá. Os textos comentam, informam e explicam didaticamente a ilustração, tratam de recriar o clima do passado por meio de um levantamento da atmosfera do tempo presente. Com a fotografia se fez renascer o testemunho ocular da nossa história, destaca Dolores Feitosa.

A Fundação Bernardo Feitosa (FBF) estará participando da Conferência da Organização das Nações Unidas-ONU - Rio + 20, na cidade do Rio de Janeiro, seu trabalho, sua experiência e sua visão de futuro no que tange a sustentabilidade do Bioma Caatinga em prol das atuais e futuras gerações.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

I Seminário da Fotografia no Ceará tem inscrições abertas

j. japonês by marcus peixoto
j. japonês, a photo by marcus peixoto on Flickr.
O Fórum da Fotografia Ceará comunica a realização do I Seminário da Fotografia no Ceará na cidade de Fortaleza, no período de 1 a 3 de junho de 2012. O evento tem como objetivo mobilizar fotógrafos e agentes da cadeia criativa da fotografia a fim de fortalecer e dinamizar esse segmento no estado, por meio da intensificação da troca de conhecimentos e experiências.

O encontro será uma oportunidade de discutir a realidade da fotografia em todo o Ceará, identificar demandas e elaborar propostas de ações estratégicas.

Esses resultados serão sistematizados para uma participação proativa no Ennefoto.12: Encontro Norte Nordeste de Produtores Culturais da Fotografia a ser realizado na cidade de Belém do Pará, de 14 a 16 de junho deste ano; e, posteriormente, no II Encontro da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil, que será realizado em Fortaleza, em agosto de 2012.

Fotógrafos, estudantes, pesquisadores e produtores culturais da fotografia estão convidados para este amplo debate. Como a capacidade do evento é limitada a 100 participantes, as inscrições devem ser feitas por meio do endereço eletrônico http://www.forumdafotografiace.net/seminario. Após análise da ficha de inscrição, confirmaremos as participações por e-mail. A distribuição regional dos representantes será considerada para a definição dos selecionados.

Os 100 participantes terão hospedagem e alimentação custeadas pela organização do Seminário. Cada um dos selecionados será responsável por seu transporte até o local do evento em Fortaleza, no Sesc Iparana. Se necessário, poderá solicitar uma carta-convite nominal para justificativa de ausência no trabalho e/ou captação de apoio para passagem.

A programação será composta por palestras e grupos temáticos que discutirão difusão, políticas públicas, memória, formação e projetos socioculturais da fotografia. Haverá plenária final para definição e registro das ações a serem adotadas para a elaboração de um plano setorial da fotografia no Ceará.Programação prevista - Sujeita a alterações

Sexta-feira, 1 de junho 17h30 a 18h30 - Credenciamento Entrega de pastas e crachás; definição de grupos de trabalho 18h30 a 19h30 - Jantar 20h Abertura Palestra “Economia da Cultura e Economia da Fotografia”

Sábado, 2 de junho 8h a 12h - Grupos de trabalho 1. Difusão e comunicação 2. Formação e projetos socioculturais 12h a 14h - Almoço 14h a 18h - Grupos de trabalho 3. Políticas para fomento e financiamento 4. Memória das produções histórica e contemporânea

Domingo, 3 de junho 8h30 - Abertura

Apresentação “Linhas de financiamento e fomento à cultura” 10h a 12h30 - Plenária final Exposição e discussão das diretrizes e propostas elaboradas nos GTs

Em 2012, o Ceará ocupa lugar de destaque no cenário fotográfico nacional e promove eventos inéditos, com a perspectiva de produzir conhecimento sobre a fotografia cearense e estabelecer novas trocas de experiências no setor. Portanto, é fundamental a participação de todos para o sucesso dessas iniciativas e o fortalecimento da fotografia.


Contatos e Informações

seminariodafotografiace@gmail.com www.forumdafotografiace.net/seminario (85) 3261 0525

Glicia Gadelha - (85) 8820 0083 Igor Grazianno - (85) 8850 0999; 9652 4593 Patricia Veloso - (85) 8878 7021 Roberta Felix - (85) 8865 4834 Clara Machado - (85) 9903 6966 Nívia Uchoa - (88) 9612 7485; 8855 2267

Fonte: Assessoria de imprensa

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fotógrafos do Cariri farão vivência no geossítio Parque dos Pterossauros

