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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quer ser meu amigo? Padrinho?



Tenho sido muito enfático em ressaltar as qualidades do Poderoso Chefão nesses últimos tempos. Mas é que se tornou, de longe, o melhor filme já feito. Direção, roteiro original (Mario Puzo) , cenário, iluminação, melhor ator, etc. Temos Marlon Brando no auge da carreira, considerado um dos homens mais bonitos da sua geração.
E, como sistema catalizador, a história do crime organizado, promovido pela máfia italiana.
O tempo passou, mas não o glamour do filme e nem a redescoberta da confirmação da arte jamais descuidada em cada detalhe.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Wherter prenunciou, o tempo todo, o fim trágico


12 de dezembro.
            Caro Wilhelm, encontro-me no mesmo estado daqueles infelizes que parecem estar possuídos por um espírito maligno. Isso me acomete às vezes; não é medo, nem desejo... é uma fúria interior, desconhecida, que me dilacera o peito, que me aperta a garganta! Ai Ai! E, então, vagueio por entre as terríveis cenas noturnas desta época misantrópica.
            Ontem à noite tive que sair. Tinha escutado que o degelo, de repente, começara, que o rio transbordara e todos os riachos encheram o meu querido vale e de Wahlheim em diante estava tudo inundado! Já passava das onze horas quando corri até lá. Foi um espetáculo terrível ver de cima do rochedo, ao luar, as ondas revoltas, rolando pelos campos e prados, pelos arbustos, fazendo daquele vale imenso um lago tempestuoso, entregue ao sibilar dos ventos! E quando então, a Lua ressurgiu por cima de uma nuvem negra com o seu brilho terrivelmente magnífico, diante de mim as águas rolavam e rugiam; o pânico apossou-se de mi e novamente a tentação! Ah! Fiquei ali de braços abertos diante do abismo, olhando para baixo! Para baixo! E perdi-me na deliciosa idéia de ali precipitar os meus tormentos, a minha dor, e bramir como as ondas! Oh!... você não é capaz de erguer o pé do chão e dar fim a todos os tormentos!... A minha hora ainda não chegou, sinto-o! Oh! Wilhelm! Como daria de bom grado a minha essência humana, para despedaçar as nuvens com esse vento tempestuoso e conter as águas! Ah! Esse deleite não será concedido, talvez um dia, ao encarcerado?
            E como foi doloroso olhar para o lugar onde descansara com Lotte, debaixo de um salgueiro, depois de um caloroso passeio... também estava inundado e quase não reconheci o salgueiro! Wilhelm! E os seus prados, pensei, e os arredores da sua casa de caça! Como o nosso caramanchão, pensei, deve ter sido desfigurado pela torrente impetuosa! E um raio de sol do passado brilhou em minha alma, assim como um prisioneiro sonha com heróis, prados e honrarias. Fiquei parado! Não me censuro, pois tenho coragem de morrer. Deveria... Agora estou sentado aqui como uma velha que tira a lenha das cercas e o pão das portas, para aliviar e prolongar por mais alguns momentos a sua vida agonizante e miserável.



Goethe
Tradução de Erlon José Paschoal

Os sforiementos do jovem  Werther
Literatura

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A mesma loucura que lhe causava tormentos era também a que dava alegria




Instável, Vicent van Gogh vivia ao sabor de seus humores e estados de alma. Nem sempre sua pintura fluía alegre e tão pasteis, como em Campo de trigo com cipreste. Em geral, seus Céus eram assombrosos, assustadores e assim vivia uma alma sofrida. Até então, o figurativo persistia, sempre mencionando o tormento. Nesse caso, o vento sobre o cipreste.
A maior crítica que se faz ao pintor holandês é o fato de que nunca foi bom desenhista. Isso acontece mesmo no período em que a sanidade já não era tão acentuada e nem o impedia de pintar retratos, como os Comedores de batata, experiência não muito feliz de convivência com pessoas de origem humilde.

