É do mundo exterior que o conhecimento precisa vir a nós, pela leitura, audição e contemplação. Wendy Beckett
Pesquisar este blog
Olá
Muito me alegra pela sua visita. É um blog pretensioso, mas também informativo
Mostrando postagens com marcador Artistas cearenses. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artistas cearenses. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Secult-Arte debate canto lírico no Campus do Cariri
A Secretaria de Cultura Artística da Universidade Federal do Ceará (Secult-Arte) promove sexta-feira debates sobre o canto lírico. Às 9h30min, o professor Elvis Matos, Diretor da Secretaria, ministrará a palestra “O Canto dos Castratti do Século XVII”, no auditório do Campus da UFC no Cariri.
Na ocasião, será discutida a voz e o canto dos cantores “castrados”, primeiras grandes estrelas do canto lírico italiano no Século XVII, abordando também o caso do cantor cearense Paulo Abel do Nascimento. À noite, às 18h, será exibido, no Centro Cultural do Banco do Nordeste em Juazeiro do Norte, o documentário “Paulo Abel Ombra Mai Fu”.
Paulo Abel, em razão de uma baixa produção de testosterona, manteve como “castrato natural” a tessitura da voz infantil em um corpo adulto. No Século XX, foi o único artista a cantar com voz natural (sem utilizar falsete).
Fonte: Prof. Elvis Matos, titular da Secretaria de Cultura Artística da UFC - (fone: 85 3366 7831)
Marcadores:
Artistas cearenses,
Música
Jord Guedes faz show no próximo domingo

A cantora e compositora cearense, Jord Guedes, é a atração do projeto Domingo Musical no auditório do Centro Dragão do Mar de Arte Cultura neste domingo, 17 e no próximo dia 24 de junho, sempre às 18h.
Em seu show Traços (título homônimo de seu primeiro trabalho solo em CD, já em processo de produção) expressa suas múltiplas influências poéticas e musicais entre ritmos da cultura brasileira como o samba, o côco e o baião, as peculiaridades da cultura popular cearense como o maracatu, a universalidade e contemporaneidade do pop.
Jord Guedes apresenta também, canções de sua autoria e em parcerias – Alex Costa, Henrique Beltrão, Júlio Vila Nova, Ruy Farias, Guaracy Rodrigues, entre outros, Também fazendo referências às suas influências, Jord Guedes relê canções de expoentes consagrados, tais como, Ednardo, Fausto Nilo, Nonato Luiz e homenageia o centenário de Luiz Gonzaga.
No show Jord Guedes será acompanhada pelos músicos Rafael Lima e Rogério Franco. Produção: Joanice Sampaio.
O espetáculo faz parte da programação de junho do projeto Domingo Musical do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, contemplado por edital de estímulo a projetos na área de música no Estado, lançado pelo Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC) em 2011.
Serviço
Projeto Domingo Musical
Show Jord Guedes – Traços
Local: Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte Cultura
Dias: 17 e 24 de junho, sempre às 18h.
Ingressos: R$ 2,00 – inteira e R$ 1,00 – meia
Informações; 3488 8600
Fonte: Assessoria de Comunicação
Marcadores:
Artistas cearenses,
Música
domingo, 13 de maio de 2012
Moreira Campos evoca a cantilena eterna das águas
Natureza
(Moreira Campos)
Sento-me no silêncio
e apalpo a natureza.
A cantilena eterna da água,
que tem raízes límpidas
e misteriosas.
Nasce não sei onde,
vem de entranhas
antigas como o tempo
e desce em cachos de espuma.
Vem branda a brisa
e fresca como um bálsamo.
Mil cigarras que explodem
em concerto único.
O canto longínquo do pássaro não identificado
(mas um pássaro).
O baque surdo da fruta
na legitimidade do seu amadurecimento.
Todos os ruídos
estão milenarmente impregnados no homem
como uma memória platônica.
Sons honestos.
Uma herança,
uma identificação,
ou sinfonia.
Nada resulta do petróleo
ou é conquista do plástico.
Não há insultos,
não há agressões à natureza.
Sobretudo ninguém
que me perturbe esse recolhimento.
Somente o silêncio.
(Moreira Campos)
Sento-me no silêncio
e apalpo a natureza.
A cantilena eterna da água,
que tem raízes límpidas
e misteriosas.
Nasce não sei onde,
vem de entranhas
antigas como o tempo
e desce em cachos de espuma.
Vem branda a brisa
e fresca como um bálsamo.
Mil cigarras que explodem
em concerto único.
O canto longínquo do pássaro não identificado
(mas um pássaro).
O baque surdo da fruta
na legitimidade do seu amadurecimento.
Todos os ruídos
estão milenarmente impregnados no homem
como uma memória platônica.
Sons honestos.
Uma herança,
uma identificação,
ou sinfonia.
Nada resulta do petróleo
ou é conquista do plástico.
Não há insultos,
não há agressões à natureza.