O Geopark Araripe promove amanhã, 17/05 e sexta-feira, 18/05, uma Oficina de Vivência Fotográfica no geossítio Parque dos Pterossauros, em Santana do Cariri, para um grupo de 12 fotógrafos da região. Coordenada pelo fotógrafo Allan Bastos, a oficina proporcionará o conhecimento sobre o Geopark Araripe e os lugares os quais podem se observar o patrimônio geológico e paleontológico da Região do Cariri, os geossítios.
A oficina ocorrerá pela manhã e à tarde no Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri-URCA com saída às 8 horas da sede administrativa do Geopark. Os participantes ficarão hospedados no Museu, onde também farão vivência. As fotografias produzidas serão selecionadas para serem expostas no hall de entrada da sede do Geopark Araripe, no Crato.
Descobrir novos fotógrafos e despertar o conhecimento sobre o projeto Geopark por meio das fotografias é o objetivo da oficina que ocorre em três momentos, sendo o segundo deles em junho, ministrada pela fotógrafa Nívea Uchôa e o terceiro sem data confirmada.  Ao final de todo o processo será feito uma grande exposição no Dia Mundial do Fotógrafo, comemorado em 19 de agosto.
Fonte: Assessoria de imprensa

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Concurso cultural premiará trabalhos de jovens com foco em cooperativismo

Jovens entre 16 e 35 anos de idade têm até o dia 31 de maio para se inscrever no concurso Coop´Arte – Expressa-te. A atividade, organizada pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), faz parte das celebrações do Ano Internacional das Cooperativas 2012. O concurso é destinado a jovens de 16 a 35 anos de todo o mundo. Os/as interessados/as podem produzir canção, vídeo ou fotografia que destaque os princípios do cooperativismo. Para participar, é necessário preencher o formulário de inscrição disponível na página eletrônica de ACI (http://www.aciamericas.coop/cooparte/) e enviar a produção através da internet. Cada candidato pode apresentar somente uma produção por categoria. Os trabalhos serão analisados por uma equipe de jurados, os quais elaborarão uma lista de pré-selecionados para serem votados pelo público através da internet. Serão premiadas as três produções mais votadas em cada categoria. A ideia, segundo a convocatória do concurso, é fazer com que os/as jovens produzam canções, vídeos e fotografias que promovam os princípios do cooperativismo de modo a chamar a atenção de outros/as jovens. As produções devem ser originais e respeitar as normas de direitos do/a autor/a e registro de marcas. Os trabalhos audiovisuais e as canções devem ter entre dois e três minutos de duração. Já as fotografias devem ser enviadas com uma resolução mínima de três megapixels e não podem ter sido modificadas. Critérios e prêmios Um júri selecionará as produções a partir dos seguintes critérios: expressão da natureza das cooperativas como empresas de propriedade de seus sócios e baseadas em valores; valor artístico dos trabalhos de cada categoria; e produções que sejam destinadas aos jovens. Os trabalhos selecionados pelo jurado passarão por uma votação pública na internet. O primeiro mais votado em cada categoria receberá o equivalente a três mil dólares estadunidenses na moeda local e uma passagem de ida e volta a Manchester, no Reino Unidos, com hospedagem, entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, quando ocorrerá a ExpoCoop. O segundo colocado em cada categoria receberá o equivalente a 1.500 dólares estadunidenses na moeda local. Já o terceiro lugar ganhará um tablet. Para mais informações, acesse: http://www.aciamericas.coop/cooparte/

quarta-feira, 21 de março de 2012

Quer chova ou faça sol, o amor chega às alturas

Kid Júnior


Gostei da escolha do Diário do Nordeste para a fotografia do mês (período novembro/dezembro). A preferência pelo melhor trabalho foi do colega Kid Junior, que ilustrou matéria publicada em 16 de dezembro passado com o título "Casal se abriga nas Alturas". Com a lente voltada de cima para baixo, o repórter fotográfico mostrou um beijo terno de um casal, apesar da precariedade do abrigo: o alto de uma marquise de uma parada de ônibus.
Em meio à ternura, observa-se as condições miseráveis de convivência. Costuma-se dizer que as dificuldades iniciais que acontecem num casamento depois passam a ser lembradas com muito carinho, quando marido e mulher ascendem socialmente. É como se descobrissem o vigor amoroso, que fenece em meio às exigências e o artificialismo da vida burguesa. Kid Júnior conta que foi chamado para fazer a fotografia, instigado por um outro colega, o Luis Carlos Moreira. Para tanto, subiu a marquise. "Não pedi para que se beijassem. Tudo aconteceu naturalmente", conta o fotógrafo.
A reportagem descobriu que se tratavam de Gerliane Sousa, 34, e Ismael Araújo, 31. Provenientes do Pará, não conseguiram emprego nem teto em Fortaleza. Daí foram viver na Avenida Pessoa Anta, na Praia de Iracema. Ao invés da cobertura de um dos edifícios de luxo do bairro, passaram a morar em cima de uma parada de ônibus. Enfim, as recordações dos tempos de pobreza acabam unindo, quando o tédio ou mesmo o desamor batem à porta da familia. Tomara que seja assim para Gerliane e Ismael.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Mauc terá Gilmar de Carvalho e Francisco Sousa em visita guiada

