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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Um fim de semana de deixar água na boca em Cascavel


Foto: Divulgação

Fortaleza. Um fim de semana de deixar água na boca. É o que promete a Prefeitura de Cascavel, por meio da Secretaria de Turismo, ao promover, de hoje a domingo, o II Festival de Arraia. O evento acontecerá na praça central de Barra Nova, a dois quilômetros da sede, localizada na Região Metropolitana de Fortaleza.

A exemplo do ano passado, quando a primeira edição também aconteceu no mês de julho, a expectativa dos organizadores é de que a iniciativa seja um marco turístico para o Município e, sobretudo, uma referência no roteiro gastronômico do Estado cearense.

O coordenador do Núcleo de Eventos da Secretaria de Turismo, Edvar Soares, disse que foi exatamente o sucesso da experiência ocorrida em 2010 que motivou a administração municipal promover a segunda edição, em noites bem mais animadas, começando por volta das 19 horas e se encerrando às 4 horas do dia seguinte. "Se no ano passado houve grande engajamento da comunidade de Barra Nova, o mesmo é esperado este ano", afirmou Edvar. Ao todo, 60 pessoas estão envolvidas com a preparação de pratos, que farão variações com a arraia, um peixe em abundância naquele trecho do Litoral Leste.
"Nossa expectativa é que o Festival não somente repita o sucesso de público e participação do ano passado, como se projete para ser referência no calendário turístico do Estado", disse Soares. Para tanto, ele acrescentou que não foram poupados esforços para dotar toda a cidade litorânea de uma infraestrutura compatível para atender uma demanda considerável de visitantes. Pousadas, hotéis e casas de veraneios (que costumam ser alugadas neste período) foram preparadas para melhor qualificar a hospitalidade. O concurso gastronômico será julgado por chefs e especialistas em culinária. Os vencedores receberão prêmios e troféus. "Para nós, é de grande importância revelar a criatividade da nossa cozinha, aproveitando um produto farto e que é, atualmente, o principal item de exportação para outros Estados".Culinária60 Pessoas, ao todo, estão envolvidas com a preparação de pratos, que farão variações com a arraia. O festival acontece a partir de hoje e prossegue até domingo, dia 17MAIS INFORMAÇÕES
Prefeitura de Cascavel
Secretaria de Turismo
Telefone: (85) 3334.2840
www.cascavel.ce.gov.br

Marcus PeixotoRepórter



Fonte: Diário do Nordeste

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Antonio Canales interpreta Granada de Isaac Albeniz


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Granada, com o dançarino Antonio Canales, música Isaac Albeniz. Techo do filme Iberia, de Carlos Saura. Canales, espanhol, é um apaixonado pela dança flamenca.
Albeniz , como uma criança que era excepcionalmente talentosa no piano, apresentou-se pela primeira vez públicamente em Barcelona, com quatro anos. Dois anos depois sua mãe o levou para Paris, onde, durante nove meses, ele estudou com Antoine François Marmontel, um renomado professor de piano no Conservatório de Paris. Tentou inscrever-se no Conservatório de Albéniz, mas foi negado a admissão, porque era muito jovem. Ao retornar à Espanha, deu vários concertos e publicou a sua primeira composição, Marcha Militar. Foi uma das figuras mais importantes da história musical da Espanha, além de ter contribuído para criar um idioma nacional e uma escola nativa de música para piano