Sobretudo ninguém
que me perturbe esse recolhimento.
Somente o silêncio.
Marcadores:
Artistas cearenses,
Poesia
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Banda Jardim Suspenso se apresenta no Cariri em comemoração ao Dia das Mães
A banda cearense Jardim Suspenso, fará seu primeiro show na Região do Cariri, na cidade do Crato no próximo dia 12, a partir das 22h, no Terraçus Bar e Petiscaria. A festa organizada pela Sertão Pop Produções homenageia as mães caririenses, pois acontece na véspera do Dia das Mães. Para isso está trazendo duas bandas onde a mulher é destaque: para abrir o evento Banda Godivas, do Crato, formada por mulheres e o show que elas nos apresentarão é em cima da obra de Roberto Carlos. A outra, de Fortaleza, é a Jardim Suspenso, que faz uma releitura da obra da Rainha Rita Lee. "Naturalmente será um grande evento e em um momento muito especial, pois achamos que as mães são a mola-mestra da família e portanto merecem essa grande homenagem através da música", afirma Kaika Luiz, produtor do evento.
A banda Jardim Suspenso está na cena musical cearense desde 2010 e desde então vem realizando show de releitura da obra de Rita Lee e de seu ex-grupo, Os Mutantes. A banda tem se apresentado em importantes espaços culturais, eventos de Fortaleza e programas de TV. Fora da capital, já se realizaram show na Região Metropolitana e na cidade Sobral.
O grupo é formado por Joanice Sampaio (vocal), Pedro de Farias (guitarra), Victor Fontenele (baixo) e Carlinhos Perdigão (bateria).
Serviço:
Festa do Rei e da Rainha
Tributo à Rita Lee, com a banda Jardim Suspenso (Fortaleza)
Tributo a Roberto Carlos, com a banda Godivas (Crato)
Terraçus - Bar e Petiscaria
Dia 12 de maio, a partir das 22h
Av. Pedro Felício Cavalcanti - 1969, 63106-010 Crato-CE
Info: (88) 9666.9666
(88) 3521.5398
(88) 8824.2131
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Prefeita de Fortaleza lança amanhã Plano Municipal de Cultura
A Prefeita Luizianne Lins lança amanhã, dia 26, no Paço Municipal, o Plano Municipal de Cultura, a partir de 17h30min. O Plano será lançado juntamente com o Mapa da Cultura de Fortaleza. O objetivo é oferecer um um instrumento de gestão de médio e longo prazos, no qual o poder público assume a responsabilidade de implantar políticas culturais com base em programas, projetos e ações firmados por lei e que vão além da vigência de um mandato temporário. Portanto, trata-se de uma peça de planejamento estratégico, com duração decenal, que organiza, regula e norteia a execução da Política Municipal de Cultura. O Plano utilizará como documento-base as diretrizes reunidas na esfera da IV Conferência Municipal de Cultura e sua aprovação caberá, em última instância, ao Conselho Municipal de Política Cultural.
Em parceria com o Minc, que por sua vez conta com o apoio técnico da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão (Fapex), a Secultfor está à frente do processo de elaboração do Plano em âmbito municipal, mas sua construção se dará por meio da mobilização da sociedade civil, por meio de seminários, audiências, consultas públicas, fóruns, plenárias, ambientes virtuais e etc. Assim, emerge como instrumento de pactuação institucional e política, envolvendo governantes, agentes públicos e sociais, comunidade artístico-cultural e sociedade em geral. Operando como cartas de navegação para nortear os rumos da política cultural, estabelece estratégias e metas, além de definir prazos e recursos necessários a sua implementação. Depois de elaborado, o Plano de Cultura deve ser encaminhado para aprovação junto à Câmara Municipal de Fortaleza, a fim de que, transformado em lei, adquira a estabilidade de política de Estado.
O projeto Mapa da Cultura de Fortaleza consiste na criação de um site aberto ao agrupamento e relacionamento de agentes, espaços, instituições e eventos e/ou ações ligados à cultura. Trata-se de uma interface descritiva, visual e colaborativa, com várias camadas de informação, que podem ser cruzadas ou visualizadas individualmente. O objetivo principal é consolidar um ambiente virtual que instrumentalize o Sistema Municipal de Cultura e contribua efetivamente com a elaboração, o desenvolvimento e o acompanhamento das políticas culturais de Fortaleza.
Em sua primeira etapa de gradual consolidação, o Mapa da Cultura absorve o trabalho de mapeamento realizado entre 2010 e 2011 de agentes e instituições culturais localizados na Regional I de Fortaleza. É uma primeira base de dados para se chegar paulatinamente ao mapeamento colaborativo das outras regionais da cidade.