Imagem do Livro Ceará Escrito a Luz. Foto: Francisco Sousa
O Museu de Arte da UFC (MAUC) contará com a presença do professor e pesquisador Gilmar de Carvalho e do fotógrafo Francisco Sousa, autores do livro “Ceará Escrito a Luz”, que gerou exposição homônima, em visita guiada, nesta quinta-feira (01), das 12h às 14h. O horário alternativo de visitação às quintas-feiras foi criado para os servidores da Universidade Federal do Ceará, mas é liberado para o público em geral. Quem comparecer à visita dessa quinta-feira, no horário mencionado, concorrerá ao sorteio de um exemplar do livro.
"Ceará escrito a luz", livro vencedor do Prêmio J. Ribeiro em Edital da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), reúne fotos feitas por Francisco Sousa  entre 2003 e 2010 e textos do Prof. Gilmar de Carvalho. São registros de personagens, manifestações culturais e paisagens que apresentam a diversidade e riqueza do Ceará. A pesquisa e o livro deram origem à exposição de 45 painéis  que podem ser apreciados no MAUC.
Fonte: Museu de Arte da UFC - (fone: (85) 3366 7481 / 3366 7482)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Antonio Duarte, o artista e o intelectual, e sobretudo, o repórter fotográfico

Mário Gomes flanando na Praça do Ferreira. Fotos: Antonio Duarte


Há quem diga que quase todos os repórteres fotógrafos são artistas. Não só pelo modo de se vestir e se comportar, mas porque entendem que de fato desenvolvem um novo tipo de arte. Do mesmo modo, se diz que os repórteres se comportam como intelectuais, também com demonstração de suas atitudes. O fato é que tanto o repórter fotográfico quanto o repórter propriamente dito desenvolvem atividades técnicas e, portanto, não são necessariamente artistas ou intelectuais.
Há uma exceção. Antonio Duarte, de São João do Mereti. "Fotojornalismo é jornalismo. Me vejo como um repórter fotográfico", afirma modestamente. Na verdade, ele é um dos jornalistas mais cultos e ávido por conhecimento. Não para de ler e não se contenta com o que sabe. Procura sempre a perfeição da sua atividade e aí atinge de fato o patamar da arte onde a fotografia chegou não de maneira fácil como se pensa. É um amante do jazz e desta música extraiu expressivos trabalhos.
Sobre ele, outros colegas também já se manifestaram. Veja o depoimento de
For All


Paulo Oliveira, Editor das edições regionais de O Dia, 90's. Hoje Secretário de Redação de A Tarde (BA).
Foi na Baixada Fluminense, em 1968, que Antonio Duarte descobriu o jazz. Remexendo os discos do irmão de um amigo, em Olinda, Nilópolis, se deparou com Sirius, do saxofonista Coleman Hawkins. Pegou emprestado e nunca mais devolveu. As vozes vieram bem depois - a primeira foi Ella Fitzgerald.

Do som da vitrola até ficar bem próximo dos ídolos nas coberturas do Free Jazz, passaram-se 15 anos. Nesse intervalo, Duarte estudou Comunicação na UFRJ, mas abandonou o curso por causa do emprego de controlador de carga da Companhia Docas do Rio de Janeiro. Largou o Cais do Porto para trabalhar na farmácia do pai e numa loja de fotografia em Morro Agudo, Nova Iguaçu. Na Fotoni, entre retratos 3x4 e cobertura de casamentos, fez mais uma descoberta: a fotografia.

Desde então, música e fotos caminharam juntas na vida de Antonio José Henriques Duarte, nascido em 21 de julho de 1950, em São João de Meriti.

Com passagens pela Última Hora, O Dia, Extra, Hoje (CE) e O Povo (CE) e fazendo freelas para O Globo, Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Lance!, Casa Cláudia e Caros Amigos, Duarte não perdeu nenhuma edição do Free Jazz, entre 1993 e 1998.