terça-feira, 12 de julho de 2011

Revelando os Brasis acontece em Quixeré, Guaramiranga e Fortaleza


Quixeré e Guaramiranga são as cidades do estado do Ceará que terão a oportunidade de conhecer parte do resultado do projeto “Revelando os Brasis”, uma iniciativa do Ministério da Cultura e do Instituto Marlin Azul para democratizar o acesso ao mundo audiovisual em cidades brasileiras com até 20 mil habitantes.
A primeira parada no Estado cearense é em Quixeré, no dia 15 de julho, graças à iniciativa do morador e estudante Arthur Leite que inscreveu sua história no projeto e foi um dos 40 selecionados de todo o Brasil. Ele, que tem apenas 19 anos, é o autor do documentário “Mato Alto – Pedra Por Pedra”, que se passa em Saboeiro, narrando o sonho da vida de um homem erguido, pedra por pedra, no sertão alto do Ceará.
O vídeo de Arthur está fazendo sucesso e já conquistou dois prêmios: no Festival de Jericoacoara – Cinema Digital, onde ganhou os prêmios de Melhor Documentário e Melhor Direção e também no Festival Art Déco de Cinema, em São Paulo.
No dia 18 de julho, o município de Guaramiranga recebe a caravana do projeto e Carmem Silvia Ferreira, artesã, arte-educadora e moradora do local, vai apresentar aos conterrâneos o documentário “O Porquê das Coisas”, que conta a história de Antonio Martins, que se dedica à criação de abelhas e ao cultivo do roçado e sempre encontra soluções simples e criativas para os desafios de seu cotidiano.
O projeto também vai passar pela capital, Fortaleza, no dia 17 de julho. A iniciativa é uma realização do Instituto Marlin Azul, com patrocínio da Petrobras e parceria estratégica da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.  Um caminhão do projeto levará para os municípios e para a capital toda a estrutura necessária para montar um cinema ao ar livre e exibir as produções cearenses.
 Criado em 2004, o Revelando os Brasis tem por objetivo geral promover a inclusão e formação audiovisual através do estímulo à produção de vídeos digitais. A iniciativa, dentre outros objetivos específicos, possibilita o acesso dos moradores às novas tecnologias para que possam contar suas histórias, valorizar a identidade local, preservar as manifestações regionais e possibilitar o contato dos brasileiros com um rico acervo histórico, geográfico e cultural do país.
 O Revelando os Brasis é desenvolvido em etapas. Na primeira é realizado o Concurso Nacional de Histórias voltado aos moradores de cidades com até 20 mil habitantes. Os 40 autores das histórias selecionadas, na segunda fase, participam de uma oficina audiovisual, no Rio de Janeiro, onde aprendem, com a orientação de profissionais renomados do cinema, todas as etapas de realização de um vídeo, incluindo noções sobre roteiro, produção, direção, som, fotografia, direção de arte, edição, comunicação e mobilização. Na terceira etapa, os autores retornam às cidades para a realização do vídeo com recursos e o acompanhamento técnico do projeto. Num processo de mobilização popular, familiares, vizinhos, amigos e artistas locais são estimulados a integrar as equipes, desempenhando funções artísticas, técnicas e de apoio.
 A quarta etapa é marcada pelo Circuito Nacional de Exibição. As obras são apresentadas em sessões abertas e gratuitas nas 40 cidades selecionadas e nas capitais dos estados envolvidos. Para completar o processo de democratização audiovisual, as 40 obras reunidas em um box de DVDs, contendo as histórias e making ofs da produção e do circuito de exibição, são distribuídas para bibliotecas, escolas públicas, pontos de culturas, cineclubes e órgãos públicos ligados à educação e à cultura. Os vídeos são ainda exibidos em mostras e festivais nacionais e internacionais. Desde a criação do projeto, há sete anos, foram realizadas 160 obras audiovisuais feitas por moradores de pequenas cidades.

Mais informações:

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Último Apito trata do desmonte do sistema ferroviário

Rusty train 2



O Último Apito é um  filme-documentário produzido pelo cineasta  Aderbal Nogueira. Nas palavras do secretário de Cultura de Aurora, José Cícero, trata-se de uma produção "simples, mas não um filme simplesmente... Aqui reproduzo boa parte do artigo,  que faz uma referência nostálgica aos bons tempos dos trens cortando as ferrovias do Estado e, particularmente, o Município de seu coração: Aurora. O que deixou de ser uma mera lembrança de um passado feliz é também uma denúncia sobre o descaso com a ferrovia, em que o descaso  fez mergulhar esse sistema de transporte no sucateamento e, por fim, no total desmonte.
Aqui reproduzo trechos da crítica apaixonada do intelectual e pesquisador do cangaço:

Um grito a romper o silêncio cômodo de uma história que ainda não terminou. Um contributo à preservação da memória história de toda uma geração de ex-ferroviários – bravos guerreiros, assim como de todos aqueles que de algum modo superlativo tiveram uma parte significativa das suas vivências ligada ao antigo cotidiano das estradas de ferro. Uma saga do povo cearense...
Um filme que nos comove e convida a pensar diferente, ao passo que também  instiga a nos indignar diante das circunstâncias até hoje mentirosas que supostamente levaram a interrupção do transporte ferroviário do nosso estado. Um retrato fiel da realidade de abandono em que está relegado todo o patrimônio ferroviário (material e imaterial), algo  que nos dói no fundo da alma. Um filme que desnuda por si mesmo uma verdade ainda hoje uma tanto quanto inconveniente e há muito escondida. ‘O último Apito’ é, em suma, um grande presente e uma homenagem que se faz à memória histórica e afetiva do povo cearense em geral e os ferroviários em particular.
Com um título dos mais sugestivos, daqueles, cujos vocábulos já dizem muito. Um tanto além da mera expressão lídima do termo - “O último Apito”: não é somente um filme simplesmente. Mas, diria que quase uma ferroada de maribondo-de-chapéu na ânsia(quem sabe) de acordar a todos do sono letárgico que em estivemos submetido por anos a fio. Diante deste verdadeiro esbulho que foi a destruição do nosso rico patrimônio ferroviário.
Um documento em movimento que aborda de modo realista e sentimental um pouco da história da estrada de ferro e das antigas estações ferroviárias do Ceará, agora relegadas ao mais completo estado de abandono (quando ainda não foram demolidas). Uma cocha de retalhos memorialistas, composta de relatos fidedignos e comoventes de ex-ferroviários e de outros pesquisadores convidados. Um filme com a cara da nossa história que tem a capacidade de mexer profundamente com nossos sentimentos mais recônditos. Insisto: Não apenas um filme simplesmente... Mas um libelo de um crime de lesa-pátria e de lesa-história.
Inteligentemente o nobre diretor Aderbal Nogueira, cujo avô foi ferroviário e morara inclusive, na década de 20 em Aurora, coloca além da temática central, algumas capilaridades, tais como a história do célebre coronel Izaías Arruda e o seu notório assassinato na estação do trem de Aurora. A ele agradeço pelo convite de também ter tido a honra de participar deste filme como  um dos pesquisadores entrevistados.
Devo confessar que ao assistir os depoimentos e o choro de alguns dos personagens reais do documentário eu também me emocionei desmedidamente. Posto que também nasci e adolesci praticamente correndo, brincando e jogando bola à margem da linha férrea na minha antiga Missão Velha. De tal sorte que posso afirmar que quase tudo no meu tempo de menino estava de certo modo ligado as idas e vindas do velho trem. Minha casa, minha escola, meu campinha da várzea, as brincadeiras de esconde-esconde tinham como cenário maior a estação e os comboios ferroviários. O gesso, o açúcar, o combustível que nós aparávamos para depois pôr nos candeeiros, os grandes pregos dos dormentes, os bigus nos troles, a verdadeira feira-livre de bebidas, de comidas e guloseimas que todos os dias se formavam na “pedra” da estação. As águas das quartinhas e a famosa macaxeira a que todos diziam ser do cemitério. Uma verdadeira festa. Um acontecimento social de fato inesquecível. Um encontro dos mais democráticos. Uma saudade que ‘O último Apito’ agora nos traz de volta na mais absoluta das realidades.
O trem passava literalmente duas ou três vezes por dia pelo meu quintal. De modo que esta história faz parte da minha memória afetiva. Quem viveu aquele tempo e não é de ferro, não tem como agüentar impassível as imagens e as narrativas trazidas pelo “o último Apito”. Por tudo isso, presumo ser impossível não sermos tocados por essas lembranças  após assistirmos um filme deste naipe, tão realista, audaz e tocante.
‘O último apito’ é um espinho de mandacaru tocando fundo o nosso passado e as nossas recordações mais sentidas de um tempo bom e romântico que não volta mais... Por fim, um filme que, forçosamente teremos que assistir por mais de uma vez. Um passado que não passa...

domingo, 10 de julho de 2011

I Seminário Dança Teatro Educação prorroga inscrições


Foram prorrogadas, até 15 de julho, as inscrições para o I Seminário Dança Teatro Educação, que acontecerá em Fortaleza, entre 24 e 26 de agosto. O seminário traz como tema “A docência-artista do artista-docente” e terá como convidados os professores Márcia Strazzacappa (Unicamp) e José Sávio (UFRN). A promoção é dos cursos de licenciatura em Teatro e em Dança do Instituto de Cultura e Arte (ICA) da Universidade Federal do Ceará. 