Fonte: Assessoria de imprensa
Em parceria com o Minc, que por sua vez conta com o apoio técnico da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão (Fapex), a Secultfor está à frente do processo de elaboração do Plano em âmbito municipal, mas sua construção se dará por meio da mobilização da sociedade civil, por meio de seminários, audiências, consultas públicas, fóruns, plenárias, ambientes virtuais e etc. Assim, emerge como instrumento de pactuação institucional e política, envolvendo governantes, agentes públicos e sociais, comunidade artístico-cultural e sociedade em geral. Operando como cartas de navegação para nortear os rumos da política cultural, estabelece estratégias e metas, além de definir prazos e recursos necessários a sua implementação. Depois de elaborado, o Plano de Cultura deve ser encaminhado para aprovação junto à Câmara Municipal de Fortaleza, a fim de que, transformado em lei, adquira a estabilidade de política de Estado.
O projeto Mapa da Cultura de Fortaleza consiste na criação de um site aberto ao agrupamento e relacionamento de agentes, espaços, instituições e eventos e/ou ações ligados à cultura. Trata-se de uma interface descritiva, visual e colaborativa, com várias camadas de informação, que podem ser cruzadas ou visualizadas individualmente. O objetivo principal é consolidar um ambiente virtual que instrumentalize o Sistema Municipal de Cultura e contribua efetivamente com a elaboração, o desenvolvimento e o acompanhamento das políticas culturais de Fortaleza.
Em sua primeira etapa de gradual consolidação, o Mapa da Cultura absorve o trabalho de mapeamento realizado entre 2010 e 2011 de agentes e instituições culturais localizados na Regional I de Fortaleza. É uma primeira base de dados para se chegar paulatinamente ao mapeamento colaborativo das outras regionais da cidade.
Fonte: Assessoria de imprensa
terça-feira, 24 de abril de 2012
Canto da Iracema festeja seus 13 anos de existência
| Ricardo Black prestigia a festa |
No evento multicultural, performances teatrais – Carri Costa-, intervenções de artes plásticas - Zé Tarcisio, Audifax Rios, Ronaldo Cavalcante , Caetano Barros, Maira Ortins, Barrinha, Gerson Ypirajá.; e shows de grandes nomes da música cearense - Isaac Cândido, Ricardo Black, Kátia Freitas, David Duarte, Eugenio Leandro, Projeto Timbral e outros) e exposição do acervo de edições anteriores da revista. Realizado pelo Instituto Sociocultural Canto da Iracema, o evento também objetiva a preservação e difusão cultural e homenageia o produtor cultural, jornalista e ex-secretário de Cultura de Fortaleza, Cláudio Pereira, falecido em 2010. A entrada é um 1 kg de alimento, que será doado à Associação dos Moradores do Poço da Draga – Ampodra, o público presente receberá o CD comemorativo – Canto da Iracema 13 anos – contendo canções de artistas cearenses.
Durante o evento será instalado um painel | tela medindo 4x1,5m em que artistas plásticos convidados desenvolverão uma arte exclusiva durante o evento, a obra será disponibilizada para ser leilão através da internet, a qual terá sua renda revertida, – 50% para a Ampodra e 50% para o Instituto Canto da Iracema. A revista cultural Canto da Iracema teve sua primeira edição em abril de 1999.
O informativo circulava na Praia de Iracema, o qual ganhou respaldo junto aos moradores, frequentadores, intelectuais, artistas e formadores de opinião. Após reformulações em 2007, com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil | BNB e Prefeitura Municipal de Fortaleza, a publicação retornou com a missão de informar a respeito da cultura cearense, buscando contribuir para a formação da nova geração de leitores. Em formato revista, aumentou sua tiragem, que, além de permanecer entre seu fiel público, vem conquistando novos leitores dos mais variados segmentos da sociedade fortalezense, além daqueles que visitam nossa cidade.
Em 2010 o Canto da Iracema foi contemplado no prêmio Edgar de Alencar, categoria Revista, no Edital de Literatura da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult). A revista figura no Anuário Literário do Ceará 2010–2011, editado pela da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult).
São colaboradores da revista: Audifax Rios, Oswald Barroso, Nilze Costa e Silva, Hélio Rôla, Airton Monte, Alano Freitas, José Tarcísio, Fátima Bandeira, Calé Alencar, Eugênio Leandro, Fátima Moura Fé, Mano Alencar, Joaquim Cartaxo, Professor Pinheiro, Kazane e outros iracemitas.
Serviço Canto da Iracema - 13 anos Música, teatro, artes plásticas e exposição de acervo Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura Dia 26 de abril A partir das 19h Entrada: 1kg de alimento
Informações: (085) 9993 7430 – 9978 9559 Informações para a imprensa Joanice Sampaio 085 - 8631 2139 | 9109 1706
terça-feira, 17 de abril de 2012
Centro Cultural do Crea-CE recebe exposição Olhares Diversos
No próximo dia 19 de abril (quinta-feira), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará lança, a partir das 19h30min, a exposição Olhares Diversos, que reunirá obras de 12 artistas plásticos cearenses. O lançamento acontece no Centro Cultural do Crea-CE, localizado na sede do Conselho, à Rua Castro e Silva, 81, Centro. A exposição segue até o dia 31 de maio - com horário de visitação das 14h às 18h, de segunda a sexta -, sob a curadoria de Carlos Macedo e Descartes Gadelha, que também terão obras expostas.
