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sábado, 25 de setembro de 2010

Colômbia quer fim das Farcs, para-militares e da intervenção dos EUA

Os Estados Unidos estão comemorando a morte de  Mono Jojoy, líder guerrilheiro das Farc. No entanto, quando tudo conspirava para o ressentimento, ódio e a vingança, apareceu um sentimento de resgatar a esperança de homens e mulheres vítimas da violência decorrente de conflitos armados na Colômbia, que se arrastam há meio século. Para tanto, foi criada uma estratégia de sobrevivêrncia alicerçada na arte, promoção da cultura e na manifestação do carinho entre os povos sofridos daquele país.
Essa é a proposta de Haidy Duque, criadora da organização Taller de Vida, que  atua na recuperação psicológica de populações abaladas pela opressão de narcotraficantes e pela agressividade das Farcs na Colômbia.

Haidy concebeu a organização a partir de sua experiência pessoal, quando assistiu ao assassinato de seu pai, em abril de 1988, por grupos de para-militares. No primeiro momento, conforme disse, foi tomada pelos sentimentos de ódio e vingança, mas percebeu que, ao seu redor, havia outras vítimas da violência de grupos armados, e entendeu que "era chegado o momento de levantar a cabeça e fazer algo e reconstruir a esperança", afirmou.
Haide Duque - Foto: Marcus Peixoto
Hayde é uma das vozes na Colômbia que se opõe contra a presença de bases norte-americanas no País e tem sido uma defensora para a criação de uma lei, que já está tramitando no Congresso local, para manter uma assistência especial para as vítimas da violência. Por conta da militância, ela foi ameaçada de morte e somente pôde residir em Bogotá, capital da Colômbia, após sua causa ser defendida por grupos internacionais de defesa dos direitos humanos.

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