Antigo bordel


Ex-editor de fotografia do Hoje (CE) e das edições regionais de O Dia, e ex-coordenador de imagem de O Povo (CE), Duarte começou a expor seus trabalhos em 1990, na Casa de Cultura de Nova Iguaçu. Por dois anos, acumulou as funções de expositor, organizador e curador da série Fotomostra, reunindo trabalhos dos fotógrafos da Baixada. Em 1991, fez a sua primeira individual, no Centro Cultural Jacob do Bandolim, em Meriti: Sobras.

"Foi um trabalho marcante", diz Duarte, referindo-se a idéia de reunir fotos que não foram publicadas nos jornais sobre pessoas que viviam à margem da sociedade. Em 1992, outro trabalho individual, Caras e Bocas foi exposto no Sesc Meriti. No ano seguinte, participou da coletiva dos fotógrafos de O Dia, organizada pelo Centro Cultural da Light, para marcar o primeiro ano da utilização de cores nas páginas do jornal; e da coletiva Fome, que fazia parte da campanha de Betinho, no Centro Cultural Banco do Brasil. Em 1996 participou do "Santa Tereza de portas abertas". Morador do Hotel Santa Tereza na época mostrou fotos do Free Jazz montadas em embalagens de CDs. Ainda em O Dia, Duarte percebeu que os fotógrafos da editoria do Interior não tinham dimensão da qualidade e dimensão do que era produzido. Decidiu organizar e participar de duas coletivas (Outro Rio, mesmo Rio) com mais de 400 fotos. Outro Rio, mesmo Rio atraiu centenas de jornalistas e visitantes, em 1995 e 1996.

No Ceará, não deixou de produzir. Em 2001, fez sua primeira individual, no Bar Passarela, em Fortaleza. Praça do Ferreira, Espeto de Pau mostrava a vida dos poetas que freqüentam os bancos da principal praça do Ceará. A série lhe valeu o convite do governo do Estado para fazer um livro, que está em fase de edição.

No Nordeste, voltou a se encontrar com o jazz, fotografando os participantes do Festival de Guaramiranga. O Jazz desce a Serra foi exposto, em 2002, no Bar Caros Amigos. Semanas depois, Duarte teve a idéia de expor suas fotos à moda cearense.

Cordel de Jazz, cópias de fotos coloridas e plastificadas de jazzistas famosos foram penduradas em fios de barbante e espalhadas no Porto Bistrô, em Fortaleza".

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Algum Jazz que nos inspira arte nestes tempos de pré-carnaval

A semana termina com o fim dos recessos legislativo e judiciário e os preparativos para o Carnaval. Isso quer dizer que a máquina no Brasil somente deverá voltar a funcionar, de fato, após a folia momina. Até lá, vamos ouvir muito mais sobre as atrações para o grande feriadão que se avizinha e menos sobre ações efetivas, que impliquem no desenvolvimento político e social do Pais.No Legislativo, guardamos nossas esperanças de que aos parlamentares recuperarão a moralidade, mas difícil dizer que a democracia está fortalecida.
Com 80% de aliados, no Congresso Nacional, deputados e senadores não terão tanta autonomia para influir nos planos e as metas. Assim, serão coadjuvantes  um pouco mais refinados e independentes, do que quando acatam as decisões emanadas pelas Medidas Provisórias. No Judiciário, a desesperança aumenta. Compreendemos que não podemos ter os melhores juristas no Supremo Tribunal Federal, mas chegando lá não há mais para onde correr. 



Até o final deste mês,  ainda não teremos uma decisão sobre a compra dos caças (é bom lembrar que a Ìndia já fez sua escolha pelos Rafallis franceses, que finalmente venderam os primeiros aviões no mercado internacional), a falta de investimento na indústria (que está semi paralisada) e a demora ainda maior na burocracia para as licenças ambientais, tão importante para tocar projetos de infra estrutura, que implicam na construção de hidréletricas, estradas e avançar o agronegócio por terras férteis (esse é, aliás, o grande sucesso brasileiro no momento e o que mais vem dando certo).
Ao invés de toda essa demanda não atendida, ouviremos aqui na nossa terra sobre os hits de duplo sentido e de mau gosto, a tentativa de ser esnobe e elitista com o festival de jazz em Guaramiranga (mas de longe a melhor opção para o período), o mela-mela porco e sem graça do carnaval no litoral cearense e a tristeza e pobreza do desfile na Avenida Domingos Olímpio.
É muito provável que tenha acordado de mau humor, mas duvido que esteja contrariando Aristóteles quando ele diz que toda ação humana é um bem. Logo, comunicar é um bem, sobretudo quando se trata de um gesto sincero e verdadeiro. Desejo aos leitores um final de semana com mais artes e menos complexidade. Reproduzo aqui o bom jazz e as boas fotografias desse grande artista da luz e imagem Antônio Duarte.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Flagrantes de crianças que já se foram e mulheres que estão se tornando