Desde sua criação, em dezembro de 2010, esta é a sexta exposição que o Centro Cultural da Crea-CE recebe, sendo também mais uma iniciativa apoiada pelo presidente do Conselho, Engenheiro Civil Victor Frota, em prol da cultura e da revitalização do Centro de Fortaleza. Serão expostas cerca de 30 obras dos artistas Antunys, A. Rocha, Aucilene Cândido, B. Melo, Carlos Macedo, Descartes Gadelha, Ed. Rocha, Elias Cândido, Pacelli, Silvio Rabelo, Vlamir de Souza e Zediolavo.
Sentimentos do mundo
“Olhares Diversos” traz uma explanação sobre os vértices artísticos de alguns dos algozes culturais do nosso estado, que, através de um olhar sensível e difuso, produzem uma gama de aspectos oriundos de cada maneira de construção da arte. Pela tradução do curador Carlo Macêdo, a exposição trata de um “breve, sensível e importante sobrevoo à produção artística cearense, a partir daqueles que, sem alarde, desenvolvem seus engenhos, seus sentimentos do mundo”.
Marcadores:
Artistas cearenses,
Exposição
segunda-feira, 19 de março de 2012
Patativa para todo lado que "oia" vê um verso se "bulir"
Cante Lá que eu canto cá
Patativa do Assaré
(1909-2002)
Poeta, cantô de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.
Nunca fez uma paioça,
Nunca trabaiou na roça,
Não pode conhecê bem,
Pois nesta penosa vida,
Só quem provou da comida
Sabe o gosto que ela tem.
Pra gente cantá o sertão,
Precisa nele morá,
Tê armoço de fejão
E a janta de mucunzá,
Vivê pobre, sem dinhêro,
Socado dentro do mato,
De apragata currelepe,
Pisando inriba do estrepe,
Brocando a unha-de-gato.
Você é muito ditoso,
Sabe lê, sabe escrevê,
Pois vá cantando o seu gozo,
Que eu canto meu padecê.
Inquanto a felicidade
Você canta na cidade,
Cá no sertão eu infrento
A fome, a dô e a misera.
Pra sê poeta divera,
Precisa tê sofrimento.
Sua rima, inda que seja
Bordada de prata e de ôro,
Para a gente sertaneja
É perdido este tesôro.
Com o seu verso bem feito,
Não canta o sertão dereito,
Porque você não conhece
Nossa vida aperreada.
E a dô só é bem cantada,
Cantada por quem padece.
Só canta o sertão dereito,
Com tudo quanto ele tem,
Quem sempre correu estreito,
Sem proteção de ninguém,
Coberto de precisão
Suportando a privação
Com paciença de Jó,
Puxando o cabo da inxada,
Na quebrada e na chapada,
Moiadinho de suó.
Amigo, não tenha quêxa,
Veja que eu tenho razão
Em lhe dizê que não mêxa
Nas coisa do meu sertão.
Pois, se não sabe o colega
De quá manêra se pega
Num ferro pra trabaiá,
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mêxo aí,
Cante lá que eu canto cá.
Repare que a minha vida
É deferente da sua.
A sua rima pulida
Nasceu no salão da rua.
Já eu sou bem deferente,
Meu verso é como a simente
Que nasce inriba do chão;
Não tenho estudo nem arte,
A minha rima faz parte
Das obra da criação.
Mas porém, eu não invejo
O grande tesôro seu,
Os livro do seu colejo,
Onde você aprendeu.
Pra gente aqui sê poeta
E fazê rima compreta,
Não precisa professô;
Basta vê no mês de maio,
Um poema em cada gaio
E um verso em cada fulô.
Seu verso é uma mistura,
É um tá sarapaté,
Que quem tem pôca leitura
Lê, mais não sabe o que é.
Tem tanta coisa incantada,
Tanta deusa, tanta fada,
Tanto mistéro e condão
E ôtros negoço impossive.
Eu canto as coisa visive
Do meu querido sertão.
Canto as fulô e os abróio
Com todas coisa daqui:
Pra toda parte que eu óio
Vejo um verso se bulí.
Se as vêz andando no vale
Atrás de curá meus male
Quero repará pra serra
Assim que eu óio pra cima,
Vejo um divule de rima
Caindo inriba da terra.
Mas tudo é rima rastêra
De fruita de jatobá,
De fôia de gamelêra
E fulô de trapiá,
De canto de passarinho
E da poêra do caminho,
Quando a ventania vem,
Pois você já tá ciente:
Nossa vida é deferente
E nosso verso também.