O evento discutirá o impacto dos dois novos cursos na cidade de Fortaleza e a importância de se formarem, nos próximos três anos, pessoas especializadas nessas duas áreas para atuar nas escolas públicas. O curso de graduação em Dança da UFC (licenciatura e bacharelado) teve início no primeiro semestre de 2011 e o de Teatro (licenciatura), no início de 2010. Ambos têm duração de quatro anos. Todas as propostas devem ser enviadas até o dia 15 de julho para o endereço eletrônico seminariodte@ufc.br, conforme a convocatória disponível no sitewww.seminariodte.ufc.br. 

Fonte: Profª Rosa Primo, Coordenadora do Curso de Dança da UFC - (fone: 85 3252 2041)

sábado, 9 de julho de 2011

West Point e o Exército norte americano se tornaram independentes do Brasil

Capela West Point Academia Militar Cadet de
Capela de West Point

A Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), no Rio de Janeiro, informa sobre a administração de aulas de Geografia do Brasil para os cadetes da Academia Militar do Exército dos Estados Unidos da América (West Point), localizada em Nova York. A ligação entre ambas instituições é antiga. Pelo menos dois generais que atuaram durante o regime militar instituído a partir de 1964 foram professores de Português na escola norte americana: o general-de-Exército Heitor Furtado Anizaut de Mattos, e o general-de-brigada Oacyr Pizzotti Minervino. O general Floriano Peixoto, não o ex-presidente do Brasil,  de 1996 a 1998, exerceu a função de Oficial de Ligação do Exército Brasileiro.
Berço dos grandes oficiais, influentes políticos e mentores da indústria de armas, West Point tem como seus maiores críticos, pela liberdade de expressão e o exercício da auto-crítica, os próprios norte americanos.  Para explicar porque os Estados Unidos são há décadas, um estado militarizado, que gosta de participar de alguma guerrinha em algum lugar do mundo, o general Van Fleet (de West Point, 1915), afirmou: A Coréia foi uma bênção. É preciso que haja  Coréias aqui ou em qualquer lugar do mundo". Já o ex-senador radical republicano B.F Wade, de Ohio, declarou: "Não acredito que se possa encontrar, em toda a face da Terra...outra instituição que tenha produzido tantos homens falsos e ingratos quanto os que emanaram dessa instituição".
Do escritor norte-americano Gore Vidal, há a lembrança do fundador da Academia (em 1817) Sylvanus Thayer, um admirador apaixonado de Napoleão Bonaparte, que afirma que o próprio "se empenhou em criar um inferno de quatro anos para os rapazes mandados para ele, vindo do país inteiro. Eram mantidos permanentemente ocupados, recebiam tratamento de robôs, e eram enquadrados num código de honra que, em poucas palavras, transformava cada um deles em espião dos outros'.
Ainda segundo Gore Vidal, não é de espantar que o pessoal de West Point tenha mais sucesso quando se dedica a criar West Points em miniaturas,especialmente na América Latina. Claro que ainda há o desejo de jovens cadetes brasileiros de cursarem nos Estados Unidos, para isso existem o intercâmbio e é incentivado por todos os Ministérios da Defesa. Mas se no passado havia avidez e um sentimento de orgulho para o currículo cursar o Fort Benning (Geórgia), como o general de Exército Rubens Bayma Denys; o Fort Bevoir (Virgínia), o general de Exército, Samuel Augusto Alves Correa; o Fort Leavenwort,  o general-de-Exército Luiz Gonzaga Schoeder Lessa, dentre outros, todos na ativa durante o movimento de militar de 1964, hoje existe uma inversão de valores. Já não há mais a reverência aos norte-americanos, não "porque cometeram muitas maldades aqui e acolá", mas porque esses se tornaram independentes do Brasil. Em todo o caso, prevalece a mentalidade de que "quando não se tiver nada para fazer, policie a área".

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Florbela transforma sofrimento e solidão em poesia

fumar nu


Fumo


Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,

Há dias sem calor, beirais sem ninhos!
Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas…
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!
Os dias são Outonos: choram… choram…
Há crisântemos roxos que descoram…
Há murmúrios dolentes de segredos…
Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!…
Florbela Espanca