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domingo, 13 de novembro de 2011

Edipo trata das rivalidades desenvolvidas pelas crianças com seus pais e mães



Ópera oratório em dois atos de Igor Stravinsky, com base em Sófocles. Teve estreia no Théâtre Sarah Bernhardt, Paris, em 30 de maio de 1927, tendo como regente o próprio compositor. A ação é contínua, embora dividida em dois atos. Desenrola-se em seis quadros, com um mínimo de movimentação (os intérpretes são instruídos a darem a impressão de serem estátuas vivas), sendo explicada por um narrador em linguagem contemporânea. Nesse caso, o narrador descreve em japonês, falando a respeito de Édipo: Quando nasceu, uma cilada foi armada para ele e os senhores verão a armadilha fechar-se". No coro inicial, Kaedit nos pestis, os homens de Tebas lamentam a peste que vem dizimando os habiantes da cidade, implorando ajuda ao rei Édipo.

Na mitologia, Édipo é o assassino, por acaso, de seu pai Laio, e assim se torna rei de Tebas e marido de Jocasta, sua mãe. Imenso sofrimento ocorre a seu povo e acaba descobrindo o que profetizava o oráculo. O rei é expurgado e, ao descobrir a verdade, cega-lhe os olhos. Ele é renegado pelos filhos, à exceção de Antígona, que lhe apoia na velhice e na doença.
Édipo é uma das mais fascinantes histórias da mitologia grega, que não somente inspirou diferentes segmentos da arte como serviu para que a psicanálise explicasse as relações que vinculam a criança e seus pais. Freud denominou "Complexo de Édipo" o deenvolvimento das tendências sexuais no menino, tendo a mãe como objeto e a consequente rivalidade com o pai. Na menina, essa se desligaria da mãe, tornando-a responsável pela falta do pênis,que ela inveja. O desenvolvimento anormal gera as neuroses e psicoses. Essas situações são superáveis nas etapas de crescimento, com a ajuda dos substitutivos oferecidos pela cultura.
Na ópera, a obra é curta. Tem uma duração de uma hora e meia e a construção do personagem principal desperta tanto a arrogância e a perseguição contra seus inimigos, quando está no auge do poder, quanto de piedade, quando descobre tantas desgraças que se abateram sobre seu povo, sua família e, sobretudo, sobre si. Enfim, é também um retrato das relações sociais da atualidade.

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