Repare que deferença
Iziste na vida nossa:
Inquanto eu tô na sentença,
Trabaiando em minha roça,
Você lá no seu descanso,
Fuma o seu cigarro mando,
Bem perfumado e sadio;
Já eu, aqui tive a sorte
De fumá cigarro forte
Feito de paia de mio.
Você, vaidoso e facêro,
Toda vez que qué fumá,
Tira do bôrso um isquêro
Do mais bonito metá.
Eu que não posso com isso,
Puxo por meu artifiço
Arranjado por aqui,
Feito de chifre de gado,
Cheio de argodão queimado,
Boa pedra e bom fuzí.
Sua vida é divirtida
E a minha é grande pená.
Só numa parte de vida
Nóis dois samo bem iguá:
É no dereito sagrado,
Por Jesus abençoado
Pra consolá nosso pranto,
Conheço e não me confundo
Da coisa mió do mundo
Nóis goza do mesmo tanto.
Eu não posso lhe invejá
Nem você invejá eu,
O que Deus lhe deu por lá,
Aqui Deus também me deu.
Pois minha boa muié,
Me estima com munta fé,
Me abraça, beja e qué bem
E ninguém pode negá
Que das coisa naturá
Tem ela o que a sua tem.
Aqui findo esta verdade
Toda cheia de razão:
Fique na sua cidade
Que eu fico no meu sertão.
Já lhe mostrei um ispeio,
Já lhe dei grande conseio
Que você deve tomá.
Por favô, não mexa aqui,
Que eu também não mêxo aí,
Cante lá que eu canto cá.
Marcadores:
Artistas cearenses,
Poesia
sábado, 3 de março de 2012
O Anel de Nibelungen reflete sobre a falta de caráter dos deuses
Há neste post assuntos tão diversos, quanto convergentes. Falo da Ópera de Wagner, a Filosofia de Nietzsche e aqui também aparecem um dos mais conceituados maestros brasileiros, o cearense de Iguatu, Eleazar de Carvalho (1912-1996) e ainda a cantora lírica paulista Neyde Thomas (1930-2011), numa apresentação do aniversário de 20 anos da TV Cultura. O ponto em comum é a alegria que a arte nos proporciona pelos seus mais diversos instrumentos, que nos faz crer no antipessimismo, numa nova ordem humana.
![]() |
| Nietzsche |
Wagner, assim como Nietzsche, não apenas se desinteressa pela divindidade, como passa a apontá-la como origem dos males. Para se livrar das maldições, Wotan se torna temporariamente mortal.O filósofo alemão, por sua vez, faz uma comparação: "O que significa afinal que Deus tenha se tornado homem em Cristo? Significa a certeza de que vale a pena ser homem. Mas não somos seres humanos ainda estamos nos tornando isso".
Rüdiger Safranski assinala que "o mundo mítico de Wagner tem pois três planos. Embaixo, ser original de beleza e amor, corporificado pelas filhas do Reno e da terra-mãe Erda. Por cima, mundo dos Nibelungos, onde se trata do poder e posses. E sinistramente enredado nisso tudo, o terceiro mundo, o mundo dos deuses, que se afastaram de suas origens otônicas. No fim do "Ouro do Reno" as Filhas do Reno se lamentam: "Confiável e bom é só aqui no fundo/falso e covarde/quem lá em cima se alegra".
A obra é demorada e fez com que retardasse o reconhecimento do gênio de Wagner, menos para Nietzsche, que diz "a melodia interminável- a gente perde a margem, e entrega-se às ondas". Até então, o filósofo fincava sua Filosofia numa ligação muito profunda à mitologia, grega por excelência, e a sublimação desta por meio da música. Em "O Nascimento da tragédia no espírito da música", afirma: "Mesmo psicologicamente, todos os traços decisivos de minha própria natureza estão inscritos na de Wagner - o lado a lado das forças mais luminosas e das mais fatais, a vontade de potência como nunca um homem a posuiu, a audácia sem cerimônia no espiritual, a ilimitada força de aprender, sem que a vontade de ação fosse esmagada com isso".
Essa é a sensação que sinto em ouvir a música wagneriana, às vezes muita intensa, outras tranquilas e serenas como as águas de um lago. O Anel de Nibelugen não é a obra wagneriana que mais gosto. Não traz uma ária, protofonia e/ou coro memoráveis, como em outras obras suas. Chama a atenção, no entanto, a quantidade enorme de energia gasta pelo compositor (o festival cênico é para ser apresentado em três dias) e o entusiasmo que causa em Nietzsche, como se, finalmente, tivesse resolvido o enigma existencial e, assim, se apaziguado.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Murais de Gérson Faria encontram-se degradados na cripta da Igreja dos Remédios
| Mural de Gérson Faria. Fotos: José Leomar/Agência Diário |
As pinturas retratam cenas de Jesus Cristo, tanto abordando circunstâncias de pregações e encontro com os discípulos e ainda uma representação livre da via sacra, onde se destaca a crucificação.