A revista New Yorker desta semana traz uma coletânea de fotografias postadas pela jornalista Ellyn Ruddick-Sunstein. A autora reuniu uma série de fotografias de jovens adolescentes dos Estados Unidos e fora de seu País, para mostrar flagrantes da transição entre criança e mulher. Há também momentos de relacionamento entre meninos e meninas, mas predominam a foto posada, disponível para a contemplação.
A jornalista afirma que suas fotografias favoritas são de adolescentes, elaboradas na liberdade recém-descoberta, e onde a sexualidade converge com a consciência de estar sendo observadas e julgadas pelo exterior. 
"Este é também o momento em que os jovens tornam-se mais interessados em controlar o que um observador deles. O que há de mais sutil nestas fotografias são muitas vezes aquelas com as adolescentes, que estão começando a entender que seus corpos estão sendo cada vez mais olhado e avaliado à medida que crescem", resalta a autora. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Morreu a fotógrafa que registrou do mais fútil ao mais complexo gesto humano

Morreu, na quinta-feira passada, aos 99 anos, a fotógrafa norte-americana Eve Arnold. Conhecida por ser a fotógrafa de Marlyn Morroe, com quem teve a oportunidade de fazer seus retratos mais naturais e espontâneos, deixou um legado muito mais complexo e diversificado.

Na Folha de São Paulo de hoje, no Caderno Ilustrada, há uma breve roteiro da sua relevância profissional, não apenas para a fotografia, como a para a documentação de fatos históricos no Século XX. "Viajou o mundo, conheceu personalidades, publicou livros. Foi a primeira fotógrafa a fazer parte da lendária agência Magnum", afirma o texto. Esteve no Oriente Médio e fez fotos das mulheres utilizando a burca, como o título por "Trás do véu". Na China, suas lentes captaram as primeiras relações amistosas sino-norte americanas. Além disso, fotografava artistas de cinema e intelectuais.

O fato de seu nome estar bastante associado a de Marilyn Monroe se deu pelo fato de que passou dez anos fotografando a atriz e produzindo imagens icônicas de Marilyn, ao mesmo tempo glamurosa e frágil. A aproximação naturalista de Arnold era uma novidade para a época, acostumada às poses de estúdio comuns em Hollywood.



"Meu Deus, vou ser conhecida apenas por isso? Fiz outras coisas. Fiz importantes reportagens políticas no Afeganistão, Rússia e China", chegou a lamentar, conforme afirma o texto da Ilustrada. Clique na foto para ir para a galeria:

domingo, 11 de dezembro de 2011

Circo mantém seu encantamento atravessando décadas e séculos



O encanto do circo é um dos temas de fotografias que a revista New Yorker exibe esta semana. O deleite que é pago, mas com a certeza de que se sairá feliz, é uma das verdades que Ernest Hermingway mantinha como um credo. Daí que o tempo passa, mas a velha fórmula é mantida: palhaços, acobratas, elefantes e macacos.
Da imagem antiga do picadeiro retratada por Charles Chaplin, em o Circo, até as exibições sofisticadas do Cirque du Soleil, não há como não se divertir na magia e no magnestismo que esse entretenimento nos oferece e bem que causa a nossa alma.
Nesta foto, de Sverre Braathen, há uma imagem inocente de crianças do meio oeste do Estados Unidos e macacos numa brincadeira de bicicleta. O fotógrafo era um fã de circo que regularmente, ao longo da vida, ocupou-se em acompanhá-lo nas décadas de 1940 e 1950.
O mais interessante nessa imagem é a espontaneidade inerente das crianças. Não se sabe se são meninos que acompanham a troupe ou típicamente nativos de ascendentes tipicamente eslavos do meio oeste. A expressão é natural e, claro, muito engraçada vendo os animais se exibindo como ciclistas nos seus momentos de lazer.