domingo, 28 de novembro de 2010

Diga a ela que vá com a canção nos lábios

Foto: Marcus Peixoto
Poesia de Ezra Pound:

ENVOI (1919)
Vai, livro natimudo,
E diz a ela
Que um dia me cantou essa canção de Lawes:
Houvesse em nós
Mais canção, menos temas,
Então se acabariam minhas penas,
Meus defeitos sanados em poemas
Para fazê-la eterna em minha voz

Diz a ela que espalha
Tais tesouros no ar,
Sem querer nada mais além de dar
Vida ao momento,
Que eu lhes ordenaria: vivam,
Quais rosas, no âmbar mágico, a compor,
Rubribordadas de ouro, só
Uma substância e cor
Desafiando o tempo.

Diz a ela que vai
Com a canção nos lábios
Mas não canta a canção e ignora
Quem a fez, que talvez uma outra boca
Tão bela quanto a dela
Em novas eras há de ter aos pés
Os que a adoram agora,
Quando os nossos dois pós
Com o de Waller se deponham, mudos,
No olvido que refina a todos nós,
Até que a mutação apague tudo
Salvo a Beleza, a sós.







(tradução de Augusto de Campos 

domingo, 21 de novembro de 2010

Hannah Arendt nunca fala palavras pequenas




Divulgação

Poesia de Hannah Arendt:

Palavras de amor


Não sei se falo
Palavras pequenas
Porém não agüenta
O peso que arrola
Meu coração

À distância nos trás
Reações que não sabemos
Descrever 
Mas sim senti-las
A solidão que nos leva
A entender loucas razões

E não há distâncias
Metros de ti
Pois pulsa calado e abandonado
A declaração

Palavras não são
O todo e o inteiro
Pra poder expressar
Que em silêncio
Te amo


tradução: Geraldo Neto e Hanna Beatriz

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Orquestra é atração em festival no Maciço de Baturité

Divulgação


O munipício de Baturité acolhe, nesta sexta-feira, 19 de novembro, uma grande festa da música instrumental. Oito atrações vão se revezar no palco do I Encontro Regional Música para Todos. A Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho tem presença garantida, levando ao público um repertório consagrado da música de concerto e o elevado nível técnico de seus integrantes.

As apresentações acontecem na Quadra General Mário Ramos, a partir das 19h. A regência da Orcec estará a cargo do maestro Paulo Leniuson.Completam a noite a Orquestra de Flautas Cidadania como Arte e Cultura, Orquestra de Aracoiaba, Orquestra de Aratuba, Big Band de Guaramiranga, Banda de Música de Baturité, Tambores de Guaramiranga e o violonista Marcos Leonel Fukuda.

A Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho é uma ação da Associação Artística de Concertos do Ceará, com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Primeiro número da Revista L!terAção será lançado dia 22


 
O Projeto Revista L!teração, de Apoio às Práticas Leitoras e às Disciplinas de Editoração, Normalização e Teoria e Prática da Leitura do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Ceará, lança no próximo dia 22 a Revista L!terAção. Será no Auditório Raquel de Queiroz, no Centro de Humanidades, às 17h30.
O projeto de extensão é coordenado pela Profª Fátima Maria Alencar Araripe, da disciplina Teoria e Prática da Leitura e coordenadora do Curso de Biblioteconomia da UFC. Foi criado este ano e agora lança a revista, nas versões impressa e eletrônica, para divulgar suas atividades de extensão. A revista entrevista a escritora Ana Miranda, expoente da Literatura, que aborda a Feira do Livro Infantil do Ceará, assim como projetos de extensão do Curso de Biblioteconomia.

Traz ainda artigos das professoras Eliane Yunes e Ana Maria Sá de Carvalho, bem como textos de alunos e professores da Universidade.

Fonte: Profa. Fátima Maria Alencar Araripe, Coordenadora do Curso de Biblioteconomia da UFC - (Fone: 85 3366 7700 / 3366 7699)