O início da elaboração se deu em 1940, quando o Benfica era o bairro residencial das elites de Fortaleza, destacando-se a família Gentil. No entorno da igreja, foram-se construíndo mansões, a maioria copiadas de modelos europeus. Acredita-se que Gérson trabalhou por encomenda e não há uma história pessoal de devoção religiosa. Contudo, passados mais de 70 anos não houve nenhuma iniciativa, privada ou pública, voltada para o seu restauro. Antes sequer essas pinturas eram reconhecidas pela Igreja, que a partir do Concílio do Vaticano II, chegou a vedar a cripta (a parte subterrânea do tempo, onde estão reunidas as peças). Pior: uma mão de cal encobriu parte da pintura.
O professor Gilmar de Carvalho diz não encontrar explicações sobre a negativa da Igreja sobre a existência dos murais. Ele lembra que a obra foi catalogada, em vista do acompanhamento do artista plástico Nilo Firmeza, o Estrigas, que encomendou fotografias ao fotógrafo Marcos Guilherme.
“Trata-se de uma obra valiosa, porque provém de um artista que conta com um acervo restrito, porém importante para situar historicamente a pintura cearense daquela época", afirma. Além disso, explica que o restauro é uma forma de permitir que se conheça um pintor que deixou sua marca na arte cearense e que, fora daquela igreja, se torna mais difícil o conhecimento sobre o criador e a sua criação.
Gerson Faria possui um retrato pintado por Raimundo Cela, encontrando-se hoje no acervo do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (Mauc). Não teve projeção e talento à altura de Aldemir Martins ou Antônio Bandeira. Na opinião de Gilmar de Carvalho, era um artista com muitas limitações e sem dispor de mais estudos, discussões e debates, que fariam com que evoluísse com novas manifestações. Ao contrário, teve no mural referências iconográficas estabelecidas pela Igreja Católica. "Ele não fez um Cristo jangadeiro ou vaqueiro, como poderia ousar. Desse modo, usou os mesmos parâmetros convencionais determinados pela Igreja", observa. Fora o conjunto que se encontra na Igreja dos Remédios, seus poucos quadros fazem parte de coleções particulares.
O professor disse que o descobriu, primeiro sendo instingado pelo Estrigas e, segundo, pela curiosidade. Como trabalhava em local próximo (Gilmar é professor aposentado do curso de Comunicação Social, mantido pelo Centro de Humanidades e que fica perto da Igreja dos Remédios, com seus prédios localizados na Avenida da Universidade, no mesmo bairro), procurou conhecer o local, mas boa parte das representações estavam cobertas pela cal. Ele disse que procurou os padres lazaristas e percebia o desinteresse pelo resgate "Somente algum tempo depois, um pároco mais sensível (padre Sílvio Mitoso) percebeu que havia necessidade de uma recuperação e, finalmente, deu acesso ao público", diz. Mesmo assim, sem financiamento, a expectativa é que o tempo se torne mais voraz para degradar o que ainda não se deteriorou totalmente. Com a recuperação da cripta, a ideia é de que esse espaço ficaria disponível para visitação das pessoas amantes das artes e, especialmente, dos apreciadores de arte de mural. Por enquanto, um sonho que não se transformou em realidade e a cada momento mais predestinado a fenecer irrealizado.
Marcadores:
Artistas cearenses,
mural,
Pintura
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Antônio Bandeira era o artista que não fazia quadros. Tentava fazer pintura.
Poucos artistas cearenses, ou mesmo brasileiros, foram tão celebrados no exterior quanto Antônio Bandeira. Tanto críticos franceses, quanto norte-mericanos e, sobretudo, os nacionais rasgaram elogios a uma arte que parecia assombrosa. De tão elogiado, passou-se muito tempo que alguém o questionasse. mesmo assim, de forma reticente, medrosa. Uma vez que se ia contra a maré.
Quem avalia os acertos e exageros na exaltação a Bandeira é a doutora Maria de Fátima Morethy Couto. Ela diz que não é errado o deslumbramento do público e dos críticos na época em o pintor viveu. No entanto, ressalta que é preciso rever que parâmetros se tinham para se estabelecer a análise imparcial.
Claro, que Bandeira não foi apenas abstracionista. Mas essa fase lhe remete a referência muito próxima a Pollock, pelo estilo da superposição de manchas de cor, respingos de tintas e pinceladas de tons variados.
Aos olhos dos críticos da sua época, tratava-se de "uma pintura de pequenas pinceladas; uma pintura de mil pontos
de fugas, de mil tetos, de mil cumes de árvores, uma pintura
do que você quiser escolher para seu devaneio. Bandeira, com
uma arte cuja delicadeza tem por parente longínquo (e de sangue
bastante diferente) a infinita minúcia de Paul Klee, sofre talvez
um pouco de ser apenas pintor a óleo e não aquarelista. O pintor
parece sempre lamentar alguma transparência que seu ofício não
pode lhe dar. Ele tampouco é suficientemente diversificado. Mas
a exposição é interessante". Afirma Pierre Descarges..