Leia mais http://www.newyorker.com/online/blogs/photobooth/2011/12 # ixzz1gBqmQWjK

sábado, 3 de dezembro de 2011

Alex Costa se destaca em 2011 com Respeitem à Educação



Minha homenagem chega tarde e, relativamente, um tanto cedo porque 2011 não acabou. No entanto, considero essa fotografia como a mais expressiva publicada no jornalismo impressso cearense este ano, quando foi capa do Diário do Nordeste em 30 de setembro passado. Trata-se do confronto entre professores e policiais militares, durante ocupação na Assembleia Legislativa do Ceará.
Alex Costa, com 14 anos de profissão, está muito próximo à cena. Ele não usa teleobjetiva, revelando várias leituras do confronto entre trabalhadores da educação e policiais, com os rostos de revolta, a determinação em se reprimir o movimento e o eloquente sangue, valor somente menos caro do que a morte nos atos de heroismo.
Ele conta que a grande dificuldade foi se aproximar para fotografar, uma vez que a repressão teve uso de gás pimenta. "Tanto eu quanto meu colega, o Rodrigo Carvalho, tínhamos dificuldade de fotografar com os olhos ardendo. Tínhamos que usar pano no rosto, mas a sensação era extremamente desconfortável", conta.
O confronto aconteceu em decorrência da luta dos docentes estaduais de ensino para o nivel médio pelo reajuste para R$ 1.187. O objetivo era lutar pela equiparação salarial ao piso nacional. O movimento rendeu ainda greve de fome, envolvendo três professores, e uma prolongada greve. No mês passado, uma nova reunião deliberou pelo não retorno do movimento paredista, apesar de que a maioria tenha concordado que os pleitos não foram atendidos.

domingo, 20 de novembro de 2011

Quando foi a última vez que vimos Mark Morrisroe?



Mark Morrisoe (1959-1989) morreu jovem, mas teve tempo de ser contemporâneo do seu sucesso como artista. Ao longo de uma vida curta, tinha mais de 2.000 peças de trabalho com o seu nome, como fotógrafo e performático, uma arte colaborativa que ganhou força na década de 1980 nos Estados Unidos. Foi assim que fez este auto retrato, em 1983, quando padecia das complicações da Aids.
Nos seus 30 anos de existência, trabalhou com polaroids, filmes super 8, colagens e manipulação de cores. Fotografou seus amantes, traficantes e expoentes do movimento punk, que se destacou em Boston, entre as décadas de 1970 e 1980, além de paisagens e amigos que frequentavam seu apartamento.
O reconhecimento pela originalidade, a criatividade e sua participação pessoal nas fotografias lhe rendeu exposições e aquisição de obras de colecionadores ricos. Seu trabalho foi exibido pela Galeria Pat Hearn a partir de 1985, incluindo exposições individuais em 1986 e 1988.
Ele sentia grande necessidade do auto retrato. Quando tinha 17 anos, foi baleado pelas costas, por um cliente que ficou insatisfeito pelo seu trabalho. Depois incorporou imagens de seu peito ferido a de prostitutas e amigos íntimos. Isso somente reforçava seu empenho na arte undergroud, nas escolhas muito particulares de sua vida pessoal e no tipo de arte que melhor expressava a sua criação.
A fotografia, que imortalizou seu momento quando jazia no leito nu e somente pele e osso, surgia ainda quando a Aids era temida e que tornava os homossexuais ainda mais vítimas da homofobia. Não era a coragem que lhe rendia elogios, mas a estranheza da composição, que se mesclava a resignação e a ternura que nunca lhe abandonou.
Tal como o câncer, a Aids leva as pessoas ao desespero. Quem teve amigos que morreu de complicações do HIV em meados de 1980 sabe o quanto enloqueciam, tão logo a doença era diagnosticada. Daí que havia transformações radicais, e em períodos muito curtos, de personalidades, atitudes e formas de criação, no caso de artistas. Assim como no filme Quando foi a última vez que você viu seu pai?, também era pertinente perguntar quando foi a última vez que se viu Cazuza, Renato Russo e, nesse caso específico, Mark Morrisoe.
O fotógrafo foi enterrado em McMinnville, Oregon na fazenda de seu último namorado, Ramsey McPhillips. Sua fama aumentou desde a sua morte.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O ressentimento e ódio também se imortalizam na fotografia