Antônio Bandeira nasceu no dia vinte e seis do mês de maio do ano de 1922, em Fortaleza e foi pintor e também desenhista brasileiro. Ajudou a fundar o “Centro Cultural Cearense de Belas-Artes” que anos depois passou a se chamar “Sociedade Cearense de Artes Plásticas” e foi esse foi o local de sua primeira exposição que aconteceu no ano de 1942. No ano de 1943, pintou a obra intitulada “Mulher de costas” e dois anos depois se mudou para a cidade do Rio de Janeiro.
No ano de 1945, Antônio Bandeira divulgou suas obras no Rio de Janeiro e com isso ganhou uma bolsa de estudos em Paris do governo da França e foi exatamente lá que ele se formou. No ano de 1950, o pintor resolve voltar ao Brasil onde fica por quatro anos e volta para a França. Nesses quatro anos que fica no Brasil fez duas exposições uma no ano de 1951, na “Associação Brasileira de Imprensa” e outra no “Museu de Arte Moderna de São Paulo” no ano de 1953. Suas primeiras obras foram paisagens, mas logo depois passou a pintar as formas abstratas. O pintor faleceu no dia seis do mês de outubro do ano de 1967, e deixou obras que marcaram muito na arte.
O crítico Frederico Morais escreveu a seu respeito: " (...) Acho definitiva, para a compreensão de sua obra, esta afirmação:´Nunca pinto quadros.Tento fazer pintura´. Quer dizer, o quadro não parece significar para ele uma realidade autônoma, uma estrutura que possui suas próprias leis, algo que se constrói com elementos específicos. A pintura é um estado de alma que ele extroverte aqui e ali, sem outro objetivo que o de comunicar um sentimento, uma emoção, uma lembrança. Enfim, é ´uma transposição de seres, coisas, momentos, gostos, olfatos que vou vivendo no presente, passado, no futuro´.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Minha dor foi perceber o vazio que Elis Regina nos deixou
Elis Regina (1945-1982) nos deixa um grande vazio. É bem verdade que autores e escritores além de não surgirem fartamente, ainda há aqueles que atravessam grandes desertos criativos, como é o caso do compositor cearense Belchior. Sua falta é num segmento não menos sensível da arte: a interpretação. Marcada pela apresentação histrônica, a voz foi das mais encantadoras da música brasileira, tendo passado por díversos estilos.
Quando Elis morreu, os exames comprovaram alto teor de álcool e cocaína. A reflexão que me veio foi porque as pessoas se drogam. Como jovem me instigava a curiosidade de entender se era por fraqueza ou porque ajudava a ser pessoa ou um artista melhor. Nunca obtive uma explicação convincente, mas que riqueza Elis nos fez herdeiros.
Ela morreu há exatos 30 anos num mês de janeiro. Muito jovem assim como se foram Dolores Duran, na música, Scott Fitzgerald, na literatura, James Dean, no cinema, apenas para citar alguns nomes. E um outro questionamento me vem hoje. Continuariam esses nomes a produzir obras tão maravilhosas ou o que fizeram já bastaram e foram ao limite da criação e doação ou até vagariam estereis estação após estação? Como não tenho resposta, resta o deleite de seus legados.
Assim como nossos pais
Letra: Belchior
Intérprete:Elis Regina
Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos...
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...
Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...
Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...
Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...
Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...
Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...
Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...
domingo, 1 de maio de 2011
Galos, peixes e dragões de Chico da Silva ganharam fama na Europa
Quando o médico e descobridor da vacina oral contra a poliomielite Albert Sabin (a "gotinha"), então casado com a brasileira Heloísa Carneiro, esteve em Fortaleza, na década de 1970, o apresentador do programa Show do Mercantil, Augusto Borges, lhe retribuiu a participação no programa, presenteando-com um quadro de Chico da Silva (1923-1985). Era um gesto em que o ser humano tira as vestes da soberba e doa o que tem de melhor para oferecer.
Naquela época, o pintor acreano, filho de uma cearense e um índio peruano, já era uma celebridade e reconhecido como artista talentoso pelos especialistas do mundo todo. Em 1966, havia recebido a menção honrosa na XXXIII Bienal de Veneza. Alguns de seus quadros foram adquiridos pela rainha Elisabeth II e hoje destaca paredes de colecionadores ricos.O que fazia a pintura de Chico da Silva tão especial? Conheci Chica da Silva, a filha dele, que também pintava os quadros com o estilo do pai e esse apenas dava a sua assinatura. Com um pouco mais instrução e a sorte de ter conhecido gente como o pintor Jean-Pierre Chabloz (o descobridor de Chico da Silva e seu mestre no óleo sobre tela), talvez tivesse uma carreira solo e com uma identidade própria.