Christiano Câmara me ensinou que a fotografia acabou com a morte. De certo modo, há imagens que se imortalizam, muito mais do que na pintura, uma vez sujeita a manipulações por parte dos poderosos, que faziam com seus retratos oficiais. Pessoas feias, como Dom João VI, apareciam garbosa e bonitas nos quadros. Dizem que o rei fugido para o Brasil era muito mais feio do que aparece nas gravuras etc.
No entanto, temos aqui um flagrante da década de 1950, na Carolina do Norte, fotografia de Elliott Ervitt. Mostra os tempos da segregação racial nos Estados Unidos, antes da luta pelos direitos civis, tendo à frente Martin Luther King.
É bem verdade que o Brasil nunca teve grandes líderes negros como Luther King, Samora Machel, Nelson Mandela ou até mesmo o poeta comunista Agostinho Neto. Também não chegamos ao extremo do apartheid. Na fotografia, há uma distinção entre bebedouros para brancos e negros. Não obstante ambos equipamentos serem obsoletos para os dias de hoje, é evidente que há qualidade melhor oferecida para o grupo caucasiano.
Por esse motivo, elogiamos o retrato feito pelo filme sem manipulação (embora não seja contra o photoshop) como arte. Elogiamos o Brasil, por ser um País mestiço e, que apesar de todo o racismo introvertido, não chegamos à raia do ódio e do ressentimento. Esses não se apagam. São eternos e se imortalizam como na fotografia.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Exposição "Memórias e Histórias nos Caminhos de Ferro" será aberta hoje

A ferrovia e as pessoas que nela trabalham ou trabalharam têm sido tema recorrente de inspiração de pesquisas acadêmicas, livros, longas e curtas vídeo- documentários produzidos no Ceará nos últimos anos. Também a partir do séc. XIX a história socioeconômica do Ceará se confunde com a história da implantação da ferrovia, e tão vastos quanto os trilhos são os temas a eles relacionados, considerando o elemento humano como intercessor fundamental. Assim, a ferrovia possibilita leituras multifacetadas, além de fortalecer a história corporativa. Assim a ferrovia foi e é, sobretudo, local de trabalho, de sociabilidade e de histórias de vida.    Foi neste sentido que o Crea-CE teve a ideia de realizar a exposição fotográfica "Memórias e Histórias nos Caminhos de Ferro do Ceará", que será aberta às 19h30min de hoje, no Centro Cultural do Crea-CE, que funciona na cobertura da sede da autarquia, na Rua Castro e Silva, 81, Centro.
    A exposição tem a assessoria cultural do Crea-CE de Silvana Figueirêdo e a curadoria de José Hamilton Pereira (engenheiro aposentado pela RFFSA, membro da direção da Associação dos Engenheiros da Rede Viação Cearense - AERVC e diretor do Museu do Trem) e Túlio de Souza Muniz (jornalista, historiador com graduação e mestrado pela UFC e doutor pela Universidade de Coimbra, Portugal).
    Na noite da abertura da exposição será exibido o documentário "O Último Apito", com 1h30min de duração e idealizado por Aderbal Nogueira, que traz depoimentos de personagens ligados da história da ferrovia no Estado do Ceará.




Maiores Informações:
Mozarly Almeida
Assessora de Imprensa do Crea/CE
9619.2181

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

AlgunsDias, de Antônio Duarte, é a fotografia depurada como os bons e velhos vinhos



Por alguns dias, o fotógrafo Antônio Duarte esteve conosco no Diário do Nordeste. No começo deste semestre, atuou como um legítimo repórter fotográfico, onde a diversidade dos temas tanto é rica quanto impactante mesmo para o mais experiente profissional. Pois variam desde gestos banais como caminhar pela calçada, embarcar no ônibus, enquanto uma poça d'água impede a travessia de um lado para outro da calçada até o coletivo, à foto pousada do artista, a mesa requintada, ou as emoções alegres de uma disputa esportiva ou o drama de quem morre.
Toda essa matéria prima coletada, especialmente, em julho deste ano, foi postada no Youtube, e  resultou não somente por marcar presença da sua passagem pelo periódico. Trata-se, na minha opinião, da valorização do corriqueiro e o registro histórico de instantes que poderiam ser tratados com desdém, mesmo quando envolve algo extremamente grave. Reparem numa fotografia em que uma pessoa registra pela câmara do telefone celular uma imagem de corpo caído no chão.
Antônio Duarte é culto e sendo profissional experiente foi seduzido pelas novas tecnologias e técnicas da fotografia. Contudo, destaco especialmente o seu interesse pelo estudo. Quando tudo concorre para nos oferecer verdadeiras aulas de fotojornalismo, ele busca o aprendizado cotidiano. E aí está um belo resultado.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dos espartilhos ao silicone, os ardis da sedução feminina

Uma ideia criativa para mostrar os ardis da sedução feminina está em exposição num shopping paulista. Com uma mostra, especialmente, de artistas do cinema ao longo de mais de sete décadas se faz uma viagem nos recursos do poder de encantar , desde esmagando as costelas em espartilhos até esmagar os seios para conquistar o visual longilíneo das melindrosas.