Aliás foi a grande demanda pelos seus quadros que fez com que a obra do pintor se tornasse individual e comunitária. A grande procura fazia com que filhos e vizinhos residentes no bairro do Pirambu, pintassem os galos, os dragões, peixes e todo um mundo colorido, que se chamava de primitivismo, mas na verdade, para os especialistas, não se encaixava em nenhuma escola.
Vale ressaltar a alegria das cores, a ênfase nos detalhes das penas, dos olhos arregalados dos bichos e da fantasia que inspirava. Era uma arte que se inseria com o declínio do figurativismo e a elevação da fotografia. Daí, que consciente ou não, o menino grafiteiro, ingênuo e enganado por mercadores de arte inescrupulosos e vencido pelo alcoolismo fez o que se esperava para um artista de vanguarda: apresentar elementos a mais para a figuração. Uma oportunidade para conhecer parte do legado do artista está no segundo pavimento do Shopping Benfica, em explosição permanente.
Marcadores:
Artistas cearenses,
Chico da Silva,
Pintura
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Um artista com a rebeca e 15 filhos para criar
| Foto: Marcus Peixoto |
O lugar onde mora é seco nesse período do ano. A vegetação praticamente inexiste nos Inhamuns, mas nem de longe lembra os tempos de sequidão. Como músico autodidata, lembra nas variações dos acordes os momentos tristes e alegres, tendo o instrumento como o companheiro fiel na solidão.
Marcadores:
Artistas cearenses,
Ceará
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Nepomuceno, o nacionalista, é o melhor nome do Ceará
Alberto Nepomuceno (1864-1920), compositor y director de orquesta brasileño, está considerado como el mayor precursor de la música nacionalista en su país.
Nació en Fortaleza, estado de Ceará, el 6 de julio de 1864. Estudió en Recife, capital del estado de Pernambuco, y con apenas 18 años ya dirigía conciertos en el club Carlos Gomes. En 1880 perfeccionó sus estudios en Roma, en la Academia Santa Cecilia, con Eugenio Terzianie y Cerare de Sanctis. En 1889 recibió una beca del gobierno brasileño para estudiar en el Conservatorio Stern de Berlín y posteriormente en París. A partir de 1886 dirigió la Sociedad de Conciertos Populares de Río de Janeiro, divulgando un repertorio de música contemporánea poco conocido en aquel entonces en Brasil. Fue dos veces director del Instituto Nacional de Música.
Aunque muchas de sus obras siguen las trazas de un tardío posromanticismo, mediante otras preparó excepcionalmente el campo nacionalista, a donde habría de seguirle Francisco Mignone, y muy en especial el apartado de música afrobrasileña, del que es buen ejemplo su Suíte brasileira (1892), que contiene el célebre “Batuque”. Compuso óperas, como Artemis (1898), Abul (1913) y Catil (1918), una Sinfonía en sol menor, la obertura O Garatuja, el poema sinfónico El milagro de la simiente, conciertos, música de cámara, corales, canciones, piezas pianísticas y multitud de arreglos folclóricos. Fue el primer compositor que apoyó el canto en lengua portuguesa , hecho que contó con la aprobación del presidente Rodrigues Alves.
Microsoft ® Encarta ® 2009. © 1993-2008 Microsoft Corporation. Reservados todos los derechos.
sábado, 4 de setembro de 2010
Fagner y Camaron de la isla- La leyenda del tiempo-
La Leyenda Del Tiempo
Fagner
El sueño va sobre el tiempo
Flotando como un velero
Nadie puede abrir semillas
En el corazon del sueño
Flotando como un velero
Nadie puede abrir semillas
En el corazon del sueño
El tiempo va sobre el sueño
Hundio hasta los el cabellos
Ayer y mañana comen
Oscura flores de duelo
Hundio hasta los el cabellos
Ayer y mañana comen
Oscura flores de duelo
Vai o sonho sobre o tempo
Flutua que nem veleiro
Ninguém pode abrir sementes
No coração do sonho
Flutua que nem veleiro
Ninguém pode abrir sementes
No coração do sonho
Sobre la misma columna
Abrazados sueño y tiempo
Cruza el gemio del niño
La lengua rota del viejo
Abrazados sueño y tiempo
Cruza el gemio del niño
La lengua rota del viejo
El sueño va sobre el tiempo...
Y si el sueño finge muros
En la llanura del tiempo
El tiempo le hace creer
Que nace en aquel momento...
En la llanura del tiempo
El tiempo le hace creer
Que nace en aquel momento...
El sueño va sobre el tiempo...
E se o sonho finge muros
Sobre a planura do tempo
O tempo é quem faz crer
Que nasce naquele momento
Sobre a planura do tempo
O tempo é quem faz crer
Que nasce naquele momento
El sueño va sobre el tiempo...
Marcadores:
Artistas cearenses,
Música
Assinar:
Postagens (Atom)