Essas e outras questões envolvendo este universo estão na Exposição “Entre Espartilhos e Silicones”, idealizada pelo Shopping União de Osasco, que conta a história da moda feminina através das décadas.

Dividida em oito núcleos, a mostra é um retrato da sociedade em diversos períodos históricos e apresenta personagens de filmes inesquecíveis que transformaram seus figurinos em ícones da moda, cultuados e reproduzidos em todos os cantos do mundo. Um dos mais marcantes, certamente, foi o filme “Bonequinha de Luxo”, que comemora 50 anos da sua estréia no dia 5 de outubro, trazendo uma impecável Audrey Hepburn, cujo estilo, com óculos grandes, vestidos Givenchy, colar de pérolas e boquinha para fumar cigarros, foi considerado a principal definição de glamour dos anos 60.

Pegando carona nas aventuras de Holly Golithly (personagem de Hepburn no filme), o público vai conferir no Piso Mall Avenida, de 09 a 30 de setembro, diariamente das 10 às 22 horas, quem eram e como viviam as mulheres desde a segunda metade do século XIX – das “espartilhadas” com suas cinturinhas de vespa, ao corpo e beleza perfeitos de Angelina Jolie, no ano 2000.

A exposição segue a cronologia da moda e do mundo com os anos 20 e os vestidos de cintura de baixa, os “achatadores de seios” e as “bandagens” para martirizar as curvas; e os anos 50, com o “renascimento” das donas de casa e da mulher sedutora com cinturas novamente marcadas, saias rodadas e sutiãs com enchimentos. Já as décadas de 60 e 70 mostram a revolução no comportamento feminino, culminando com o nascimento do culto ao corpo dos anos 80 e 90, em que não bastava ser bonito, tinha de ser perfeito. E já que a perfeição não é um ideal fácil, a realidade apresenta suas armas: botox, silicone e todo o arsenal de produtos disponíveis no mercado atualmente.

A mostra conta com 34 fotos entre imagens e recortes, além de gravuras em aquarelas e painéis de mulheres que marcaram décadas como: Jean Harlow (20); Marlene Dietrich (30); Rita Hayworth (40); Bridgitte Bardot (50); Sophia Loren e Marilyn Monroe (60); Elizabeth Taylor (70); Madonna (80); Cindy Crawford (90) e Angelina Jolie (2000); vitrines com espartilhos, enchimentos de silicone e adereços femininos; além de TV com cenas de filmes que retratam os costumes femininos através das décadas.

A foto acima foi feita durante uma viagem da atriz italiana Sophia Loren aos Estados Unidos em 1958. Enquanto Jayne Mansfield sorria para a foto, Sophia Loren foi imortalizada olhando para o decote dela. A foto é de Joe Shere.




Fonte: SG Assessoria em Comunicação
http://imagesvisions.blogspot.com/

domingo, 11 de setembro de 2011

Vidas e custos incalculáveis são sentidos hoje após uma década de 11/09

WTC-10a.png
Livingston Johns (1972)


Hoje é um dia de derramamento de lágrimas e de grande pesar para os moradores de Nova York. Em 11 de setembro de 2001, ocorria o maior atentado terrorista da história. Somente no ataque ao World Trade Center, houve 2.749 mortos, mas os custos para a década em torno do terror podem ser contabilizados em muito mais do que em milhares de mortos e trilhões de dólares, gastos em guerras contínuas no Afeganistão e no Iraque, além do investimento na segurança interna dos Estados Unidos.
Muito além do sofrimento, a revista New Yorker preparou na semana passada uma coletânea nostálgica de fotografias da área onde antes se instalaram as Torres Gêmeas, com fotos, dentre outros, de Adolph Wittenman (1886), Robert L. Bracklow (1900), Berenice Abbott (1936) e Jack Delano (1941).
Não obstante aquelas que marcaram a dor, o sofrimento e o desespero dos mortos, o destaque da revista foram para as fotografias em preto e branco, que mostram uma metrópole avançando no tempo, com expressões banais do cotidiano. As imagens foram recolhidas de vários arquivos históricos de Nova York. Acima, uma vista aérea do WTC em construção. A coletânea pode ser acessada pelo link: http://www.newyorker.com/online/blogs/photobooth/2011/09/before-the-world-trade-center.html#ixzz1XeDHDjtE